A IMPORTÂNCIA DO CHEFE

Seguir + Marcos,
Não importa sua idade, quanto dinheiro você tem, onde estudou ou que curso você fez, uma coisa é verdade: você TEM um chefe! Não importa o nome que ele ou ela receba, pode ser diretor, líder, instrutora, CEO, (até o Estado pode ser considerado um chefe) ainda assim essa pessoa exercerá poder sobre você e, nesse processo, você com certeza será influenciado. Para falar a verdade, é justamente esse o papel do chefe: influenciar. O chefe existe porque, teoricamente, ele tem um maior conhecimento que você e te influenciará, compartilhando conhecimentos e experiências. Ou porque ela lidera melhor que você, e te influenciará no sentido de lidar com as pessoas, entender o ser humano. Acreditamos que, nas organizações de hoje, os chefes exercem o papel dos antigos mestres. Têm que estar preocupados não só com o desenvolvimento profissional de ser subordinados, mas, principalmente, com o lado pessoal desses indivíduos. Em plena Era do Conhecimento nada é mais valioso para uma organização do que seus Recursos Humanos. Por sinal, acreditamos que a própria idéia de RECURSOS Humanos seja ultrapassada. Recurso é algo limitado, enseja a existência de trade-offs. Seres humanos são ilimitados, logo não são recursos. Consideramos seres humanos como investimentos de terceiros, com ampla capacidade de gerarem dividendos. (Mas isso é assunto para um outro texto. Vamos nos concentrar no assunto em pauta!). Apesar da necessidade de se trabalhar pessoas e do papel que o chefe tem no desenvolvimento de seu subordinado, é interessante notar como existem pessoas que não gostam de seus chefes. Alguns dizem que seus superiores são exigentes demais, que não compreendem suas dificuldades. Às vezes essas reclamações são justas, porém, na maioria das vezes, elas nascem do medo de reconhecer a própria incompetência e tentar melhorar. Outros julgam seus chefes instáveis demais. Segundo essas pessoas esses chefes precisariam de uma dose extra de PULSO FORTE e coragem. Novamente essas reclamações podem ser verdadeiras em determinadas situações. Em outras, porém, a dificuldade está no fato de que o subordinado não consegue vislumbrar a complexidade dos problemas que se apresentam, e acabar decidindo-se por seguir o caminho mais fácil e, na maioria das vezes, errado. Exemplos não faltam, mas o que queremos aqui não é apresentar um repositório de críticas destinadas aos chefes. Ao contrário, acreditamos que a relação superior-subordinado é muito importante para o desenvolvimento de ambos, especialmente para o subordinado. É comum, em biografias de pessoas de sucesso, a citação de superiores também de sucesso. Na maioria das vezes, os grandes cientistas tiveram grandes professores. Os líderes de hoje já foram liderados pelos líderes de ontem. É essa relação simbiótica entre lider-liderado que leva ao desenvolvimento e à superação dos desafios. Os ressentimentos existentes entre subordinados para com os seus superiores decorrem do fato de que são poucas as pessoas que aceitam essa relação hierarquizada como satisfatória. As pessoas gostam de se relacionar de igual para igual, sem pretenções sem lero-lero. Poucas coisas na vida são tão boas como comer um pastel na feira ou tomar um chopp num bar com uma roda de amigos em volta. Porém, não são poucas as pessoas que se acostumam com o glamour de seus cargos e esquecem desses pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Para um subordinado é muito bom sentir que seu superior é igual a ele. Pode ter um cargo melhor, ganhar mais, mas, em essência, são FARINHA DO MESMO SACO, são IGUAIS. Para o superior, um relação de igual para igual com seus subordinados potencializa resultados, gera confiança nas relações e torna mais leve o dia-a-dia. É uma relação tão importante essa, em que ambos os indivíduos tem tanto a aprender, porque desperdiçá-la? Deixar o tempo passar? Procuremos esquecer um pouco a madame do Zepelim e comecemos a entender a Geni. Ambos têm muito a aprender. Eu sei, eu já disse isso. Mas é que ainda estou aprendendo.
As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.

Avalie este artigo:
(0)