A vida passou, e não se viu que...

tudo estava tão próximo e, ao mesmo tempo, ficou distante porque não vale a pena seguir uma rota na qual a probabilidade de ser vaiado e humilhado é enorme

  1. Os filmes, séries e jogos eletrônicos retiraram as suas forças de pensar;
  2. Empreendedorismo pós-moderno criou a fantasia da vida maravilhosa e menos sofrível, escondendo de você a realidade de dívidas, de sofrimento e de perdas irreparáveis;
  3. As notícias da mídia quanto ao cotidiano deixaram-no frouxo e temeroso;
  4. Morar em condomínio, vertical ou horizontal, tornou-se a prisão dos que deveriam ser livres; em busca de taxas condominiais baixas, a qualidade de serviço pode ser duvidosa e as falhas na segurança, grandes. Ademais, os possíveis desastres, maiores e talvez irrecuperáveis.
  5. As férias, uma forma de consumo, em determinadas épocas do ano, tornam muitos que precisam do repouso irritadiços e muito mais exaustos.
  6. Locais de férias, difundidos na pós-modernidade e aceitos por muitos dos adeptos, são agitados, com atividades/entretenimentos para todos os gostos e pessoas. O sítio, a fazenda ou a chácara afastada dos locais de entretenimento e com nenhuma atividade pós-moderna são poucos procurados, porque, no final das contas, não são considerados investimento para lazer e repouso garantido. O velho e não renovado não pode ser bom – eis a visão desta geração.
  7. Carreira é um deus frio, calculista e provedor de doenças pessoais e familiares para os que não vivem sobriamente.
  8. Família igualou-se ao ritmo do mercado, com metodologias de vida, metas a serem cumpridas e scripts diversos para qualquer situação e com metas. A felicidade é obrigatória; do contrário, o divórcio acontecerá sem cogitação. Filhos tornaram-se para alguns pais ou cuidadores, sem que admitam ou percebam, preenchedores de vazios e, ao mesmo tempo, robôs que seguem roteiros dos que não sabem amar com as ações, sentimentos e diálogos, mas apenas com dinheiro, escolas caras, cursos, viagens e passeios diversos, tão supérfluos aos descendentes que eles tentam se expressar e não conseguem ser compreendidos. Entre muitos desejos, o básico não é suprido.


... as misérias, os fracassos, o caminho de morte de um mundo de fantasias com dores quase nulas. A vida sempre existiu bela ao ser comtemplada; é penoso manter sua beleza viva, pois requer sacrifícios de quem luta por ela, como ocorrera no passado pelas diversas lutas em prol da liberdade de expressão, de escolha, dos direitos do trabalhador etc.

Todavia, a vida passou! E não se viu que tudo estava tão próximo e, ao mesmo tempo, ficou distante porque não vale a pena seguir uma rota na qual a probabilidade de ser vaiado e humilhado é enorme, tendo a contrapartida do ego ser massageado e a sensação de culpa, extinguida pela multidão cega, egoísta e mentirosa, no estilo mais covarde, valendo-se de mentiras e de verdades misturadas, mais o pluralismo.

Depois das conquistas de tudo que se pode comprar ou usufruir, não haverá remédio capaz de suprir os humanos “poços sem fundo”. Na contramão, há os frustrados e também “poços sem fundo” que não conseguem enxergar outra direção, a não ser a que vivem e acreditam ser a certa para esta era.

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