A síndrome do impostor na carreira das mulheres

Os impactos na carreira com essa síndrome pouco comentada.

Em entrevista a uma revista, Emma Watson, uma das grandes estrelas de Harry Potter, declarou: “Parece que quanto melhor eu me saio, maior é o meu sentimento de inadequação, porque penso que em algum momento, alguém vai descobrir que eu sou uma fraude e que eu não mereço nada do que conquistei”. Kate Winslet (Titanic), “Eu acordava de manhã, antes de ir para uma gravação e pensava `não posso fazer isso. Eu sou uma fraude”. Além de várias atrizes, executivas bem sucedidas já passaram ou vivenciam o fenômeno de impostor, como Carolina Boracat, Diretora de Marketing da América Latina do Spotify, a Advogada da GE, Josie Jardim e Sheryl Sandberg, Diretora de Operações do Facebook.

As pessoas que sofrem este tipo de síndrome, de forma permanente, temporária ou frequente, parecem incapazes de internalizar os seus feitos na vida. Não importando o nível de sucesso alcançado em sua área de estudo ou trabalho, ou quaisquer que sejam as provas externas de suas competências, essas pessoas permanecem convencidas de que não merecem o sucesso alcançado e que de fato são nada menos do que fraudes. Há estudos mostrando que esta síndrome é mais comum entre mulheres, especialmente mulheres bem sucedidas em profissões tipicamente ocupadas por homens.

Esse sentimento, geralmente vem acompanhado de ansiedade, baixa autoestima depressão e perda de produtividade e nesses quase 20 anos que lido com formação de lideranças, percebo que a síndrome aparece paralelamente ao crescimento da carreira e é preciso um olhar mais crítico para não colocar tudo a perder.

Esse fenômeno costuma aparecer em momentos de transição ou quando se é confrontado com um novo desafio, que costuma vir “acompanhado de uma carga tremenda de ansiedade e insegurança”. E aí, inconscientemente, as mulheres com a síndrome do impostor começam a mudar ou adotar comportamentos que funcionem como mecanismos de defesa e enfrentamento.

As psicólogas Pauline Clance e Suzanne Imes, que descobriram o fenômeno, listaram 7 indícios para facilitar a identificação:

1. Você se tornou uma workaholic insana;
2. Ou você tem se esforçado menos que antes;
3. Você adota a discrição absoluta ou, quando ser discreto não resolve, parte para mudanças desenfreadas;
4. Você usa o seu carisma para conseguir aprovação;
5. Você procrastina tudo que pode;
6. Você nunca termina nada;
7. Você apela para a autossabotagem no trabalho.

No país, as mulheres saem muito mais bem preparadas das universidades que os homens, mas somente 6% ocupam cargos em conselhos de empresas. Mesmo estando mais preparadas que os homens, em um processo seletivo a mulher precisa sentir que atende 95% dos pré-requisitos da vaga para sentir-se empoderada, enquanto que em relação aos homens no mesmo processo, o empoderamento surge com apenas 30% do sentimento de adequação.

Será a síndrome um acelerador, entre tantos outros quesitos sociais, que impulsionam as mulheres a desistirem de uma promoção, a abrirem mão de suas carreiras ou simplesmente não investirem em seu desenvolvimento?

O importante é buscar ajuda de um profissional, Psicólogo, Médico, Coaching e principalmente buscar o autoconhecimento para entender as causas desse fenômeno estar ocorrendo.

Tenho atendido mulheres executivas que estão em busca de um fortalecimento da sua marca pessoal, através do Personal Branding, como forma de conhecer seus limites, mas principalmente o de tornar suas potencialidades visíveis e reais. Uma excelente ferramenta com foco individual, que apoia na construção de uma marca pessoal forte, através de ferramentas comportamentais, autoconhecimento e coaching. Em um processo de Personal Branding, a pessoa irá tomar consciência das suas potencialidades, limitações(autopercepção), em como é vista pelos outros a sua volta, como é percebida pelo mercado, ter um direcionamento da sua visão e missão profissional e pessoal, a se perceber como profissional de destaque, a se posicionar frente a sua equipe de forma a gerar orgulho e respeito, a controlar sua linguagem corporal, a se posicionar de forma estratégica nas mídias sociais, a saber se vestir e portar de forma adequada aos mais diversificados ambientes, estabelecer metas e objetivos claros para a carreira, desenvolver uma visão a longo prazo do futuro profissional, em resumo, desenvolver uma marca pessoal forte e de destaque. Muito utilizado por Executivos, Autônomos, Líderes, Equipes de Vendas e Geração Y.

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Tags: ajuda autoconhecimento carreira coaching mulher personal branding síndrome do impostor sucesso

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