No breve intervalo entre uma piscada e outra você forma a primeira impressão sobre uma pessoa. Isso mesmo. Bastam três segundos de contato visual para que o seu inconsciente inicie um bombardeio de julgamentos que dificilmente serão desfeitos depois. Mesmo que novas informações contradigam a opinião formada no primeiro momento, ela tende a durar, pois uma primeira imagem já foi formada pelo cérebro.

Dessa forma, a percepção imediata que o outro tem sobre você deriva de toda a sua comunicação não verbal: seu tipo físico, suas roupas, sua postura, suas expressões faciais, seu gestos e seu tom de voz. De acordo com aregra “7-38-55 “, sugerida em uma pesquisa de linguagem corporal elaborada na década de 1950 por Albert Mehrabian, 7% da comunicação é atribuída ao componente verbal (o que você diz), 38% ao componente vocal (tom da voz) e 55% ao componente facial (linguagem corporal). Ou seja, 93% de toda a comunicação interpessoal não verbal e responsável pela formação de uma primeira impressão.

No livro “Blink: a decisão num piscar de olhos”, o autor Malcolm Gladwell defende que você precisa aceitar a natureza misteriosa de seus julgamentos instantâneos sem sofrer. Ele explica que o cérebro usa duas estratégias para compreender uma situação: uma consciente, quando você pensa e chega a uma resposta, e a outra abaixo do nível da consciência, mais rápida, quando o cérebro chega a conclusões sem te revelar de imediato. Enquanto a consciente está bloqueada, a inconsciente está explorando, farejando as fatias das experiências e ambientes para extrair uma conclusão sobre aquilo ou aquela pessoa.

Mas e você, como se vê?

Os psicólogos chamam o nosso próprio retrato mental de autoimagem. Autoimagem positiva significa estar consciente de sua força interna e identidade, e isso traz plenitude e otimismo ao indivíduo. Alguém com autoimagem distorcida tem dificuldades em perceber defeitos, erros e limitações, o que prejudica as relações humanas e o alcance do sucesso.

Assim, quando você gerencia a sua imagem você está cuidando de como os outros irão te avaliar. Isso requer autoconsciência e constante monitoramento. Busque entender qual a mensagem que você passa com sua imagem com a ajuda de um Consultor de Imagem ou até mesmo pedindo um feedback de pessoas próximas e sinceras. O objetivo não é comunicar algo que não seja verdadeiro, e sim lembrar que sua atitude influencia nas suas emoções. Importar-se com a imagem não é futilidade, é assumir o único e intransferível papel de responsável pelo sucesso de sua vida.

Você esbanja simpatia? Tem um estilo próprio e constante de se vestir? Sabe usar as roupas a favor do seu tipo físico? Sabe compor e coordenar os acessórios? Escreve corretamente nas redes sociais? Fala em um tom de voz adequado? Tem um aperto de mão forte? Mantem uma postura ereta do corpo demonstrando autoconfiança? Em resumo: você sabe se a imagem que você passa é a imagem que você deseja passar? Reflita. E lembre-se: você é o seu cartão de visitas. Use a sua imagem ao seu favor e seja a principal motivação do seu sorriso!