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5 princípios zen para guiar sua vida

"Antes da iluminação, corte madeira e carregue água. Após a iluminação, corte madeira e carregue água" — Wu Li

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Adoro conselhor práticos que podem ser imediatamente aplicados à vida. E o Zen, uma escola do Budismo Maayana, é repleto de sabedoria prática.

Quando digo aos meus amigos, colegas e pessoas que trabalham comigo que eu gosto de ler sobre Zen Budismo, eles dizem coisas como: "quando você vai deixar o cabelo crescer, andar descalço e falar de ioga o dia inteiro?"

Esse é o jeito hipster de viver. Não o caminho Zen.

O que é o Zen, na verdade? Para ser honesto, eu não sei. Não é uma religião, fé ou pedaço de conhecimento.

Comecei a ler mais sobre Zen quando descobri que o lendário técnico de basquete Phil Jackson é praticante e usou os conceitos do Zen para treinar Michael Jordan e Kobe Bryant.

Kobe em especial, uma pessoa por quem tenho imenso respeito, abraçou os princípios do Zen. Quando soube disso, quis aprender mais sobre o assunto.

Phil Jackson também menciona o Zen no seu livro Onze Anéis, que trata da campanha do Chicago Bulls e LA Lakers no campeonato.

"Antes da iluminação, corte madeira e carregue água. Após a iluminação, corte madeira e carregue água" — Wu Li.

Minha interpretação é que não importa o que acontece na vida, você precisa continuar fazendo seu trabalho. Eu vivo por essa filosofia também. Você pode substituir "iluminação" por qualquer objetivo na vida. Nada muda quando você conquista algo. Você ainda precisa fazer o que deve ser feito.

Nos últimos anos, eu li mais sobre Zen e tudo relacionado ao assunto. O que descobri é que se agarrar a grupos e movimentos de definição não é algo inteligente. Budismo, Taoísmo, Zen — são muitas das mesmas ideias. Honestamente, eu também não me importo com o que é o que e quem inventou certas ideias. Essa parte eu deixo com os pseudo intelectuais desse mundo.

Tudo o que sei é que muitos dos ensinamentos Zen são bem úteis para viver uma vida pacífica e feliz. Pensando nisso, preparei uma lista com as 5 lições Zen práticas e facilmente aplicáveis à vida moderna. Vamos lá.

1. Encontre sua técnica de meditação

A parte mais importante da vida de um monge Zen é a meditação. Certa vez tentei praticar meditação sentado. Não é para mim.

Então transformei a corrida e o treino de força em minha meditação. A parte mais importante da meditação é: pratique entregando-se ao momento.

Descobri que não importa o tipo de atividade que você usa. Meditação sentado, ioga, corrida, treino de força — você pode fazer essa atividade funcionar como meditação para você. Lembre-se que você é um com seu corpo, limpe sua mente e pratique regularmente.

Uma observação: meditação não funciona quando você tenta fazer seis mil coisas ao mesmo tempo. Apenas recentemente aprendi a fazer uma coisa de cada vez.

Eu parei de fazer coisas como ouvir audiobooks e podcasts enquanto trabalho em algo importante ou enquanto me exercito.

Desde que parei com esse comportamento de multitarefa, minhas atividades físicas melhoraram drasticamente. Hoje, eu consigo focar completamente na tarefa que tenho à mão: correr, levantar peso, trabalhar meus músculos, respiração, etc. Eu ainda gosto de ouvir música porque ela pode ser movida facilmente para o plano de fundo. Não é necessário focar nela.

2. Aproveite o momento

Essa frase de Thích Nhất Hạnh, um monge vietnamita, diz tudo:

"Beba seu chá de forma lenta e reverente, como se ele estivesse no eixo de rotação da terra — lenta e calmamente, sem se apressar em direção ao futuro."

Veja bem, você não precisa fazer extravagâncias para viver uma vida com significado. Você não precisa ser o mais jovem a subir o Everest. Na verdade, você não precisa ser o primeiro a fazer coisa alguma.

Tudo o que você deve fazer é aproveitar a maior parte dos momentos do seu dia. Eu digo "maior parte" porque você provavelmente estará muito ocupado para aproveitar todos os momentos. E isso não é algo realista, a menos que você seja um monge. Mas parar por alguns segundos a cada dia e aproveitar o momento, isso é algo que todos podem fazer. Sem desculpas.

3. A felicidade está mais perto do que você pensa

Normalmente, procuramos por fontes externas de felicidade: viagens, um novo trabalho, mudar para uma cidade ou país diferente, um novo parceiro, mais experiências, etc. Mas se você está infeliz agora, provavelmente será uma pessoa infeliz mesmo com novas experiências.

Uma frase do Mestre Zen japonês Dogen explica bem:

"Se você é incapaz de encontrar a verdade exatamente onde você está, onde mais você espera encontrá-la?"

Não procure pela felicidade em outros lugares. Encontre-a onde você está hoje. Uma vez que você se torna feliz, é mais fácil permanecer feliz.

4. Foque no processo

Monges Zen e Mestres não se importam com resultados. Eles focam nos hábitos, rituais e processos que dão suporte ao modo de vida Zen.

Frequentemente, mantemos os olhos fixos nos resultados que buscamos atingir e esquecemos por que estamos fazendo aquilo para começo de história.

Não acredito que há algo errado em tentar conquistar coisas. Você não precisa largar tudo e se mudar para um monastério.

Mas lembre-se de desenvolver hábitos e rituais que ajudem a chegar onde você quer na vida. Quando você foca no processo, o resultado irá se seguir automaticamente.

5. O sentido da vida é estar vivo

Alan Watts foi um filósofo apresentado ao Zen em 1936, quando ele participava de uma conferência onde D. T. Suzuki era palestrante. Suzuki, um escritor japonês, influenciou sozinho a disseminação do Zen no ocidente.

E, a partir daquele momento, Watts (que tinha apenas 21 anos de idade), ficou fascinado pelo Zen. Ele escreveu muitos livros. Um dos mais populares foi The Way of Zen (sem edição em português). Watts também construiu uma ampla base de seguidores no ocidente. E eu tenho que dizer que eu gosto muito dessa obra.

Especialmente sua perspectiva sobre o sentido da vida. Ele diz:

"O sentido da vida é apenas estar vivo. É tão óbvio e simples. Mesmo assim, todos correm para cima e para baixo em pânico como se fosse necessário conquistar algo além deles mesmos."

Esse pensamento soa bem óbvio, mas é necessário afirmar o seguinte: em vez de pensar, gaste sua vida vivendo. Seja útil, resolva problemas, crie valor e o mais importante: aproveite tudo isso.

Não apresse a vida. Antes que você perceba, tudo estará acabado. Para mim, é verdade que o Zen é um modo de vida.


O artigo foi publicado no blog do autor e cedido gentilmente ao Administradores.com.

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