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6 lições de carreira do filme Bohemian Rhapsody

“Eu não serei um Rockstar, serei uma lenda!” Freddie Mercury.

Reprodução/20th century fox

Lançado no Brasil dia 1 de novembro, o filme Bohemian Rhapsody, dirigido por Bryan Singer, conta a história de Freddie Mercury como vocalista da banda Queen. Queen foi uma banda de rock britânica que mudou o cenário e a história da música na década de 70. Esse impacto foi causado por suas canções ecléticas e, claro, por seu vocalista que, segundo a ciência, tinha uma voz única, aliada a uma presença de palco marcante e vida privada excêntrica e extravagante. Você pode não ser fã da banda, mas já ouviu sucessos como: We Are The Champions; We Will Rock You e I Want to Break Free.

Freddie tinha um talento fora do comum. Poucos e raros serão gênios incontestáveis como ele, mas os exemplos de dedicação, e a certeza da sua vocação, são princípios que podemos seguir. Abaixo, listo 6 lições que podemos aprender com o filme e aplicar em nossas carreiras.

1. A arrogância dos gênios

Freddie sabia do seu talento e era dono de uma arrogância debochada que o fazia não desistir do que queria e sabia que era importante. Acreditar em você e na sua expertise vai te dar a autoconfiança para realizar projetos e correr atrás do que almeja. É bom ressaltar que existe uma diferença entre arrogância e autoconfiança - que é importante para nós, simples mortais. A arrogância demonstra uma ideia irreal sobre suas próprias habilidades e considera os demais inferiores. Já a autoconfiança existe quando a pessoa se prepara para realizar aquele projeto, está em busca de melhorias e tem a mente aberta.

2. O poder do não

Ao gravar Bohemian Rhapsody, o Queen recebeu "nãos" de diversos empresários. Eles alegavam que a música, com quase seis minutos e sem refrão, não seria tocada nas rádios. A banda não aceitou trocar de single e foi diretamente às rádios promovê-la. Resultado: quando foi lançada como single, Bohemian Rhapsody ficou no topo das paradas por nove semanas e vendeu mais de um milhão de cópias. Também foi a primeira música a alcançar o topo das paradas duas vezes com a mesma versão, em 1975 e em 1991, logo após a morte do cantor. Acreditar no valor do seu trabalho ou projeto é essencial para chegar ao sucesso. O Queen apostou naquela música mesmo recebendo "nãos" e teve resultados surpreendentes.

3. O líder não precisa ser o chefe

Sempre quando era apontado como líder da banda, Freddie retrucava, respondendo que não era o líder da banda e sim o vocalista. Afirmava que eram quatro caras iguais e os enxergava como uma família. Ele sabia da importância de cada um na banda, mesmo com seu talento extraordinário, e se colocava como igual junto aos seus parceiros. Deste contexto, podemos tirar uma lição sobre a importância de reconhecer as pessoas que trabalham com você, e entender que um bom projeto é feito por pessoas diversas, que devem contribuir umas com as outras.

4. Transformando a fraqueza em ponto forte

Freddie tinha 4 dentes a mais na boca, o que lhe causava incômodo na aparência. Apesar disso, nunca quis operar, pois dizia que essa condição o ajudava a ter mais potência vocal. Em vez de sofrer por algo que seria um defeito, o cantor tirou proveito disso e enxergou como uma vantagem. As fraquezas que você tem são únicas e podem te ajudar a ter uma visão específica de cada situação. Faça o exercício de enxergá-las através de um outro olhar e você poderá descobrir potencialidades e desenvolvê-las.

5. Reconhecer seus erros

Como já falamos, Freddie Mercury era arrogante e sabia do seu potencial. Porém, depois de diversas brigas com a banda e de cometer vários erros sucessivos, foi capaz de reconhecê-los e entender que ele só era o que era por causa do alicerce que a banda lhe oferecia. Às vezes, estamos tão certos do que queremos que não somos capaz de identificar o erro. É sempre importante refletir sobre o que realmente te conecta e ser capaz de voltar atrás e pedir desculpas.

6. Não ser vítima do seu destino

Freddie Mercury foi diagnosticado com AIDS em 1987, porém, só revelou a imprensa em 1991, dias antes de sua morte. Ele não queria ser visto como uma vítima ou um ícone de luta contra a doença. Ele escolheu quem queria ser, um Rockstar, um artista único. Você pode escolher quem quer ser, qual caminho quer seguir e onde quer chegar.

A autoconfiança de Freddie fez com que ele fosse exatamente o que queria.
“Eu não serei um Rockstar, serei uma lenda!” Freddie Mercury.

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