Quem é melhor: Eficiência ou Eficácia?

Aborda sobre a importância e aplicação prática dos dois conceitos no meio empresarial.

Se o leitor puder escolher apenas um, ser eficiente ou eficaz, qual optaria? Primeiro vamos aos conceitos:

A eficiência seria o ato de “fazer certo as coisas”, enquanto que a eficácia consiste em “fazer as coisas certas”. Fonte: Significados: https://www.significados.com.br/eficiencia-e-eficacia/

Podemos considerar que eficiência está associada a processos e eficácia, a resultados. Fonte: InfoEscola: http://www.infoescola.com/administracao_/eficiencia-e-eficacia/

Eficácia tem relação com o resultado referente a uma atividade, é o fim e não o meio. Eficiência refere-se ao modo como determinada atividade é realizada, é o meio, não o fim. Fonte: Estudo Administração: http://www.estudoadministracao.com.br/ler/diferenca-entre-eficiencia-eficacia/

Diferenças entre eficiência e eficácia:

EFICIÊNCIA EFICÁCIA
Ênfase nos meios Ênfase nos resultados
Fazer corretamente as coisas Fazer as coisas certas
Resolver problemas Atingir objetivos
Salvaguardar os recursos Otimizar a utilização dos recursos
Cumprir tarefas e obrigações Obter resultados
Treinar os subordinados Dar eficácia aos subordinados
Manter as máquinas Máquinas em bom funcionamento
Presença nos templos Prática dos valores religiosos
Rezar Ganhar o céu
Jogar futebol com arte Ganhar a partida


Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração /
Idalberto Chiavenato — 8. Ed. — Rio de Janeiro: Elseviwe, 2011.


Espera-se que ao ler as definições acima e uma breve reflexão, a conclusão seja que ambas são indispensáveis e tem o mesmo nível de importância, contudo, relativa ao momento. Ser eficiente, ou seja, fazer as coisas da melhor forma com menos recursos e não atingir os resultados esperados é esforço em vão. Por outro lado, ser eficaz, atingindo os resultados "de qualquer maneira", sem preocupar-se com a otimização de recursos e a maximização dos resultados, é trabalhar desnecessariamente, gastando mais e obtendo menores resultados. Em épocas de crise, por exemplo, a relatividade do tema torna-se evidente no contexto que muitas empresas procuram rever seus processos internos a fim de fazer "mais com menos", comandam reestruturações que podem trazer potencialmente melhores resultados. Neste caso, a eficiência pode ter, por um momento, uma importância maior do que a eficácia.

Como a fórmula simples do Resultado é: Receitas (-) Despesas, conclui-se que para melhorá-lo é preciso aumentar o primeiro e/ou reduzir o segundo. Contudo, muitas empresas estão mais preocupadas em aumentar as receitas, leia-se vendas, e reduzir apenas as despesas mais visíveis, ou seja, as que se mais se destacam em relação às demais. Muitas não conseguem entender que a ineficiência interna em processos e
equipes, por vezes aparentemente eficientes, podem gerar um ganho suplementar. Investimentos em melhorias de processos dão retorno, portanto, é recomendável refletir e agir neste sentido.

 De outro lado, o conhecimento mais aprofundado e aplicado do mercado, envolvendo os clientes, consumidores, concorrência, política, economia, tendências, entre outros, pode trazer a eficácia desejada. Ou seja, a empresa "afinada" internamente, que conta com métodos eficazes de abordagem mercadológica, tende a ter mais sucesso. Como exemplo podemos citar um vendedor que possui informações categorizadas dos pontos fortes e fracos dos principais concorrentes. E isso compondo sua argumentação de maneira estruturada pode aumentar seus resultados de vendas, ou seja, tornando sua atividade mais eficaz. Uma empresa que já tenha realizado investimentos em processos eficientes, todavia, deveria enfocar mais no ganho de eficácia, para aumentar os seus resultados.

Portanto, são momentos distintos que relativizam a importância de uma ou outra, todavia, ambas devem caminhar sempre "juntas", como inseparáveis amigas e em nenhuma hipótese devem ter seus méritos reduzidos.

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