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Contabilidade Gerencial

A Contabilidade é, portanto, um sistema de informação gerencial que visa medir os resultados das empresas e avaliar o desempenho dos negócios, fornecendo subsídios para a tomada de decisões. A consolidação de modelos de planejamento e gestão requer, a promoção das capacidades individuais e institucionais, considerando a relevância do capital humano como fator de desenvolvimento. Portanto, para a tomada de decisão que envolve um ciclo de controle, decisão e execução, é fundamental a gestão do conhecimento. No processo de comunicação da empresa, a Contabilidade torna-se ponto chave na tomada de decisões, ao permitir coletar dados e mensura-los monetariamente, fornecendo informações financeiras, econômicas e patrimoniais por meio das suas demonstrações e métodos utilizados para sua análise.

Introdução
Contabilidade é a ciência que estuda, interpreta e registra os fenômenos que afetam o patrimônio de uma entidade.
A contabilidade é uma ferramenta indispensável para a gestão de negócios. De longa data, contadores, administradores e responsáveis pela gestão de empresas se convenceram que amplitude das informações contábeis vai além do simples cálculo de impostos e atendimento de legislações comerciais, previdenciárias e legais.
O ordenamento jurídico brasileiro divide a Contabilidade geralmente em Empresarial e Pública, sendo este último o tema tratado no presente trabalho, por se tratar do ramo da Contabilidade adotado pelo Sistema CFC/CRCs.
O patrimônio público é o conjunto de bens e direitos, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pela entidade do setor público, que seja portador ou representante de um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos.
Para que um negócio tenha uma gestão eficiente, todos seus processos devem estar integrados com a contabilidade de alguma forma. Essa sincronia permitirá uma troca de informações mais eficaz e a geração de informações úteis para um processo de decisão mais rápido. Por que contabilidade e gestão devem andar juntas.
A contabilidade é uma ferramenta indispensável para a gestão de negócios. De longa data, contadores, administradores e responsáveis pela gestão de empresas se convenceram que amplitude das informações contábeis vai além do simples cálculo de impostos e atendimento de legislações comerciais, previdenciárias e legais.
Contabilidade Gerencial, em síntese, é a utilização dos registros e controles contábeis com o objetivo de gerir uma entidade.
A gestão de entidades é um processo complexo e amplo, que necessita de uma adequada estrutura de informações - e a contabilidade é a principal delas.
Além do mais, o custo de manter uma contabilidade completa (livros diário, razão, inventário, conciliações, etc.) não é justificável para atender somente o fisco. Informações relevantes podem estar sendo desperdiçadas, quando a contabilidade é encarada como mera burocracia para atendimento governamental.
Objetivamente, o custo médio de uma contabilidade de empresa de pequeno porte (faturamento até R$ 120.000/mês) é acima de R$ 600,00. Numa empresa de médio porte (faturamento até R$ 1.000.000/mês) este custo vai a R$ 3.000,00 ou mais. Tais empresas precisam aproveitar as informações geradas, pois obviamente este será um fator de competitividade com seus concorrentes: a tomada de decisões com base em fatos reais e dentro de uma técnica comprovadamente eficaz – o uso da contabilidade.
A contabilidade gerencial não “inventa” dados, mas lastreia-se na escrituração regular dos documentos, contas e outros fatos que influenciam o patrimônio empresarial.
Dentre as utilizações da contabilidade, para fins gerenciais, destacam-se, entre outros:
1. Projeção do Fluxo de Caixa
2. Análise de Indicadores
3. Cálculo do Ponto de Equilíbrio
4. Determinação de Custos Padrões
5. Planejamento Tributário
6. Elaboração do Orçamento e Controle Orçamentário

 

CONDIÇÕES
O primeiro passo para uma contabilidade verdadeiramente gerencial, é que esta seja atualizada, conciliada e mantida com respeito às boas técnicas contábeis.
Desta forma, pressupõe-se, entre outros, que uma contabilidade para uso gerencial deva ter:
1. Contas bancárias devidamente “fechadas” com os respectivos extratos, sendo as diferenças demonstradas e que tais diferenças não afetem o resultado pelo regime de competência. Admite-se, tão somente, as típicas “pendências” bancárias, como cheques não compensados e pequenos valores de débitos e créditos a ajustar. Valores expressivos, como débitos de juros e encargos sobre financiamentos, devem estar contabilizados.
2. Provisões de Férias e 13º Salário feitas mensalmente, com base em relatórios detalhados do departamento de recursos humanos. A falta de provisão mensal distorce as demonstrações contábeis, pois o regime de competência não é atendido.
3. Depreciações, amortizações e exaustões, contabilizadas com base em controles do patrimônio.
4. Registro dos tributos gerados concomitantemente ao fato gerador, efetuando-se também a Provisão do IRPJ e CSLL, conforme regime a que está sujeito a empresa (lucro real, presumido ou arbitrado).
5. Nas empresas que se dedicam às atividades imobiliárias, optar por contabilizar custos orçados das obras. Outras atividades também exigirão técnicas contábeis específicas, como as cooperativas e as instituições financeiras.
6. Receitas, custos e despesas, reconhecidas pelo regime de competência, como detalhado adiante.
O REGIME DE COMPETÊNCIA CONTÁBIL
O reconhecimento das receitas e gastos é um dos aspectos básicos da contabilidade que devem ser conhecidos para poder avaliar adequadamente as informações financeiras.
Sob o método de competência, os efeitos financeiros das transações e eventos são reconhecidos nos períodos nos quais ocorrem, independentemente de terem sido recebidos ou pagos.
Para todos os efeitos, as Normas Brasileiras de Contabilidade elegem o regime de competência como único parâmetro válido, portanto, de utilização compulsória no meio empresarial.
DA COMPETÊNCIA DO CFC Compete ao Conselho Federal de Contabilidade (CFC) fiscalizar e controlar as atividades financeiras, econômicas, administrativas, contábeis e orçamentárias dos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs), conforme determina o art. 6º da Resolução CFC n.º 960/03, de 30 de abril de 2003, bem como instalar, orientar, inspecionar, aprovar seus orçamentos e programas de trabalho, julgando suas contas e neles intervindo quando indispensável ao estabelecimento da normalidade administrativa ou financeira e à observância dos princípios de hierarquia institucional (inciso XVII, art. 17, Resolução CFC n.º 960/03).
De acordo com o que preceitua o inciso XLVII do art. 13 da Resolução CFC n.º 969/03, compete também ao CFC, por meio do Plenário, elaborar, aprovar e modificar os regulamentos de licitações e contratos, e de contabilidade e orçamento dos Conselhos de Contabilidade.
Acompanhar a boa e regular aplicação dos recursos do Sistema CFC/CRCs é missão institucional do Conselho Federal de Contabilidade, cabendo a este estabelecer diretrizes de organização e apresentação de processos de tomadas e prestação de contas, com base nas Instruções Normativas do Tribunal de Contas da União, as quais trazem em seu bojo critérios e controles, que são ferramentas no desempenho da gestão, a fim de contribuir para o aperfeiçoamento da administração dos Conselhos.

Contabilidade Pública
Contabilidade Pública é o ramo da ciência contábil que aplica, no processo gerador de informações, os princípios e as normas contábeis. Além disso, coleta, registra e controla os atos e fatos de natureza patrimonial, orçamentária e financeira do patrimônio público, evidenciando as variações e os consequentes resultados, inclusive sociais, nas entidades de administração pública e a elas equiparadas, proporcionando aos interessados informações relevantes em apoio aos processos de tomada de decisão e de prestação de contas.
O enfoque da Contabilidade Pública está voltado ao patrimônio. A relevância desta informação e o contexto socioeconômico e cultural exigem dos entes públicos a elaboração de demonstrativos gerenciais que possibilitem aos gestores ter uma visão global e transparente dos gastos públicos. O seu campo de aplicação estende-se a todos aqueles entes que recebam, guardem, apliquem ou que de qualquer forma movimentem recursos públicos, inclusive as entidades equiparadas à pública.
A Contabilidade Pública dentro desta visão deve funcionar como um instrumento gerador de informação para o exercício do controle e da análise dos fatos de natureza orçamentária, financeira, patrimonial e gerencial, apurando resultados em harmonia com as normas gerais de direito financeiro, visando ao cumprimento dos dispositivos contábeis e ao atendimento dos órgãos fiscalizadores

 

Sistema Contábil
Representa um conjunto de informações que orienta e supre o processo de decisão, utilizando os registros de atos e fatos da gestão, como ferramenta de controle, avaliação e mensuração do patrimônio público.
É composto por subsistemas, os quais, considerando as suas tipicidades e as suas especificidades, possibilitam que as informações convirjam para a informação geral sobre o patrimônio, como segue:
a) Orçamentário - consiste no controle da execução do orçamento público, mediante registro, processamento e evidenciação dos atos e fatos relacionados ao planejamento;
b) Financeiro - consiste no controle relacionado à movimentação de entradas e saídas de recursos de natureza orçamentária e extra orçamentária;
c) Patrimonial - consiste no registro, processamento, evidenciação e controle relacionados às variações ocorridas no patrimônio;
d) Compensação - consiste no registro e controle dos atos que possam vir a afetar o patrimônio, de forma a proporcionar um acompanhamento mais eficaz de determinados atos administrativos pela administração;
e) Custos - consiste na coleta e processamento de dados, para apuração dos custos de atividades/projetos.
Além desses subsistemas, o CFC poderá implementar e normatizar outros subsistemas de forma a subsidiar a administração dos Conselhos sobre:
a) o desempenho da organização no cumprimento da sua missão;
b) a avaliação dos resultados obtidos na execução dos programas de trabalho com relação à economicidade, à eficiência, à eficácia e à efetividade;
c) a avaliação das metas estabelecidas pelo planejamento; e
d) a avaliação dos riscos e das contingências.

O que é contabilidade gerencial?
A contabilidade gerencial é processo de identificação, mensuração, análise e comunicação de informações financeiras utilizada pela administração para planejamento e controle de uma empresa, para assegurar o uso apropriado de seus recursos. A contabilidade gerencial fornece informações necessárias para a administração e para o desenvolvimento de uma empresa.
Neste contexto, o contador é o profissional capaz de interpretar e explicar os dados contábeis para os donos do negócio, diretores e gerentes da empresa. A partir da análise do faturamento, lucros e despesas, os diretores possam tomar decisões estratégicas mais eficazes.
Por exemplo, analisando o fluxo de caixa mensal da empresa, o contador pode fornecer dados suficientes ao gerente de recursos humanos para medir a produtividade de sua equipe e assim tomar decisões de contratação, demissão ou até bonificação de cargo. Junto ao departamento de marketing e comunicação, o contador pode fornecer dados preciosos para medir o retorno de investimento em campanhas de divulgação da empresa.
Como funciona
A boa gestão de uma empresa (e consequentemente sua lucratividade) depende de um plano financeiro com valores e metas bem definidos. Para que este plano financeiro seja executado com o máximo de rigor e eficiência, o empresário poderá buscar os recursos da contabilidade gerencial.
Por estar sempre em contato com as transações da empresa, o contador poderá coletar dados que serão úteis na gestão do empreendedor. Desta forma, a contabilidade gerencial sempre estará fornecendo ao seu cliente informações sobre o que está ou não dando certo na execução do plano financeiro. E não é apenas isso, a contabilidade gerencial também indicará as medidas a serem tomadas para a boa gestão da empresa.
Essas informações fornecidas pela contabilidade gerencial são transmitidas ao cliente através de relatórios, que detalham onde a empresa está desperdiçando dinheiro, quais as fontes de prejuízo, bem como as fontes de lucro.
O papel do contador gerencial
Quando se fala em contador, logo vem a cabeça o profissional que lida com a escrituração de uma empresa, mas em sua premissa, o técnico de contabilidade é um especialista em fazer contas, desenvolver balanços e definir a realidade financeira de uma empresa ou mesmo de uma pessoa física.
Levando em conta esta premissa, o contador gerencial é aquele que identifica e interpreta informações financeiras/operacionais para o cliente, e com estas informações em mãos, o empreendedor poderá usar com mais responsabilidade seus recursos.
Especificando de um modo abrangente, a contabilidade gerencial compreende todo relatório contábil desenvolvido especialmente para que a administração o utilize na tomada de decisões a curto e longo prazo.

 

 

 

 

 


REFERENCIAL TEÓRICO

A modernidade trouxe várias alterações, no que concernem as decisões inerentes a Contabilidade Gerencial atrelada a Contabilidade de Custos, pois o dever de garantir a competitividade parece estar cada vez mais próximo destas duas áreas. O que parecia sem valor, hoje permeia dentre os mais importantes pressupostos como atividades mantenedoras dos mecanismos de continuidade no mercado.
A Contabilidade Gerencial cumpre assim os requisitos para o aprofundamento dessa questão, no que tange a gestão de uma entidade.
Contabilidade Gerencial é fornecer as informações de que eles precisam para
o planejamento, o controle e a tomada de decisão”.
Com o desenvolvimento da indústria e a das necessidades que a Contabilidade de Custos foi submetida ao longo dos anos, esta evoluiu e se transformou numa ferramenta de suporte a suplementar as diversas áreas da Contabilidade passando a gerar informações, não só para controle, mas também para o planejamento e tomada de decisão. De acordo com Martins (2003, p.15) “[...] a Contabilidade de Custos acabou por passar, nessas últimas décadas, de mera auxiliar na avaliação de estoques e lucros globais para importante arma de controle e decisão gerenciais”. Fica claro também, que as tendências de mercado que forçam as empresas a estarem sempre evoluindo torna sua aplicabilidade eloquente, como fundamentado por Martins (2003) “isto ocorre, devido à alta competição existente, as empresas já não podem mais definir seus preços apenas de acordo com os custos incorridos, e sim, também, com base nos preços praticados no mercado em que atuam”.
A Contabilidade Gerencial parece não ter mais, na atual conjuntura da economia globalizada, como sair de cena. Hoje, apresenta-se como característica limítrofe ao sucesso das empresas da nossa era. Os clientes de hoje estão buscando novos produtos e serviços a uma taxa crescente. Esta intensidade da competição internacional forçou as organizações a aumentar a velocidade de inovações de seus novos produtos e serviços para comercializá los a um custo o mais baixo possível. Desta forma, também estão sendo desenvolvidas inovações nos métodos de Contabilidade Gerencial, como ferramentas para mensurar e avaliar o desempenho de atividades de projeto e desenvolvimento de produto. (ATKINSON et al., 2008). Sendo assim, a Contabilidade Gerencial mostra ser um dos instrumentos mais influentes para auxiliar a gerência de uma empresa, seus relatórios abrangem os diferentes níveis hierárquicos e servem como ferramenta indispensável nas tomadas de decisões, derivando um grande poder na influência do processo de planejamento estratégico empresarial e no orçamento, além de ser destinada aos usuários internos da Contabilidade, sendo por tanto opcional para as empresas. A tomada de decisão é parte fundamental do processo de
planejamento e controle – as decisões são tomadas para avaliar o desenvolvimento dos gerentes, para alterar as ações ou revisar os planos. A empresa deve adicionar um novo produto? Deve abandonar um produto existente? Deve fabricar um componente usado na montagem do seu principal produto ou contratar outra empresa para produzi-lo? Que preço a empresa deve cobrar por um novo produto? Essas perguntas indicam apenas algumas das decisões-chave que as empresas enfrentam. E a forma como tomam essas decisões irá determinar sua rentabilidade futura e possivelmente sua sobrevivência (JIAMBALVO, 2002).

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