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Conscientização da ética nas organizações

Debora Guerra,
A partir da década de 80, com a diminuição das hierarquias e a conseqüente autonomia dada às pessoas, cresceu a importância da ética nas organizações.


Em tempos de globalização e com a nova estrutura competitiva do mercado, organizações que se comprometem com ética, e conseguem transformar preocupações em ações efetivas, mostram-se mais competentes para lidar com o sucesso e conseguem obter não só motivação de seus profissionais, mas também resultados satisfatórios.


O conceito de ética empresarial ou organizacional está ligado diretamente com o processo de inserção. Organizações devem estar presentes de forma transparente, buscando sempre contribuir para o desenvolvimento comunitário, praticando cidadania e responsabilidade social.


Numa definição geral, ética se refere à teoria ou estudos sistemáticos sobre prática moral. Dessa forma analisa e critica fundamentos e princípios que orientam ou justificam determinados conjuntos de valores morais. Ou seja, teoria do comportamento humano em sociedade.


A ética nas organizações deve começar a ser praticada internamente, recrutando e formando profissionais para que compartilhem dessa filosofia, relacionando-se de forma democrática, respeitando as diferenças e, acima de tudo, cultivando liberdade de expressão.


Hoje, acredito estarmos vivendo momento importante de renascimento moral, no esboçar de uma nova conscientização. Nesse sentido, boas intenções são válidas, como início de processo, porém, o problema é que não estamos acostumados a questionar ou refletir os "por quês" de nossas decisões ou escolhas.


Agimos muitas vezes por força do hábito, por instinto, costumes e tradições e, na maioria das vezes, o que prevalece é o "jeitinho" brasileiro.


Ética, enquanto filosofia e consciência moral, é extremamente importante à vida em todos os momentos - pessoais, familiares, sociais e profissionais.


Sendo assim, devemos nos colocar em posição de questionamento sempre, pois é impossível viver em sociedade sem estrutura de valores, princípios, limites e, acima de tudo, sem respeito ao próximo.


Com os desafios da tecnologia, organizações estão exigindo postura de liderança de seus profissionais. Gestores devem motivá-los ao aprendizado contínuo.


E, na posição de gestor, o que significa comportamento ético? Significa receber e avaliar feedback, abrir espaço à contribuição criativa, fornecer canais de comunicação, reconhecer o desempenho, estimular compromisso social e, junto, comemorar e recompensar o sucesso.


As práticas citadas têm papel de transformar ambiente de trabalho em ambiente culturalmente ético, tornando possível realização da comunicação e do aprendizado espontâneos, fazendo com que os valores se tornem presentes em todos os profissionais.


A partir do momento em que todos entram no processo de conscientização, solidariedade e forma de liderança integrada se concretizam em trabalhos de equipe.


Para sobrevivência e evolução dos negócios, organizações devem adotar como filosofia padrão de relacionamento justo e com equidade entre clientes internos e externos.


Um relacionamento com seriedade assegura não apenas lucro, mas também ambiente gratificante. Para saber se uma empresa é ética ou não, não basta observar seu comportamento na hora da crise. Ao contrário, é preciso verificar a maneira como se planeja e cria soluções para evitar deslizes e erros.


Ética organizacional não é mais assunto que devemos deixar para depois, é uma filosofia para ser colocada em prática. Onde devemos dizer não ao individualismo, à centralização de poder e ao comportamento burocrático.

Sem princípios éticos, torna-se inviável a organização social.


Debora Guerra Maia Coelho Dias

Siga-me no twitter: http://twitter.com/deboraguerra1
Administradora, Especialista em Recursos Humanos, Consultora Empresarial e Professora da Faculdade Brasileira - UNIVIX

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