O Desenvolvimento do E-commerce no Brasil

 

* Pâmella Ferreira da Silva

** Ricardo do Nascimento Vilela

***Sérgio Ricardo Franco Vieira

****Lucineide A. M. Cruz

  O Comércio eletrônico ou e-commerce, de acordo com Salvador (2013) pode ser definido como transações comerciais feitas no ambiente virtual, com ajuda de meios eletrônicos, ou seja, é poder comprar determinado item a quilômetros de distância, sem sair de casa ou do escritório, utilizando celular, computador ou outro dispositivo. Os consumidores são atraídos pela comodidade, facilidade de acesso e, principalmente, pelos preços mais baixos que o comércio físico.

Com a chamada Revolução Digital o E-Commerce ou Comércio Eletrônico traduzindo para a língua portuguesa, é a atividade que mais cresce no mundo, onde as transações na esfera comercial são realizadas utilizando meios  tecnológicos como internet, computador e até em smartphone. Segundo Teixeira:

 O comércio eletrônico ou e-commerce representa parte do presente e do futuro do comércio. Existem várias oportunidades de negócios espalhadas pela internet, além de muitas que são criadas em todo momento. É bem provável que uma pesquisa de preços na internet traga não só o menor preço, como também melhores opções de bens. E, apesar do gargalo representado pelo analfabetismo digital de uma grande parcela da população, o e-commerce já desponta junto a uma geração que nasceu  com o computador no colo ou nas mãos. O crescimento do número de internautas na última década é espantoso (TEIXEIRA, 2015,p.19).

 Primeiramente, antes de aprofundar no conceito de Comércio Eletrônico, deve-se buscar o entendimento desse termo. Lorenzetti (2004, p. 219) afirma que comércio eletrônico representa “toda atividade que tenha por objetivo a troca de bens físicos ou digitais por meio eletrônicos. Pode-se acrescentar que existe uma relação entre as partes”. O crescimento da internet tem um papel fundamental no crescimento e evolução desta atividade, que acredita ser um divisor de águas no  que tange às relações comerciais, até mesmo pela facilidade com que se adquirem informações sobre os produtos eserviços.

 O primeiro país a desenvolver o E-commerce foram os EUA, com o surgimento da primeira empresa virtual, chamada Amazon.com em 1995, que comercializava a venda de livros virtuais. Ao longo dos anos com o sucesso das vendasonline,de acordo com Felipi(2015),asorganizaçõesforamadquirindoum

capital muito alto e totalmente inesperado, assim despertando o interesse de diversas empresas e de vários outros segmentos. Com esse avanço, o e-commerce subsidiou a criação de um novo conceito no ramo varejista, totalmente desafiador e inovador para a época.

Com o surgimento do comércio eletrônico nos EUA, após cinco anos veio  para o Brasil em 2000, com a promessa de revolucionar o comércio varejista apresentando um conceito totalmente novo e inovador. Diversas organizações começaram a adotar esse método que já era sucesso nos EUA. De acordo com a jornalista Joice Viana (2014), as Lojas Americanas, Submarino e o grupo Pão-de- Açúcar foram pioneiras em trabalhar com essa nova atividade, que por sua vez acompanhava o crescimento da ferramenta internet, que até nos dias  atuais  continua crescendo e apresentandonovidades.

Segundo Teixeira:

 No Brasil, atualmente, 45,6% de sua população tem acesso à  internet (cerca de 90 milhões de pessoas). Se fizermos uma comparação entre os anos de 2000 e 2012, percebemos um aumento significativo, aproximadamente 1.500%, do número de usuários da internet no Brasil (TEIXEIRA, 2015, p.19).

De acordo com Macedo (2016), Gerente da empresa de segurança para E- commerces da América latina, no Brasil, o E-commerce continua passando por mudanças como por exemplo as compras sendo feitas por dispositivos móveis, segurança e credibilidade, Marketplace (grandes lojas virtuais se tornam vitrines  para que possa oferecer os produtos), programas de fidelização, entregas no  mesmo dia, a fim de atender a esse chamado novo perfil de consumidor, que apresenta um alto nível de exigência, principalmente em oferecer uma gama (grandezas mensuráveis) devariedades.

O E-commerce, vem tomando proporções animadoras para quem deseja entrar nesse tipo de mercado. De acordo com a 11° edição da TIC – Tecnologia de Informação e Comunicação - Domicílios 2015, que tem como objetivo medir  o acesso e os hábitos da população brasileira em relação ao uso da tecnologia, 102 milhões da população brasileira utilizam a internet, ou seja, comprovadamente os consumidores estão cada dia mais conectados à internet. Para Teixeira (2015), a grande expansão da internet nos últimos anos foi crucial para o crescimento do comércio eletrônico no Brasil e no mundo.

Segundo a pesquisa do Ebit  (WEBSHOPPERS, 2016), mesmo com as dificuldades do momento macroeconômico no País, no primeiro semestre de 2016, registrou-se um aumento no número de e-consumidores ativos no Brasil de 17,6 milhões para 23,1 milhões, ou seja, um aumento de 31%. Isso mostra que o consumidor, de uma forma geral, vem buscando encontrar no setor vantagens que o varejo tradicional não consegue oferecer.

De acordo com a pesquisa feita pela Ebit /Buscapé, ‘O E-commerce brasileiro faturou 41,3 bilhões de reais em 2015, crescimento nominal de 15,3% na comparação com 2014. Foram registrados 106,5 milhões de pedidos no ano, com tíquetes médios de R$ 388 (12% maior que o registro em 2014), em parte devido à inflação, que também elevou os preços dos produtos vendidos no decorrer do ano.

O avanço tecnológico teve e continua tendo um papel fundamental quando o assunto é comércio eletrônico, pois, com a tecnologia a seu favor, abriram-se várias possibilidades que agregados a outros fatores que contribuem para que essa atividade, conquiste cada vez mais confiabilidade e credibilidade. Dentro desse avanço, o crescimento da ferramenta internet nos últimos anos foi primordial - que tem grande importância, é indispensável - para a expansão do comércio eletrônico em todo o mundo, inclusive uma parcela muito significativa no Brasil.

A pesquisa feita pelo portal Ebit, relata que o faturamento anual do e-commerce no Brasil passou de 0,5 milhões em 2001 para 43 milhões em 2016. Estes números não consideram as vendas de automóveis, passagens aéreas e leilõesonline.

De acordo com a pesquisa Ebit o comércio eletrônico cresce a cada  ano e a tendência é crescer ainda mais. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, nos próximos anos o E-commerce continua crescendo e aumentando sua participação em relação ao varejo tradicional, com destaque para expectativa do aumento no consumo de bens digitais. As expectativas de crescimento são positivas, pois o consumidor brasileiro está a cada dia que passa mais confiante para compra online. De acordo com Teixeira (2015, p.20), “as categorias de bens mais comercializados são: moda e acessórios, 19%; cosméticos e perfumaria, 18%; eletrodomésticos, 10%; livros e revistas, 9%; informática,7%.”

A segurança que as empresas passaram aos consumidores foi muito importante, tanto para o crescimento da própria empresa, como para o comércio eletrônico no geral, que ganhava mais credibilidade. Assim sendo, nota-se que quanto mais informação o consumidor tiver, maior será o nível de exigência, obrigando às empresas a trabalharem com um nível de serviço elevado.

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 * Pâmella Ferreira da Silva, discente do curso de administração, na Faculdade JK.

 ** Ricardo do Nascimento Vilela, discente do curso de administração, na Faculdade JK.

***Sérgio Ricardo Franco Vieira, docente na Faculdade JK.

****Lucineide A. M. Cruz, docente na Faculdade JK,

Coautora dos Livros:

Livro Gestão de Talentos

http://indicalivros.com/pdf/gestao-de-talentos-lucineide-cruz-juliana-pontelho

 Gestão de Pessoas: manual de rotinas trabalhistas

http://indicalivros.com/pdf/gestao-de-pessoas-manual-de-rotinas-trabalhistas-juliana-pontelo-lucineide-cruz

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