Algumas percepções de mundo

20 de agosto de 2008 às 10:53
Cada vez que penso ter aprendido algo e ter subido um degrau no que chamo de evolução, entendo que é apenas o começo de uma revolução.

O degrau existe na minha “imaginação”, mas a revolução acontece realmente na vida da gente pois, na vida somos tecelões que urdimos imenso tapete. Cada um tem seu fio próprio e sua parte na grande tarefa.

Durante anos o lema de muitas posições gerenciais que se consideravam bem sucedidas, dizia: "Em time que está ganhando não se mexe".

A administração moderna veio questionar esta afirmação.

Vivemos num mundo de mudanças constantes e inovações cada vez mais aceleradas, as transformações estão ocorrendo em vários segmentos, em diversos pontos e de diferentes formas: no meio social, educacional, político, empresarial, econômico, pessoal, etc.

Talvez a humanidade nunca tenha passado por uma era de tanta criatividade e mudanças.

Essas mudanças, principalmente aquelas provenientes do ambiente empresarial, possuem características e resultados irreversíveis.

Todas as novas tecnologia e posturas emergentes exigem das empresas a busca de caminhos, alternativas e diferenciais para que elas se mantenham na disputa do mercado cada vez mais competitivo e cada vez mais seletivo.

Esse novo perfil do mercado obriga que as pessoas tenham outra percepção do mundo.

Não dá para viver na expectativa de que algum dia a poeira vá se assentar e que tudo ficará mais estável e previsível.

Procedimentos e posturas que deram certo no passado não garantem sucesso no futuro.

É preciso, portanto, reinventar o presente.

Se um negócio vem dando sinais claros de crescimento e sucesso, é necessário avaliar por quanto tempo ainda essa euforia se fará presente.

Para lidar com esse cenário, a atitude do gestor não pode ser estática, mas dinâmica!

Diante desse cenário, é necessário continuar a aprender

É bom lembrar que aprender não significa necessariamente estudar, pois aprender não se consegue somente na escola ou na faculdade.

Às vezes, o melhor lugar para isso é na vida ou na empresa, simulando e testando soluções, pois como sabemos em administração não se fabrica, se constroem soluções.

Dependendo do que se está fazendo e do ambiente onde se está inserido, aprende-se mais ou menos ou não se aprende nada.

Essa é a questão. O bom currículo profissional não é mais o ponto de chegada, mas o ponto de partida.

Hoje, o que importa é a capacidade de aprender a lidar com as mudanças, com as idéias de melhorias.

Mudanças ainda maiores estão para acontecer.

Acreditar nessa realidade e ter pré-disposição para aceitá-la, sem dúvida, já é um começo, já é uma mudança.

Hoje não é suficiente apenas confiar no convencional, carreiras profissionais que foram vitoriosas durante os anos passados não oferecem mais o mesmo nível de sucesso nesse início de milênio.

Modelos e métodos de aprendizado que foram eficientes já não conseguem o mesmo resultado.

É importante ser multifuncional e fugir de carreiras lineares, métodos tradicionais e não desperdiçar talentos e longos anos de banco de faculdade para contribuir para a perpetuação de burocracias.

Inovação, flexibilidade, agilidade e porque não, simulação serão as marcas registradas do século 21.

O tempo é de nunca, mas nunca mesmo parar de crescer e de se desenvolver.

O aprendizado contínuo é fundamental para o sucesso, pois o conhecimento virou um bem perecível, a única competência durável que se disporá daqui para frente será a capacidade de aprender de forma contínua.

Mas só aprender não será suficiente, será preciso também aprender a aplicar o conhecimento adquirido.

Os modelos e formas de aprender mudam diariamente, mas a velha chave do sucesso continua a ser escrita com seis letras P-A-I-X-Ã-O.