Contabilidade gerencial - o princípio dos números

A contabilidade são números, mas não apenas números e sim tudo que temos a nossa volta, causando o infinito de cálculos que fazem nossas vidas andarem. Além de números, há seus princípios, suas normas para que possamos usá-las.

 A contabilidade são números, mas não apenas números e sim tudo que temos a nossa volta, causando o infinito de cálculos que fazem nossas vidas andarem. Além de números, há seus princípios, suas normas para que possamos usá-las. Vem desde os mais remotos tempos, como a arte na escrita mercantil. A origem foi dada pelo fato da necessidade de registro no comércio. Teve seus primeiros passos dados pelo povo da Mesopotâmia e aprimorado pelos fenícios, e seus primeiros registros foram dados em papiros (folha antecessora ao papel) e podem ser tão antigos como nossa própria civilização, mas foi na contabilidade antiga ou contabilidade empírica em meados de 8000 a.C. que tivemos seus verdadeiros registro em livros. Nela hoje temos alguns princípios que foram criados para facilitar e ajudar o contador e estabelecer normas. São seis seus princípios: princípio da entidade, da continuidade, da oportunidade, do registro pelo valor original, da competência e da prudência. Na resolução CFC n.º 750/93. art. 1º, consta: "considerando a necessidade de prover fundamentação apropriada para interpretação e aplicação das Normas Brasileiras de Contabilidade são dados os princípios descritos acima” (Resolução CFC nº. 1.282/10).

O princípio da entidade - CFC Seção I art. 4 - vem do reconhecimento do patrimônio com objetivo da contabilidade e da autonomia patrimonial, diferenciando os patrimônios como particulares ou existentes, independente de ser uma pessoa ou um conjunto de pessoas, sociedade ou instituição com ou sem fins lucrativos. Dizemos que o princípio veio para facilitar a descrição dos tipos de patrimônio que encontramos em empresas, nunca confundindo com o de seus sócios. Enxergamos a eficácia deste princípio na sua declaração de Imposto Renda. A empresa entrega a declaração, e seus sócios, as suas próprias. Já o princípio da continuidade é o que dissemos como da circunstância, o momento em que a empresa se encontra. Pressupõe que a entidade continuará em plena operação, por este fato a apresentação de manufatura é da circunstância em que se encontra. Temos ainda o da oportunidade que nos mostra que é praticamente emendado junto ao da continuidade em que se elevam o momento e o tempo, mas sempre usando para aplicar mudanças em movimentos de faturamento dentro das empresas, lembrando também o Registro de Valor Total, que é um complemento ao de continuidade, utilizando o fato de que a entidade não tem um prazo definido para encerrar as atividades, e devem sempre ser registrados os valores originais, tanto de vendas quanto de compra para que assim possa ter mais clareza em seus verdadeiros faturamentos. Ainda temos, entre dos seis apresentados, o de competência e o de prudência. O de competência hoje talvez seja o de maior discussão e menor entendimento dentre os contadores, além de ser o mais importante, pois fala da prática e da importância, da utilização da contabilidade no planejamento e no controle das empresas, nos possibilitando um conhecimento a mais com relação à condição patrimonial da empresa. Já o de prudência determina - em que temos menor valor para ativo e maior para passivo, sempre apresenta alteração do patrimônio líquido, com mutações patrimoniais durante muito tempo. Isto são algumas formas de aplicar contabilidade com mais segurança e competência, pois, como já diz o titulo do filme dirigido Oliver Stone: Wall Street, "O dinheiro nunca dorme", nos fazendo lembrar que a contabilidade, como já foi dito, não são apenas números e sim uma lógica em que utilizamos para poder gerir e levar nossas vidas para patamares maiores, nos ensinando a controlar e manter nossos patrimônios com uma facilidade e agilidade maior assim que formos cobrados como contadores e desafiados como administradores.

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Tags: conhecimento empresas