A Inovação: É moderna? E a sua importância?

Nem precisa ser ou ter um Steve Jobs dentro da organização para inovar, o ideal é tornar-se processo sistêmico, pois inovação no varejo por exemplo é a chave para todo e qualquer desenvolvimento econômico e grandes são os benefícios para a população mundial.

Ao contrário do que muitos podem pensar, a inovação não é um assunto tão recente no setor econômico. Na verdade, desde a primeira metade do século XX, ela vem sendo debatida e explorada a favor de melhores resultados em diversos setores da economia, dentre eles, o varejo. Segundo Schumpeter (1982, p. 47) “entendemos por desenvolvimento, portanto, apenas as mudanças da vida econômica que não lhe forem impostas de fora, mas que surjam de dentro, por sua própria iniciativa”, Fica claro, portanto, que o varejo, sendo ele máquina impulsionadora da economia, está amplamente envolvido nas prerrogativas da inovação, sua gestão, suas ferramentas e seus modelos de aplicação.
 
A competitividade é a mola propulsora de busca pela superação e pela sustentabilidade do negócio, seja ele de pequeno porte, como o mercadinho de bairro, até os grandes hipermercados de rede internacional, ou seja, ela é quesito de sobrevivência. Para Carvalho, Reis e Cavalcante (2011, p. 13)“a resposta às pressões surge na forma de consolidação ou adoção de práticas de gerenciamento, como gestão de qualidade, planejamento estratégico, gestão financeira, marketing, gestão de projetos, gestão da produção, gestão de pessoas e, mais recentemente, gestão da inovação”. A partir da ordenação sistêmica dada pelos autores e conhecedores das exigências que a globalização trouxe para a dinamicidade das relações de negócio, já não podemos mais pensar em relações de compra e venda apenas sob a perspectiva dos lucros. É, então, um conjunto, tratado pelos pesquisadores como ‘agregação de valor’, que definirá e ditará os rumos das organizações.
 
Já sabemos que a inovação não é evento exclusivo da tecnologia. Ela é, sim, sistêmica, por exigir que as ações caminhem em conjunto; e é continua, pois a dinamicidade das relações econômico-sociais exige que os produtos ou serviços sejam capazes de acompanhar a rapidez das mudanças. Para Carvalho, Reis e Cavalcante (2011), a inovação ainda precisa ser considerada sob dois elementos: internos e externos à organização. Observe no quadro a seguir:
 
Elementos internos
Ambiente propício à inovação.
Pessoas criativas (empresários, colaboradores, funcionários), preparadas e estimuladas para inovar.
Processo (ou método) sistêmico e contínuo.
 
Elementos externos
Políticas.
Investimentos e estímulos do governo.
Articulação entre associações e federações de empresas.
Abertura de universidades e institutos a parcerias.
E financiamento e fomento à inovação.
 

E quais as vantagens que as empresas têm em inovar?
  • Aumento da demanda para seus produtos e serviços;
  • Melhor defesa de sua posição competitiva;
  • Redução de custos;
  • Ampliação de margens de lucros;
  • Aumento na competência para inovar.
 
Para Carvalho, Reis e Cavalcante (2011, p. 18-19), é por meio da inovação que as empresas conseguem alcançar maior desempenho e diferenciam-se positivamente das concorrentes.
 
As ações de maior representatividade para as empresas que investem na inovação são:
 
É, portanto, pelo caminho da inovação que não só as grandes organizações, mas sim organizações de qualquer porte alcançam e, principalmente, mantêm o destaque perante os concorrentes e a sustentabilidade dessa vantagem.
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Tags: admi empreendedorismo gestão inovação varejo

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