5 livros para mudar comportamentos improdutivos e ser mais feliz na carreira

Neste artigo compartilho alguns conceitos centrais de grandes nomes das ciências do comportamento.

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Os saberes se somam, portanto, várias técnicas de mudança comportamental estão contidas em bons livros, seja de forma direta ou indireta, combinada ou não. 

Sou apaixonado, em especial, por livros sobre comportamento, PNL, psicologia aplicada, autoajuda e coaching. Ao refletir vendo meus livros na minha biblioteca particular... e alguns espalhados na sala, mesa e quarto (risos!), me dei conta do quanto “alguns conceitos centrais” são tão importantes e consistentes ao ponto de serem abordados em diversos cursos, e até mesmo em várias prestigiadas faculdades que estudam sobre mudança comportamental e alteração de hábitos.

Com base nessa minha percepção, gostaria de compartilhar com você alguns livros que considero muito relevante e prático para aqueles que desejam operar em si mudanças comportamentais significativas. Alguns desses livros possuem uma linguagem mais leve, já outros possuem conceitos mais técnicos e densos, contudo, vale a pena o esforço.

Sendo que as palavras trazem consigo um potencial terapêutico, não tenho dúvidas que os bons livros (inclui vários outros gêneros) também o trazem, contribuindo para mudarmos nossas percepções sobre nós mesmos, questionarmos nossas crenças e paradigmas, bem como ampliarmos nossa consciência sobre comportamentos improdutivos que nos afastam da felicidade e dos nossos objetivos. Sem mais delongas, vamos aos livros:

1 - O Poder da ação (Paulo Vieira)

Paulo, além de escritor, é conferencista internacional e mestre em coaching pela Flórida Cristian University (FCU). CEO da Febracis e coach renomado.
No livro mencionado, o autor aborda a necessidade de uma autoanálise profunda levando em consideração os resultados obtidos (ganhos e perdas) nas diversas áreas da sua vida, tais como: financeiro, social, intelectual, entre outros, de modo que o leitor se responsabilize pela própria mudança comportamental.

Percebido a necessidade de mudança e o que exatamente mudar, qual o foco, Paulo nos leva, por meio de exercícios inclusive, a refletirmos sobre nossos padrões e modelos de comunicação verbal e não-verbal, nossas crenças (identidade, capacidade e merecimento) e vícios emocionais, também, sobre os diálogos que travamos com nós mesmos, isto para citar um pouco do conteúdo do livro.

2 - Ansiedade: como enfrentar o mal do século (Augusto Cury)

Augusto Cury é psicoterapeuta, psiquiatra, cientista e escritor. Possui diversos livros publicados em mais de 70 países. Autor da Teoria da Inteligência Multifocal e da Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA). Cury tem dedicado a sua vida a compreender a formação do Eu, os papéis da memória, a construção do pensamento e como as emoções impactam em toda essa dinâmica.

Em seu livro “Ansiedade: como enfrentar o mal do século”, o psiquiatra discute a relação entre síndrome do pensamento acelerado e a depressão, nos convida a analisarmos a maneira como estamos educando nossos filhos, ainda, os tipos de janelas da memória, os 6 tipos de Eu, os níveis de gravidade e sintomas do SPA em nós e mais para o final do livro, nos proporciona exercícios e dicas para amenizar a agitação mental. Uma das técnicas é a DCD (duvidar, criticar e decidir). “Você conhece essa técnica?”

3 - Crenças: caminhos para a saúde e o bem-estar (Robert Dilts)

Dilts é autor, trainer e consultor de PNL. Vem se dedicando e trabalhado no desenvolvimento da PNL (Programação Neurolinguística) desde a sua criação em 1975. Referência na área, foi influenciado e treinado pelos fundadores da PNL, John Grinder e Richard Bandler.

Sendo crenças nossas verdades, nossas permissões e nossos “esquemas” de como o mundo funciona, Dilts ressalta formas de mudar nossas crenças considerando que esse é um processo de vários níveis. Para ele, há 3 importantes grupos de crenças:

I) Crenças sobre causas: como sugere, está relacionado à qualidade das nossas interpretações no que se refere ao “porque das coisas”;

II) Crenças sobre o significado: reflete o que determinado acontecimento significa, o quão ele é importante para o observador, ou seja, isso impacta onde daremos o foco da nossa atenção;

III) Crenças sobre identidade: incluem causa, significado e limites, isto voltado na percepção que você tem de você mesmo, da suas capacidades e talentos, bem como dos resultados que você vêm obtendo.

Outros dois conceitos presentes fortemente nos trabalhos de Robert é a concepção de “ressignificação” e “reimpressão”. Ambos os casos, de forma geral, está presente a ideia de que o importante não é o episódio em si, mas o significado que atribuímos ao acontecimento, logo, é possível dar um novo significado à nossa experiência por meu de um olhar mais aguçado e positivo. Não alteramos os fatos mas a interpretação e sua importância.

4 - Inteligência emocional no trabalho (Hendrie Wesinger)

O PhD e psicólogo Hendrie, ao lado de Daniel Goleman, é um dos maiores estudiosos da Inteligência Emocional, Criou diversos cursos, treinamentos e técnicas voltadas para a aplicação da inteligência emocional no dia a dia.

Nesse livro, Hendrie tece profundas considerações e compartilha diversas técnicas para cada dos seus 6 capítulos, que são:

I) Como ampliar sua autoconsciência: é o alicerce do qual é construído todas as outras aptidões emocionais;

II) Como controlar suas emoções: há uma relação estreita entre pensamentos, alteração fisiológica e reações, também discutido no TCC;

III) Como se motivar: neste capítulo ele cita fontes de motivação além de “si mesmo”;
IV) Como desenvolver técnicas de comunicação eficaz: de forma inquestionável, a base de qualquer relacionamento é a comunicação;

V Como desenvolver a destreza interpessoal: o que lhe permite ter um bom relacionamento com as pessoas? Neste capítulo o autor responde a essa questão;
Por fim, VI) Como ajudar outras pessoas a se ajudarem: aqui é estudado 4 técnicas bem interessantes.

5 - Terapia Cognitivo-comportamental: teoria e prática (Judith S. Beck)

A Judith S. Beck (PhD) é, além de professora Associada de Psicologia em Psiquiatria na University of Pensylvania School of Medicine, presidente da Beck Institute for Cognitive Behavior Therapy e filha do precursor da Teoria Cognitiva-Comportamental, Aaron T. Beck.

O longo do livro, embora direcionado para profissionais e acadêmicos da área, Judith comenta sobre o fato do leitor utilizar as técnicas do TCC em si mesmo como forma de desenvolver estratégias mentais para amenizar determinadas questões pessoas. Entretanto, não significa dizer que isto substitua terapia, uma vez que na maioria das vezes precisamos de ajuda para identificarmos nossos pensamentos e crenças disfuncionais.

Dentre vários conceitos, técnicas, exercícios, diretrizes e recomendações contidas na obra, saliento a concepção, de forma resumida, do Modelo Cognitivo Simplificado.
Nas palavras da estudiosa, no Modelo Cognitivo Simplificado “não é a situação em si que determina o que a pessoa sente, mas como ela interpreta a situação”. Assim, a forma como a pessoa interpreta as situações/ eventos influencia suas emoções, seus comportamentos e reações. Logo, há uma relação entre evento, pensamentos e reações (emocional, comportamental e fisiológica).

Outra questão central no livro, envolve o conceito de “percepção distorcida” e o quanto isso impacta nossa forma de interpretar os fatos e de nos comunicarmos, seja com as outras pessoas seja com nós mesmos.

O que achou da lista de livros? Já leu algum desses? Se deu conta aspectos comuns entre os estudos dos autores aqui mencionados? Coloca aí nos comentários!

Acesse o site do autor deste artigo e saiba mais: www.brldesenvolvimentohumano.com

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