Ética e responsabilidade sócio-empresarial: sustentabilidade em termos econômicos, sociais e ecológicos

Um novo momento no ambiente corporativo com uma visão social, ecológica, sustentável, filantrópica, econômica e ética.

Foi-se o tempo em que o sucesso administrativo se limitava aos lucros financeiros (econômicos). O compromisso social e ecológico requer uma postura e atitude de mudança em velhos paradigmas e valores por parte das organizações. O mundo se movimenta numa nova interface, móvel e globalizada relacionalmente também em termos econômicos e sustentáveis. Nesse ínterim, o mundo organizacional entra com o tema RSE (Responsabilidade Social Empresarial) onde as empresas ampliam suas atividades e compostos sociais, exigindo por parte dos seus gestores um compromisso responsável diante de decisões que norteiam suas estratégias.


O tema RSE não é assim tão novo, por isso, diversos autores, como Hume (1980), Gadamer (1998), Martens (1999) e Ashley (2002), o têm abordado de forma coerente. Nesse entremeio surge o BSC, que também atende por outras nomeclaturas: Relatório de Sustentabilidade Empresarial, Relatório Social e Relatório Social-Ambiental. São as empresas dando satisfação à sociedade de seus procedimentos administrativos.


A ética no contexto organizacional se caracteriza por meio de ações concretas, com a integralização de vários componentes estratégicos como os credos institucionais, os códigos de conduta e os balanços sociais. Todos esses componentes, além da missão, visão, valores e objetivos, constituem o cerne da organização. Falar em ética é falar também em valor, moral, virtudes e comportamento humano – dentro e fora do ambiente corporativo. A ética é vital na produção da realidade social e no mundo empresarial está relacionada com o comportamento dentro do contexto dos negócios.


As empresas são observadas de uma forma mais intrínseca pela sociedade, que avalia sua finalidade e objetivos para que haja, assim, um bom relacionamento com seus stakeholders, seus públicos internos e externos – que devido ao importante papel desempenhado nas relações empresariais, vêm servindo de referência nos negócios administrativos. Por esta razão as empresas buscam uma administração heterogênea, sustentável e socialmente equilibrada.

A Responsabilidade Social também se revela como uma prestadora de contas, de forma filantrópica, traduzindo a necessidade de uma maior transparência administrativa, tornando assim, a empresa co-participante com a sociedade, aumentando sua credibilidade nos negócios e transações, onde todos saem ganhando. E ratificando o pensamento de Davi Hume (1980): todo esse esforço humano visa alcançar a felicidade. À vista disso o mundo, em todas as esferas, está sendo incomodado com as questões dessa responsabilidade onde as organizações possam ter posturas sócio-ambientais através de uma educação consciente, responsável e eticamente sustentável.

Admª. Fran Abreu
Gestão de Pessoas e RH

 

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