As Vítimas do Crude (Reviravolta na Globalização- 1)

14 de agosto de 2008 às 08:15

As principais vítimas do petróleo a mais de 100 dólares por barril vão ser muitas e diversificadas. O maior impacto será no comércio através de rodovia (TIR) ou avião.

Os fornecimentos «just-in-time» e todo o tipo de exportações (bens perecíveis, produtos físicos em «outsourcing» de longa distância) que vivam da rapidez aérea ou do camião na estrada vão ser profundamente afectados.

Os profissionais e métodos de gestão ligados a estes sectores vão ser dizimados, segundo um estudo de Michel Wautelet, um físico belga de 60 anos, professor na Universidade de Mons-Hainaut, na Valónia.

«Como viveremos em 2050», foi a razão da investigação que fez, movido pelo que diz ser um “pragmatismo sensato”, recusando os dois extremos: “Na minha idade já me deixei do optimismo beato ou do pessimismo profissional”, confessa-nos.

As conclusões de Wautelet são divulgadas em exclusivo em «As Vítimas do Crude», o primeiro artigo de uma série sobre as alterações nas tendências da actual vaga de globalização posterior a 1990.