Ensino a distância: uma opção cada vez mais próxima

A característica básica do ensino a distância é sua ligação com a tecnologia, desde seus primórdios, com a utilização dos meios que se dispunha para tal feito, sendo que seu marco inicial tem registro a partir de 1833, na Suécia e a partir da segunda metade do século XIX.

Baixo custo, flexibilidade, diversidade de oferta são alguns dos muitos atrativos de uma opção de ensino que cresce a cada dia no Brasil, nos mais diversos níveis de educação e formação.

Surgida no século XIX essa opção de ensino tinha como objetivo preparar pessoas para a atuação profissional sobretudo aquelas que não dispunham de grandes oportunidades de acesso ao ensino convencional presencial.

A característica básica do ensino a distância é sua ligação com a tecnologia, desde seus primórdios, com a utilização dos meios que se dispunha para tal feito, sendo que seu marco inicial tem registro a partir de 1833, na Suécia e a partir da segunda metade do século XIX.

Todavia, é na primeira metade do século XX, sobretudo, a partir da Primeira Guerra Mundial, que começam a surgir iniciativas mais apuradas de ensino a distância, notadamente pelo aumento da demanda social por um melhor desenvolvimento educacional e pela modernização dos meios de comunicação, sendo o rádio, o veículo mais apropriado para a popularização da iniciativa.

Através do rádio essa modalidade de ensino começou a ganhar popularidade no Brasil e diversas iniciativas ao longo da história caracterizam a presença dessa modalidade de ensino no país.

Diversos institutos e fundações ao longo dos anos optaram por dedicar seus propósitos a formação e aperfeiçoamento de pessoas por meio do ensino e aprendizagem remotos.

Atualmente, no Brasil, a modalidade de ensino a distância já responde, segundo o Censo da Educação superior, do MEC, de 2016, por quase 5 milhões de alunos matriculados em cursos de graduação, pós-graduação e cursos livres e vem crescendo aceleradamente, a partir daí.

De 2015 para 2016, segundo matéria publicada na revista Época (http://epoca.globo.com/educacao/noticia/2017/11/os-frutos-do-ensino-distancia.html) houve um aumento de mais de 7% nas matrículas, ao passo que os cursos de educação presencial tiveram queda de 1,2%, com perspectivas de um crescimento ainda maior podendo chegar a 50% das matrículas, nas projeções do MEC.

Muito do crescimento se deve à qualificação de professores para essa modalidade, devido ao fomento e incentivo dados a esse fim a partir de 2004. Com o tempo a educação a distância passou a ser vista como importante alternativa de formação e especialização e até mesmo a satisfação de uma necessidade de aprendizado contínuo sobre diversas coisas e possibilidades da vida.

Essa perspectiva de crescimento ainda maior pode se configurar num grande momento para o EAD com o novo marco regulatório do MEC, em que instituições de pequeno porte podem abrir determinada quantidade de polos todo ano, o que por certo fará aumentar ainda mais a diversidade de ofertas de cursos.

Pedagogia e Administração são os cursos mais procurados na modalidade, mas há também uma infinidade de cursos livres, de curta duração, destinados a formação e aperfeiçoamento profissional que podem ser encontrados nos portais destinados a esse fim, na web.

Em tempos de crise, desemprego, mudanças na legislação trabalhista e uma série de medidas governamentais que impactam no mundo do trabalho, o desenvolvimento e aprimoramento contínuo de competências passa a ser uma necessidade premente das pessoas. Nesse sentido o ensino a distância passa a ser uma opção barata, prática e acessível para aqueles que gostam de estudar.

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