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Artes liberais: a Administração e sua função social

A essência da Administração não são as técnicas e procedimentos, mas sim tornar conhecimentos produtivos. Administrar é uma função social. E em sua prática, é realmente uma arte liberal, na visão de Peter F. Drucker. Artes liberais, no Brasil são conhecidas no meio acadêmico como Ciências Sociais Aplicadas

Uma conclusão adicional de Peter F. Drucker: cmo a sociedade do conhecimento tem que ser uma sociedade de organizações, seu órgão central e distintivo é a gerência.

Quando a sociedade começou a falar em gerenciamento, o termo significava gerenciamento de empresas, porque a empresa de larga escala foi a primeira das novas organizações a surgir. Mas houve o parendizado, na segnda metade do século vinte, que o gerenciamento é o órgão distintivo de todas as organizações, as quais precisam de gerenciamento, quer usem o termo ou não. Todos os gerentes fazem as mesmas coisas, qualquer que seja a finalidade da sua organização. Todos precisam reunir pessoas, cada um com um cohecimento diferente, para um desempenho conjunto. Todos necessitam tornar forças humanas produtivas no desempenho e as fraquezas irrelevantes. Todos têm de determinar que resultados são desejados na organização, e então definir objetivos. Todos são responsáveis pela determinação daquilo que Peter F. Drucker chama de teoria do negócio, isto é, as hipóteses sobre as quais a empresa baseia seu desempenho e suas ações e aquelas feitas pela organização para decidir o que não fazer. Para todos eles é impresciendível fixar estratégias, ou seja, os meios através dos quais as metas da organização se transformam em desempenho. Todos, emfim, precisam definir os valores da organização, seu sistema de recompensas e punições, seu espírito e sua cultura. Em todas as organizações, os gerentes necessitam do conhecimento da gerência como trabalho e disciplina e do conhecimento e da compreensão da organização em si – suas finalidades, seus valores, seu ambiente, seus mercados, suas competências essenciais.

O gerenciamento como prática é muito antigo. O executivo mais bem-sucedido da história foi certamente o igípcio que, há mais de quatro mil e quinhentos anos, concebeu a pirâmide, sem precedentes, projetou-a e construiu-a em prazo surpreendentemente curto. Essa primeira pirêmide ainda está em pé. Porém, como disciplina, o gerenciamento mal tem cinquenta anos. Ele foi vagamente percebido por volta da Primeira Guerra Mundial, mas não emergiu até a Segunda Guerra Mundial, principalmente nos Estados Unidos. Desde então, ele foi a nova função de cresciemnto mais rápido e seu estudo a disciplina de crescimento mais rápido. Nenhuma função ha história emergiu tão depressa como o gerenciamento nos últimos setenta anos ou oitenta anos, e certamente nenhuma obteve tanto alcance mundial em tão pouco tempo.

O gerenciamento ainda é ensinado na maior parte das escolas de administração como um conjunto de técnicas, tais como elaboração de orçamento e relações com o pessoal. É claro que ele, como qualquer outro trabalho, tem suas ferramentas e técnicas próprias. Mas assim como a essência da medicina não é o exame de urina (por mais importante que seja), a essência do gerenciamento não são as técnicas e procedimentos, mas sim tornar conhecimentos produtivos. Gerenciar é uma função social. E em sua prática, é realmente uma arte liberal. Artes liberais, no Brasil são conhecidas no meio acadêmico como Ciências Sociais Aplicadas, apesar de não se tratar de uma tradução. Outras informações podem ser obtidas em http://www.administradores.com.br/producao-academica/administracao-antes-invisivel-hoje-afetando-pessoas-e-suas-vidas/7231 .

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