Gestão de estoque e controle financeiro em uma multinacional

Este artigo relata fatos empíricos e confrontos com a literatura Administrativa e Logística.

Gestão de estoque e controle financeiro em uma multinacional

Marcelo Aparecido Sampaio. E-mail: sampaio24@gmail.com
marcelosampaio25@hotmail.com


Resumo:

As empresas devem implementar estrategicamente políticas de estoques de forma integrada, levando em consideração toda a cadeia de valor. Para executar as políticas planejadas, é necessário criar procedimentos de controle que estabeleçam com que freqüência e em que níveis os estoques devam ser examinados e comparados com os parâmetros de ressuprimento.O gerenciamento de estoques envolve as atividades de planejamento, organização e controle do fluxo de materiais e produtos de uma empresa. Decisões sobre estoques envolvem questões como o melhor momento para adquirir materiais ou mercadorias, como as combinações de compras devem ser estruturadas e ainda o manuseio de materiais e estoques de mercadorias após o seu recebimento. Uma das principais preocupações do gerenciamento de estoques está relacionada com o controle de custos de materiais e estoques, que representam um elevado percentual dentro dos custos totais de uma empresa. Este artigo procura mostrar o gerenciamento de estoques como uma importante ferramenta de gestão das empresas, não somente como meio de redução de custos, mas também, principalmente como instrumento de melhoria do nível de serviço ao cliente. Sobre este aspecto foi desenvolvido um estudo de caso em uma empresa multinacional prestadora de serviço localizada em São Paulo,mas que presta os seus variados serviços por todo o território nacional demonstrando a estratégia utilizada pela empresa e confrontando essas ações.Este artigo é somente uma análise e não tem por objetivo ser autoritário em seu conteúdo.

Palavras chave: gestão, estoque, controle ,financeiro.

Inventory management and financial control in a multinational

Abstract

Companies must implement strategic inventory policies in an integrated manner, taking into account the entire value chain. Planned to implement the policies, you must createcontrol procedures that establish how often and at what level the stock should examined and with parameters ressuprimento.O inventory managementinvolves the planning, organizing and controlling the flow of materials and products of acompany. Decisions on issues involving stocks as the best time to acquire materials or goods, such as combinations of purchases must be structured and yet the material handling and inventory of goods after their receipt. A major concern of inventory management is related to cost control and inventory of materials, which represent a high percentage of the total costs within a company. This article seeks to show the inventory management as an important tool for the management of companies, not only as a means of reducing costs, but mainly as a means of improving the level of customer service. In this regard we developed a case study in a multinational service provider located in Sao Paulo, but it provides its various services across the country demonstrating the strategy used by the company and confronting these Actions. article is an analysis and is not intended to be authoritative in content.

Key-words: inventory management financial control


1 Introdução

O controle do estoque é uma ferramenta muito importante para a eficiência do processo produtivo.O planejamento financeiro é determinado especialmente pelo sistema de gestão de materiais, onde observa-se um grande giro de receita e consumo de capital. É fundamental controlar insumos e custos, com procedimentos diferenciados e novas tecnologias. A finalidade do gerenciamento de materiais é suprir com qualidade, em quantidades adequadas, no tempo certo e com baixo custo os recursos materiais necessários para a organização. A gestão de estoques tem recebido substancial atenção dos meios acadêmicos e empresariais nos últimos anos. A maior parte da literatura está focada em determinar, estabelecer ou aplicar métodos para ressuprimento dos estoques em ambientes de produção e distribuição. Nesses ambientes, a demanda e o tempo de resposta tendem a ser previstos com maior grau de certeza e a grande maioria dos modelos empregados permite a tomada de decisões adequadas sobre quanto manter em estoque cada item ou produto.Presente no dia a dia das empresas ela suscita importantes ganhos: redução de falhas e custos, rapidez, confiabilidade e capacidade de rastreabilidade. O gerenciamento de estoques tem papel relevante dentro das empresas, pois o controle de custos e as formas para manter seus produtos sempre próximos do mercado consumidor alvo fazem parte das estratégias das organizações modernas para se manterem competitivas. O ponto fundamental da gestão operacional da empresa está nos setores de compras e estoques, pois é necessário saber quanto comprar, qual estoque mínimo de segurança para evitar falta de produtos bem como para não investir excessivo capital de giro em produção desnecessária. A atividade de gestão visa ao gerenciamento dos estoques por meio de técnicas que permitam manter o equilíbrio com o consumo, definindo parâmetros e níveis de ressuprimento e acompanhando sua evolução.

2 Referencial Teórico.
2.1 Gestão de estoque e Materiais
Segundo Gonçalves (2003) abordagem da administração de materiais pode ser dividida em três áreas, com as seguintes atribuições:
Área de Gestão de compras: Garantir o suprimento dos bens e dos serviços necessários para a produção e as outras atividades da empresa.
Àrea de Gestão de Estoque: Assegurar o suprimento dos materiais necessários para o bom funcionamento da empresa, evitando faltas, paralisações eventuais na produção e satisfação das necessidades dos clientes e usuários.
Àrea de Gestão do Centro de Distribuição: Receber os materiais do setor de compras e planejado pela área de gestão de estoque, efetuar sua alocação e atender as solicitações dos usuários desses materiais, suprindo-os nas quantidades requeridas e no momento certo.

De acordo com Paschoal (2010) desenvolvimento do SGM foi preciso reestruturar três áreas de apoio, consideradas igualmente importantes para o gerenciamento de materiais, as áreas de compras, de estoque e de produção.
Área de compras: essa área ficou responsável pelos processos que envolvem desde a compra até a unitarização e etiquetagem dos produtos a serem enviados para as áreas de Estoques. As necessidades de compras do hospital são controladas automaticamente pelo sistema, baseando-se em pontos de reposição, prazos de entrega e médias de consumo e a classificação ABC.
Áreas de Estoque Central: a rotina diária dos Estoques inicia com o relatório que indica a necessidade de abastecimento de material gerado pelos setores e AS. Isto ocorre à medida que os setores e AS dão baixa (consumo) no sistema e termina quando o setor recebe e armazena o material em seu devido estoque, concluindo o ciclo da área de estoque. Assim, para que isso aconteça, devem ocorrer dois grupos de atividades: as relacionadas aos inventários e as relacionadas ao fluxo de baixa de itens consumidos. Dessa maneira, torna-se possível realizar a reposição do material por estoque mínimo.
O inventário é a atualização freqüente da quantidade de material. A baixa de itens compreende o registro no sistema do material consumido, em tempo real. O material contém código de barras e, no momento do uso, o profissional do setor faz a leitura por meio de leitora óptica, informando ao SGM o item consumido, a quantidade e para qual setor se destina. Lembrando que, é o registro deste consumo que define a necessidade de suprimento dos itens no setor. Caso esta atividade não seja realizada no sistema, não haverá reabastecimento, o que poderá ocasionar a falta de material e problemas na compra do item.

Segundo Galvão(2011) A área de Administração de Materiais administra dinheiro, quer dizer, todo o volume de materiais adquiridos. Na realidade é dinheiro transformado, que se transforma em custo financeiro e que ao seu consumo é abatido no imposto de renda e em muitos casos retorna como incentivo fiscal, para os itens aplicados e consumidos na produção de bens destinados a exportação. A transformação está sob a responsabilidade da Administração de Materiais, que tem por todas as razões anteriores, de manter o processo sem perda financeira. Assim, a responsabilidade de aquisição de qualquer item ou qualquer quantidade, é de total responsabilidade da área de Administração de Material. Podemos estar certos, de que não é da responsabilidade da área de manutenção ou operação os excessos estocados ou deteriorados na área de armazenagem. A importância do processo de Administração de Material está direcionada no questionamento de todos os atendimentos dos clientes.

Segundo Arozo(2011)o processo de gestão de estoque pode ser feito em quatro aspectos basicos;politicas qualitativas e modelos usados nas organizações envolvidas,tecnologias e monitoramento do processo o autor ainda cita sobre os indicadores de desempenho utilizados na gestão de estoque segmentados em três grupos: custo, serviço e conformidade do processo; os quais estão relacionados aos resultados do processo, ou seja, o balanceamento do nível de estoque com o nível de serviço com o objetivo de obter-se o menor custo total e associado também às razões pelo qual o desempenho é alcançado.

Segundo Matsubayashi (2002) a gestão de estoques pode ser subdividida em dois grupos de atividades: Operacionais e Estratégicas. No primeiro, a busca é pela eficiência dos controles relativos à movimentação de produtos: captura e registro de todas as movimentações físicas, recebimento, conferência, armazenagem, movimentação interna, expedição e passagem pelo ponto-de-venda. Para isso é importante o código de barras associado à identificação padronizada, que permite a automação do processo de captura das informações e torna viável o controle requerido nas grandes quantidades de itens normalmentemovimentadas.Para o relacionamento com os parceiros comerciais e os fornecedores, há a necessidade de comunicar as informações: pedido de compra, espelho de notas fiscais, aviso de entrega, etc. Com o bom controle operacional, consegue-se redução de custos e tempos de movimentação, bem como, toda informaçãosobre a sua disponibilidade.No item estratégico, os objetivos são os modelos de reposição baseados em informações mais avançadas, que visam compartilhar dados de vendas e estoques, para que a ação de reposição seja mais eficiente e ágil. È o gerenciamento da demanda na cadeia otimizando os estoques de todos os elos envolvidos.“Dizer que a automação é um salto para a eficiência, de forma alguma é um exagero” . A cada dia, mais empresas e indústrias comprovaram seus benefícios: satisfação do cliente pela melhor disponibilidade de produtos; maior receita; produtos de melhor qualidade (mais frescos e apresentáveis); redução nas perdas por absolescência ou produtos impróprios para consumo; otimização da mão-de-obra, com a automação que propicia menores taxas de erros nos processos de registro e controle das informações; bem como, o melhor aproveitamento das áreas físicas.

Segundo Oliveira (1999, p.181), “o estoque representa o custo das mercadorias possuídas por uma empresa numa data especifica”. Ou seja, é uma conta que registra os bens adquiridos para serem revendidos ou transformados. O autor destaca ainda que “o tipo de estoque que uma empresa possui, depende do seu objetivo social: se for uma empresa que comercializa produtos, que é o nosso caso, ela compra e vende os mesmos produtos e seu estoque é constituído de mercadorias”. Assim sendo, a venda de estoques gera receita de vendas, custo de mercadorias ou produtos vendidos e estoque final. O termo Custo de Mercadorias entende-se que é o preço pago pela mercadoria, acrescido de outras despesas para movimentação do estoque, deduzido os impostos recuperáveis e o valor de mercado. O principio básico é que o custo das mercadorias adquiridas deve compreender todos os gastos que a empresa realiza para adquiri-las e colocá-las em condições de serem vendidas. Para uma empresa que compra e vende mercadorias, tais custos incluem o preço de compra e os gastos com transporte, recepção, inspeção e colocação nas prateleiras, além de custos administrativos associados ao controle dos estoques.

2.2 Controle de Estoque
De acordo com Saab (2008) informação e material em uma cadeia de abastecimento de produtos de consumo de quatro níveis. Propõe-se que, pelo menos sob determinadas condições de contorno, os sistemas de gestão nos quais o distribuidor coordena os fluxos de informação e de produtos acabados na cadeia (aqui denominados Estoque Gerido pelo Distribuidor - EGD ou DMI) têm vantagem em comparação com o conceito tradicional de Estoque Gerido pelo Fabricante (EGF ou VMI). Além da avaliação da proposta nas dimensões estratégica e econômica, um modelo de simulação numérica é construído para o estudo do comportamento dinâmico da cadeia. Demonstrou-se que o modelo DMI proporciona posicionamento estratégico e econômico mais sólido ao distribuidor, nas condições analisadas. A análise dinâmica revelou que o modelo é estável, e a simulação permitiu à cadeia específica estudada enfrentar incrementos de 20% da demanda normal com estoques 55% menores no varejo e 33% menores no distribuidor que o modelo VMI de referência.

Segundo Corrêa (1997) descreve um processo de desenvolvimento de estratégia de manufatura em uma fábrica brasileira de embalagens metálicas. São desenvolvidas ferramentas específicas para lidar com a alta turbulência característica do ambiente industrial brasileiro. Entre elas, destacam-se os chamados "modelos contingenciais", a matriz de correspondências" e a "matriz importância-desempenho" para negociações entre clientes e fornecedores internos.

Para Gonçalves (2003) a administração de materiais tem uma grande interface com os diversos setores da empresa,principalmente a área financeira,responsável por várias aquisições de materiais,departamentalizada pelo setor de compras que é um termo utilizado para definir o ato e a responsabilidade funcional para promover a procura dos materiais e dos serviços e,então supri-los para serem usados pela empresa.Esse termo não descreve de forma completa as responsabilidades da função e o fluxo de seus processos.Na verdade somente define o ato de processar as aquisições e suprir os materiais e serviços no momento adequado.

2.3 Tipos de estoque

Segndo Slack et. al. (1997) os vários motivos do desequilíbrio entre o fornecimento e a demanda levam à criação de diferentes tipos de estoque detectam quatro os tipos de estoque: estoque regulador (estoque de segurança), estoque de ciclo, estoque de antecipação e estoque de canal. Vale ressaltar que há diversas formas de classificar estoques, porém escolhemos as mais utilizadas. O estoque regulador, também chamado de estoque de segurança, tem como propósito compensar as incertezas entre a demanda e o ressuprimento. Ele protege a empresa contra dois tipos de incertezas. O primeiro é o do excesso da demanda sobre as quantidades projetadas, e o segundo diz respeito ao tempo de espera no ciclo de atividades. A esse tipo de estoque damos maior ênfase, uma vez que é o aplicado no estudo de caso. Para exemplificar, suponhamos que os pedidos dos clientes foram em quantidades maiores do que as planejadas (incerteza da demanda) e com prazos muito curtos para a entrega (incertezas no ciclo de atividades) que decorrem das variaçõesentre o tempo de espera no recebimento do pedido e o tempo de espera no processamento dos produtos. O estoque de segurança cobre variações na demanda e fornecimento durante o intervalo de reabastecimento.O estoque de ciclo ou estoque intermediário ocorre porque um ou mais estágios na operação não podem fornecer todos os itens que produzem simultaneamente. Permite que cada produto seja fabricado e distribuído em lotes econômicos maiores do que a demanda de mercado. O estoque de antecipação usado para compensar as diferenças de ritmo de suprimento e demanda, equilibrando essas duas forças, está relacionado com o tempo decorrido entreprodução e consumo. São exemplos mais comuns desse tipo de estoque a produção sazonal e o consumo durante todo o ano.

2.4 POLÍTICAS DE GERENCIAMENTO DE ESTOQUES

Esses procedimentos, segundo Hansem e Mowen (1997), podem ser periódicos ou permanentes. O sistema permanente consiste em controlar diariamente o estoque,efetuando-se as respectivas anotações a cada compra ou devolução e a cada venda oudevolução. Esse tipo de procedimento é realizado a fim de verificar a necessidade deressuprimento, definindo-se quando e quanto comprar.Já no controle periódico as empresas passam a elaborar controle físico dos estoques aintervalos regulares, semanais ou mensais. Neste caso o ponto básico deressuprimento será ajustado, considerando-se os intervalos entre as revisões decontrole, onde pode ocorrer falta de qualquer item antes que aconteça nova revisão.Em decorrência adota-se a suposição, produto a produto, de que o estoque atingiráuma quantidade abaixo do ponto de ressuprimento antes da próxima contagemperiódica, tornando-se necessária a criação de estoques médios.Algumas abordagens de gerenciamento de estoques devem ser observadas com ointuito de obedecer às políticas estabelecidas pelas empresas. A abordagem reativa ouprovocada usa a demanda para deslocar os produtos por meio dos canais dedistribuição. Outra alternativa é a abordagem de planejamento que trabalha com ademanda projetada e com a disponibilidade dos produtos coordenando a movimentação e o destino dos produtos por meio dos canais de distribuição.Uma terceira abordagem é a combinação das duas primeiras que gerencia os estoques,respondendo aos ambientes de mercado e dos produtos.

2.5 Controle financeiro de materiais


Comforme Arozo(2011) a este tipo de indicador três questões devem ser abordadas: a diferença entre valor e custo de estoque, as deficiências do monitoramento de valores contábeis e a necessidade da utilização de mais de um indicador para se ter uma informação de qualidade.O primeiro ponto é referente à diferença entre valor de estoque e custo de estoque. O valor do estoque informa o quanto “vale” o estoque, ou seja, o somatório total do valor dos produtos acabados e dos insumos de posse da empresa, mas não o quanto isso “custa” para a mesma. Isto deve ser mensurado em função do custo de oportunidade deste estoque, ou seja, qual seria o retorno para a empresa caso o valor investido em estoque fosse aplicado de alguma outra forma, ou por outro lado, quanto se deixa de ganhar pelo fato daquele valor estar imobilizado. Este custo é alcançado multiplicando-se o valor do estoque pela taxa mínima de atratividade da empresa em questão, ou seja, qual o retorno mínimo que um projeto ou investimento necessita para que a empresa decida por investir no mesmo. Como muitas vezes este valor não é conhecido, é comum o uso de taxas do mercado financeiro, CDI e SELIC, para se obter este custo.O segundo ponto é referente à utilização de indicadores contábeis para o monitoramento do estoque. Como estes indicadores são construídos baseados em normas e princípios contábeis, muitas vezes não é uma representação fiel do fluxo físico de materiais da empresa. Isto é particularmente verdadeiro com relação à prática de reduções bruscas no valor contábil do estoque às vésperas de fechamento de balanços trimestrais. Estas reduções podem ser alcançadas, entre outros benefícios, pela postergação do pagamento de insumos para após o fechamento do balanço, mas com o produto já recebido. Outra inadequação dos indicadores contábeis diz respeito a estes tratarem à informação de forma agregada, não fazendo distinções entre produtos com características diferentes.O terceiro ponto é com relação à necessidade de mais de um indicador para um monitoramento completo do custo de manutenção do estoque. Por monitoramento completo consideramos que é necessário não apenas a informação do quanto custa o estoque, aspecto coberto pelo indicador apresentado anteriormente, mas também se este custo está adequado às características da empresa. A resposta a esta segunda pergunta pode ser obtida através do indicador de cobertura de estoque, ou seja, o tempo em que o estoque existente é suficiente para atender a demanda, sem necessidade de reposição.

3. Aspectos Metodológicos


Pesquisa bibliográfica
O processo de investigação de dados secundários por bibliografia pesquisa os acontecimentos que fornecem aos estudiosos, bases sólidas para a elaboração de hipóteses e das justificativas dos problemas levantados. Tais bases sólidas para o tema em questão foram coletadas em artigos acadêmicos, teses, trabalhos de conclusão de cursos, trabalhos universitários que abordam as empresas em estudo, etc (LIMA, 1997).

A vertente metodológica utilizada para o desenvolvimento do estudo foi a qualitativa. Pesquisa qualitativa pode ser descrita como a obtenção de dados e informações que descrevam pessoas, lugares e processos interativos, por meio da interação entre o pesquisador e o ambiente da situação a ser estudada. (GODOY, 1995).
A principal fonte de dados da pesquisa é o ambiente natural e como instrumento fundamental o pesquisador. Por isso, trata-se de uma pesquisa com alto grau descritivo e que valoriza a visão dada pelas pessoas ao tema pesquisado.
A abordagem qualitativa possui diversos méritos, dentre os quais pode-se destacar a valorização da idéia de intensidade, ao invés da quantidade; uma investigação profunda da realidade estudada por meio de diferentes fontes de consulta, permitindo uma maior credibilidade de suas conclusões; e a redução dos pré-conceitos dos pesquisadores devido ao longo tempo requerido pela investigação (LIMA, 2004).
A escolha de uma abordagem qualitativa para a análise do fenômeno cultural pode ser justificada principalmente pela adequação das técnicas de investigação ao objeto de estudo (FLEURY; SHINYASHIKI; STEVENATO, 1997). De acordo com estes autores, fenômenos complexos e relacionados a aspectos inconscientes são mais bem compreendidos quando estudados em sua singularidade, por meio de um conjunto de técnicas que permitam aprender com maior profundidade a variedade de fatores que contribuem para a sua constituição, do que estudados somente por meio de técnicas quantitativas que poderiam resultar em superficialidade.
Desfrutando deste modelo, alcançaremos com facilidade uma série de informações precisas sobre a SODEXO DO BRASIL como realidade o custo de gestão de estoque e seus impactos financeiros bem como perecer dúvidas referentes a processos pelo fato do integrante ser colaborador da organização atuando de forma direta com o departamento responsável pelo setor logístico sendo assim as informações tornam-se claras e objetivas.

4.Estudo de caso:( SODEXO do Brasil CML. LTDA)

Em 1966, Pierre Bellon fundou a Sodexo, em Marseille, tendo como base a experiência de mais de 60 anos da família Bellon em serviços de catering marítimos para navios de linha e cruzeiros de luxo. As operações inicialmente serviam refeições em empresas, escolas e hospitais. A Sodexo cria, gerencia e entrega uma ampla gama de serviços que vão desde alimentação (instalação e gerenciamento de restaurantes e cafeterias, eventos especiais e serviços de copa), manutenção e conservação, entre outros. A Sodexo Motivation Solutions desenvolveu para os seus 310.000 clientes (não incluídas as pessoas físicas) uma ampla variedade de métodos seguros, flexíveis e inovadores (e-pass, cartões magnéticos, cartões inteligentes e cartões contactless, sistema de transação virtual). Todos eles com um mesmo objetivo: tornar mais simples e mais agradável a vida de 20,2 milhões de pessoas ao redor do mundo, que podem usufruir de seus benefícios em mais de um milhão de estabelecimentos credenciados à rede. Porém esse meu estudo esta centralizado em um dos seus pontos de prestação de serviço,no caso a prestação de serviço de refeições na EDITORA ABRIL,tendo uma demanda de mais de 1.500 refeições dia. O ponto em foco é a falta de sistema operacional adequado, com integração de sistema de armazenamento e logístico.O seu planejamento diário sempre tem alterações que impactam diretamente em melhores serviços,como a falta de produtos,excesso de outros não utilizáveis no momento,compras erradas,entre outros.
Lead-Time de Entrega (tempo necessário para a reposição do item)Esse tipo de sistema é utilizado por várias empresas, entretanto a empresa em questão possui outra dificuldade na determinação desses níveis de estoque no que se refere à particularidade de cada filial, além das sazonalidades regionais e nacionais. Todos esses aspectos complicam mais ainda a difícil tarefa de dimensionar a demanda que nunca é linear. Todo o sistema funciona em forma de ciclo. Cada centro de distribuição possui seu próprio estoque máximo, ponto de ressuprimento e estoque de segurança. Assim, no momento em que o estoque atinge o ponto de ressuprimento, o sistema emite um pedido de reposição de mercadoria. Do pedido de reposição até a entrega da mercadoria (lead-time) ocorre o intervalo de reabastecimento onde o estoque poderá atingir no máximo a quantidade pré-determinada de estoque de segurança.

5 Resultados/ Proposta

A proposta para melhorarmos essa situação seria fazer um investimento em um sistema integrado entre empresa,filial e centro de distribuição o qual permite que os gestores de logística e administração de materiais tenham uma real visão de estoque e necessidades conforme o planejamento.Hoje o sistema WMS é o melhor que se tem no mercado,requer inicialmente um alto investimento e treinamento,mas que se paga com o tempo conforme se reduz gastos,custos desnecessário.O WMS é um sistema do tipo chamado Warehouse Management System (WMS), ou Sistema de Gerenciamento de Armazém, é uma parte importante da cadeia de suprimentos (ou supply chain) e fornece a rotação dirigida de estoques, diretivas inteligentes de picking, consolidação automática e cross-docking para maximizar o uso do valioso espaço do armazéns. O sistema também dirige e otimiza a disposição de "put-away" ou colocação no armazém, baseado em informações de tempo real sobre o status do uso de prateleiras. Os sistemas WMS utilizam tecnologias de Auto ID Data Capture, como código de barras, dispositivos móveis, redes locais sem fio e possivelmente RFID para monitorar eficientemente o fluxo de produtos . Uma vez que os dados tenham sido coletados, é feita uma sincronização com uma base de dados centralizada -- tanto por processamento batch de todo um lote, como por transmissão em tempo real através de redes sem fio O banco de dados pode então ser usado para fornecer relatórios úteis sobre o status das mercadorias no armazém.Muitos sistemas WMS tem interface com sistemas do tipo Enterprise Resource Planning (ERP), Planejamento de Recursos da Empresa (MRP) ou com outros tipos de softwares de gestão.. Isto permite uma forma de se receber automaticamente o inventário, processar pedidos e lidar com devoluções.Na implementação de um WMS devem ser considerados todos os custos, para além dos custos do equipamento e programas informáticos.Como a falta de integração é um dos fatores de maior relevância para que esses erros aconteça,tenho certeza que com a implantação desse sistema a empresa vai ter melhoras significativas.Grandes empresas trabalham com esse sistema cito Casas Bahia e Isapa imprtação e cml ltda


6 Considerações Finais

As organizações que investiram nesse sistema WMS,tiveram uma maior eficiência em seus serviços.Certifica-se que o treinamento é fundamental para que se obtenha melhores resultados.Este artigo trouxe pontos complexo de gestão de estoque,tipos de políticas de estoque e um estudo de caso que ocorre ainda em uma empresa cito Nov/2011.Apontei neste artigo uma possível solução a qual já vivenciei em uma outra empresa e que deu certo.Em termos simples, um WMS (Warehouse Management Systems) é um sistema de gestão por software que melhora as operações do armazém através do eficiente gerenciamento de informações e conclusão das tarefas, com um alto nível de controle e acuracidade do inventário. As informações gerenciadas são derivadas de transportadoras, fabricantes, sistema de informações de negócios, clientes e fornecedores. O WMS utiliza estas informações para receber, inspecionar, estocar, separar, embalar e expedir mercadorias da forma mais eficiente. A eficiência é obtida através do planejamento, roteirização e tarefas múltiplas dos diversos processos do armazém.A partir da implementação do WMS, o negócio melhora em duas categorias importantes: redução de custo e serviço ao cliente. A redução de custo é obtida através da melhoria da eficiência da mão-de-obra, resultando num armazém que exige menor carga de trabalho.Assim esse artigo visa colaborar com as organizações que procura uma possível solução para a gestão de estoque.

Referências Bibliográficas

AROZO, Rodrigo. Monitoramento de desempenho na gestão de estoque. Disponível em: www.centrodelogistica.com.br. Acesso em 10 de Novembro de 2011.
Corrêa,Henrique.Planejamento,programação da produção.Atlas.(1997)

Galvão,Sérgio.Administração de materiais.Site Adm.de empresas.(2011)

Gonçalves,Paulo Sérgio.Administração de materiais-apostila ibmecTE,(2003)

MATSUBAYASHI, Roberto. Gestão de estoque reduz custos e melhora a qualidade. Disponível em: www.empresario.com.br. Acesso em 15 de Novembro de 2011.

Oliveira,Alvaro,Criterios de avaliação estoque Ed.atlas.(1997).

Paschoal,Maria Lúcia Habib.Implementação do sistema de Gestão deMateriais.2010.(USP).

Saab,Júnior.Cadeia de abastecimento e gestão de estoque direto do distribuidor.-Revista da administração.(2008).

SLACK, Nigel et. al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 1997.

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