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Autorresponsabilidade 361,5º

Quando somos negligentes, em vez de percebermos as mudanças, e assumirmos a responsabilidade por remodelar, por exemplo, um relacionamento, empreendimento ou carreira, tendemos a culpar alguém ou algum acontecimento, por não termos obtido os resultados que imaginávamos, ou sermos substituídos por outras pessoas ou novos elementos do mercado corporativo.

NÃO NEGLIGENCIE AQUILO QUE VOCÊ CONTROLA E É RESPONSÁVEL POR FAZER.

Existem diversos fatores que não controlamos: a macroeconomia, a natureza, os acidentes, dentre outros. E isso não é um problema. Afinal, se não os controlamos, não há muita coisa a ser feita nesse sentido.

O grande problema do ser humano é que, naquilo que ele pode controlar e assumir a responsabilidade por fazer dar certo, por mudar, redirecionar, mesmo que tenha de expandir visão e atitudes ao nível 361,5º, ele não faz, e acaba procurando culpados e desculpas, em vez de se autorresponsabilizar.

Quando somos negligentes, em vez de percebermos as mudanças, e assumirmos a responsabilidade por remodelar, por exemplo, um relacionamento, empreendimento ou carreira, tendemos a culpar alguém ou algum acontecimento, por não termos obtido os resultados que imaginávamos, ou sermos substituídos por outras pessoas ou novos elementos do mercado corporativo.

Veja o caso do UBER e dos TAXISTAS. A maioria dos taxistas culpa o UBER pelo decréscimo dos negócios de taxi. A culpa não é do UBER. A razão é que os taxistas não perceberam que os clientes já estavam insatisfeitos, pois uma grande parcela dos taxistas oferecia um serviço caro e de baixa qualidade.

Além de não acompanharem as mudanças, não criaram nada novo, não foram a mudança que seus clientes queriam ver acontecer. Se tivessem se dado conta do movimento que os clientes faziam, das reclamações que apresentavam, e se autorresponsabilizado de maneira 361,5º, provavelmente, os próprios taxistas teriam criado o UBER.

Muitos dos taxistas que viram o reboliço de novos modelos de negócios como o UBER, embora não tenha antevisto o novo modelo de negócio, assumiram a responsabilidade, e mudaram radicalmente seus serviços, em vez de ficarem reclamando e apenas torcerem para que o mercado regulasse o novo modelo de negócio. Passaram a oferecer mais comodidades, diferenciais, personalizando seus veículos de maneira mais atrativa, mudando para atender apenas um segmento, como, por exemplo, o de pessoas idosas, crianças, noivas, etc.

Muitas profissões desaparecerão num curto espaço de tempo. Tudo o que puder ser feito por um aplicativo, ou diretamente num site da internet, tende a evaporar do modelo tradicional que ainda temos. E isso não é novidade. O tempo todo vive acontecendo, desde as antigas carroças, máquinas de escrever, o disquete de computador (que talvez você nem saiba o que é).

Se estamos identificando rápidas mudanças em nosso segmento, não adianta esperar que alguém tenha piedade de nós, e pare com as mudanças. Um problema só existe para quem não está do lado da solução.

UM PROBLEMA SÓ EXISTE PARA QUEM NÃO ESTÁ AO LADO DAS SOLUÇÕES.

Isso quer dizer que, ao mesmo tempo em que os taxistas, a Kodak, enxergaram um problema e não fizeram nada, o UBER e as câmeras digitais (agora os celulares), viram oportunidades e revolucionaram o mundo. Isso vai acontecer, logo, com praticamente todos os modelos atuais de negócios que temos.

Talvez, as grandes perguntas a fazer, sejam:
Quando minha profissão vai desaparecer?
• Estou mudando, me autorresponsabilizando, para não desaparecer junto com ela?


AS COISAS QUE PODEM DAR CERTO SÃO AQUELAS QUE VOCÊ FAZ TUDO O QUE PODE PARA DAREM CERTO, SEM ESPERAR NADA DOS OUTROS. ESSA É AUTORRESPONSABILIDADE 361,5º.

O profissional que não cresce, pode culpar aos pais, aos parentes, amigos, às empresas, aos chefes, colegas de trabalho, etc. Porém, quero dizer algo especial, e que vai ajudar você a não entrar nessa onda de culpabilidade: a falta de progresso na vida e na carreira só tem um culpado: a própria pessoa.

Parece inacreditável, mas eu tenho colegas que dizem que não se deram bem na vida, porque os pais não deixaram eles estudarem. Naquela época, até poderia ter um fundo de verdade. Porém, hoje, essas pessoas estão com 30, 40 anos de idade. Será que após os 18 anos, os pais ainda continuaram tomando decisões por elas? Claro que não. A partir do momento em que poderiam assumir o controle da própria vida, preferiram continuar culpando aos pais. Isso as faz, e fará sofrerem sem necessidade, enquanto não elevarem seu nível de visão e atitudes, para mudarem de comportamento.

Quando terceirizamos o nosso sucesso, é como querer assistir a um canal de TV, mas entregar o controle remoto ao filho de dois anos. Ele vai apertar em todos botões do controle, e não vamos assistir absolutamente nada. É triste, mas muita gente faz isso com o próprio sucesso: entrega o controle nas mãos dos outros, e fica frustrado quando o filme que está passando não lhe agrada.

SEM AUTORRESPONSABILIDADE 361,5º, SOMOS COMO MARIONETES: NÃO TEMOS VIDA PRÓPRIA. VIVEMOS NAS MÃOS ALHEIAS, E ISSO É EXTREMAMENTE PREJUDICIAL E PERIGOSO.

Como disse no início, há coisas que não podemos controlar, porém, sem autorresponsabilidade, não chegamos ao nível 361,5º, e nem até aquilo que está sob nosso controle, deixamos passar batido.

A pessoa que quer vender mais, por exemplo, não pode controlar a crise nacional pela qual um país possa estar passando. No entanto, se antes da crise ela visitava 10 clientes por dia, agora, com crise, ela deveria visitar 20, 30, 50 clientes. Mas, o que geralmente ela faz? “Ah, com essa crise, quem vai comprar? ”, e aí, em vez de dobrar, triplicar suas visitas, ela passa a visitar 5 clientes, pois transferiu o seu sucesso (ou insucesso, no caso), para a crise.

O colaborador que pretende ganhar mais, certamente, não pode controlar o fato de pessoas mais íntimas dos diretores serem promovidas antes dele. Contudo, isso não deve impedir que dê o seu máximo, se tornando cada vez menos substituível no trabalho, a ponto de seus chefes notarem seu esforço, comprometimento, e competências, e que está gerando resultados para a empresa, tomando a decisão de promovê-lo.

Os empresários não podem controlar as decisões dos seus clientes, entretanto, podem criar uma empresa, produto e serviço tão especiais, que torne seus negócios tão interessantes, proporcionando uma experiência inesquecível, que os clientes não vão pensar em fechar negócio com outras empresas.

A liderança que pretende extrair o máximo da equipe, olha e age 361,5º, se autorresponsabilizando pelos resultados, em vez de culpar a equipe, e nota que para conseguir seu intento, precisa inspirar, gerenciar e chefiar as pessoas, ou seja, tem de ser capaz de, por meio de histórias, exemplos, discursos, levantar o moral delas, além de saber gerenciar as tarefas, cargos, funções e recursos. E mais que isso, também precisa ter sabedoria para usar do poder que lhe é conferido, para dispensar quem não responder à altura depois de ser inspirado e conduzido a dar o seu melhor para a organização.

Grandes líderes são inspiradores, gestores e chefes. Estão longe de serem bonzinhos e frouxos, como muita gente pensa. Eles sabem inspirar, gerenciar e cobrar, sendo cada atitude dessas no tempo ideal para despertar o melhor que os liderados podem dar.

NO FIM DAS CONTAS, NÃO PODEMOS DEIXAR QUE AQUILO QUE NÃO PODEMOS CONTROLAR, IMPEÇA DE CONTROLARMOS O QUE PODEMOS.

Faça a si mesmo estas perguntas:

• O que você sabe, que só depende de você fazer, para crescer profissionalmente, mas não está fazendo?
• Quem ou o que você vem culpando pelos seus fracassos?
• Quais as 5 atitudes, pelo menos, que precisa mudar em relação a algum sonho, objetivo, que vem adiando há anos?

Em nosso escritório, temos uma colaboradora espetacular. Ela tem muita autorresponsabilidade. Toda vez que algo dá errado, ela me diz: “Paulo, temos um problema”. E ao mesmo tempo em que ela diz que temos um problema, ela vem com uma lista de várias soluções, tanto para sanar o problema, como para evitá-lo futuramente.

Parece uma atitude simples, mas não é. Ela está cheia de autorresponsabilidade 361,5º. Como a empresa não é dela, poderia dizer: “Paulo, algo saiu errado. Você está com um sério problema”.

Como você reage quando algo dá errado? Você diz: “temos um problema”, ou transfere imediatamente a culpa e a solução aos outros?

O posicionamento de mostrar que fazemos parte do problema, e que podem contar conosco, fará com que façamos parte da solução, e obviamente, dos resultados positivos que a nossa autorresponsabilidade trará.

Se você está a fim de realizar seus projetos, vender mais, progredir na empresa, se tornar um líder, empresário, enfim, uma pessoa de sucesso, assuma a responsabilidade por aquilo que depende unicamente de você fazer. As pessoas podem ajudar, porém, isso você não pode controlar. Se elas ajudarem, excelente, se não colaborarem, siga fazendo sozinho aquilo que sabe que deve e pode fazer, entregando o seu melhor sempre. Afinal:

DÊ O SEU MELHOR SEMPRE. AFINAL, VISÕES E ATITUDES EXTERNAS NÃO PODEM IMPEDIR VOCÊ DE SE AUTORRESPNSABAILIZAR EM APLICAR SUA VISÃO E ATITUDES 361,5º

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