A dádiva de virar a face!

A dádiva de virar à face! 

O homem mais conhecido do mundo, o Mestre dos Mestres, disseminou que quando fosse recebido um tapa na face, fôssemos capazes de virar e oferecer a outra face para que o inimigo arrebatasse novamente, demonstrando o quão irrelevante sãos as agressões que nos são feitas, quando temos sabedoria para compreendê-las. Cristo fez a oração dos sábios naquele momento: o silêncio, e plantou sementes no mais fértil dos solos da existência: os solos da humildade. 

Mostrou aos seus algozes que sua emoção estava protegida, pois não revidara como era esperado de qualquer pequeno ser, que não sabe contemplar a beleza da vida, que não sabe perscrutar a emoção do ser humano que ofende, tampouco agir de forma diferente da agressão que sofrera. 

Virando a face, Jesus plantou boas sementes no coração de seus agressores, fazendo-os, mesmo que por um singelo instante, refletir: "quem é esse homem que vai contra as leis da física?" 

Pilatos, ao lavar as mãos, nada mais fez do que Cristo tivera feito. Nesse gesto, Pilatos também virara a face, no entanto, ausente de sabedoria, pois havia sepultado sua inteligência pela opinião dos outros. Virou a face para Cristo quando sua decisão foi a de lavar as mãos, abandonando-O aos seus carrascos. 

Pilatos fazia suas orações, era uma pessoa crente, porém, seu coração estava repleto de podridão, pois não fora capaz de reconhecer o ato insano que estaria cometendo. 

E você, querido amigo, amiga, de que forma você tem virado a face? Como Cristo ou como Pilatos? 

Quais têm sido suas atitudes e comportamentos diante dos ensinamentos do Maior homem que já existiu? Suas ações fundamentam-se em suas palavras? Ou você tem plantando sementes nos malignos campos da arrogância, da ausência do perdão, da falta de humildade?
O que deseja colher meu querido, minha querida? A podridão que nasce na terra da soberba? Ou os frutos doces surgidos dos solos da humildade e da sabedoria? 

O Mestre é, e sempre será respeitado por todas as crenças religiosas. A oração do Pai-Nosso não deixa sombra de dúvida diante dessa questão. O Pai é nosso, de todos nós, não importa quantos bens temos ou o quanto valemos como pessoa; não importa se nossa moeda de troca é o que temos, ou o que somos; não importa nossa crença. O que importa é o momento em que decidirmos ter boas intenções, bons comportamentos, compaixão, perdão, humildade, generosidade, enfim, a religião é a do Amor a si mesmo e ao próximo, não existe outra nomenclatura mais adequada. Somos mais importantes que nossas falhas, desde que nos arrependamos delas; somos maiores que nossos pecados, desde que deixemos de cometê-los; somos maiores do que nossas religiões, desde que se pregue o amor, o respeito, a solidariedade, a integridade, a ética, a honestidade. 

Seus joelhos estão sangrando por suas penitências cumpridas nas igrejas, como forma de castigo e não de admiração ao Mestre dos Mestres? Suas orações são feitas a Deus, porém, seus comportamentos apodrecem seu coração e sua alma? 

De que forma você tem virado sua face? 

Um forte e amistoso abraço, felicidades sempre! 


Professor Paulo Sérgio 
www.professorpaulosergio.com.br






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Sobre o autor

Professor Paulo Sérgio

Professor Paulo Sérgio Buhrer, graduado em Ciências Contábeis pela UNICENTRO, com Pós-Graduação em Gestão e Auditoria de Negócios. Ministra palestras e eventos por todo o território nacional. É professor de disciplinas como Contabilidade, Gestão Empresarial, Marketing, Vendas, Liderança, dentre outras. Há mais de 12 anos contribui para a formação e desenvolvimento pessoal e profissional. Sua ênfase é na formação de profissionais extraordinários.



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