Boas Ideias, Invenções e Inovações no Ambiente de Trabalho

Um breve texto contextualizando os conceitos de ideias, invenções e inovações no que tange as relações de trabalho. Abordagem simples e reflexiva.

Parte-se do senso comum de que inovações são sempre boas e agradáveis. Contudo, esta associação exige uma maior ponderação por parte do “ouvinte”. É necessário distinguir o conceito de ideias, invenções e inovações.

Dentre inúmeros autores e pesquisadores, Aurélio descreve o significado de ideia: representação mental de algo concreto, abstrato ou quimérico. Neste contexto, ideia é basicamente pensar sobre o processo.

As ideias podem ser expressas de diversas formas e em diferentes lugares, tal como ocorrem os insights – súbita percepção de um problema ou dificuldade – que demandam não apenas criatividade, mas um olhar crítico que geralmente é proposto por um impulso.

Ainda, observado o caráter subjetivo das ideias, compromete-se acerca da sua exposição: refletir sobre as ações no ambiente de trabalho requer muita cautela e expor suas ideias para gerar melhorias, mais ainda.

Como prerrogativa deste cenário, acredito que muitas vezes perdemos boas ideias por fraca argumentação/persuasão. Expor uma ideia ou efetivamente concretizar um ideal é algo muito complexo, pois precisa de conhecimento, planejamento e ousadia.

No ambiente de trabalho nos deparamos com várias adversidades inerentes ao processo de burocratização institucional. Além disso, não são raras às vezes em que nos subestimamos e criamos pensamentos medíocres de incapacidade. Assim, atrelada à dificuldade de transmitir ideias, percebe-se um “atraso” pessoal.

Frente a esta equação, questiona-se: o que é invenção? O que é inovação? São os resultados que irão mensurar se a ideia é uma invenção ou inovação. Basicamente, diferenciam-se invenções e inovações com o emprego de recursos financeiros. Em outras palavras, a inovação está ligada a recurso monetário, ao passo que a invenção pode se dar através do uso de uma nova tecnologia, sem necessariamente gerar “lucros-retorno financeiro”.

Cabe aqui uma reflexão: o que as empresas enxergam como geração de receita?”


Diante deste conflito que impacta o âmbito pessoal e empregatício, identificamos que a utilização de uma boa ideia não depende só de conhecimento, planejamento, ousadia e persuasão. Mostra-se necessário, portanto, a figura de um bom “ouvinte”, isto é, um colaborador disposto a criticar e propor desenvolvimento.

No século 21, as organizações refletem constantemente sobre problemas relacionados à existência da empresa. Indaga-se- Qual o papel social exercido pela atividade empresarial, a visão e, inclusive, indaga-se sobre a missão da instituição. Perguntas que frequentemente norteiam as organizações.

Talvez este seja o momento mais critico para a manutenção das empresas no mercado, pois se vivencia um período em que se sobressaem aquelas que conseguem trabalhar com as pessoas e não somente através delas. Escutar o colaborador e desenvolver capital intelectual passa a ser um ponto de sobrevivência.

Como bem afirma Kotler, "e você inovar frequentemente terá muitos fracassos, mas se você não inovar, sairá do mapa. Então, você não tem escolhas". Assim, o autor por inúmeras vezes retrata o ciclo de inovação e o emprego das ideias no ambiente de negócios.

Problemática que pode ser enfrentada com a participação das pessoas e solucionada dentro das próprias organizações - respostas para todos os questionamentos suscitados. Para isso, basta cultivar um ambiente criativo crítico (de modo construtivo) e, sobretudo, tolerante.

 

Avalie este artigo:
(0)
As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
Tags: ideias inovação invenção persuasão relaçõesdetrabalho valor

Fique informado

Receba gratuitamente notícias sobre Administração