Diversão, resiliência e o secretariado (ou qualquer profissão que você chame de sua)

Porque usamos, não usamos, ignoramos ou nos apoiamos desenfreadamente nas habilidades descritas neste artigo!


Estive pensando por estes dias o quanto de tempo passamos em nosso trabalho... e blá blá blá...

Não! Este artigo não tratará de problemas ou pequenos percalços que já enfrentamos diariamente em relação aos nossos trabalhos. Vamos além. Vamos tratá-lo como algo que, em último lugar deve ser um problema. E neste sentido faço alusão à diversão e nosso trabalho.

Isto nunca será possível! Parece que consigo escutar ao fundo, vozes mansas e com volume muito baixo.... Como se fossem almas penadas desejando me levar para a concepção de ser utópico e nada possível.

Certa vez, soube de uma secretária que atuava em uma grande empresa, renomada em seu ramo, inclusive. Bem, as outras secretárias que com ela dividiam o espaço (Claro, até porque tratam-se de multiplicadores de boas histórias, estas tais secretárias), confessaram que, fizesse sol ou chuva, ela, religiosamente, levava para o escritório pequenos pedaços de tecidos e, durante o período de trabalho, confeccionava fuxicos. O que? Fuxicos? Sim, esta profissional conseguiu prover uma experiência inovadora, e que, por uma dinastia, será lembrada por este tal, “empreendedorismo nato”. Mais um último detalhe: todos os dias, chuva ou sol, reunião de conselho ou presidência, este ser fofo e deveras inspirador, ligava para sua mãe, e permanecia no telefone, por cerca de 45 minutos conversando. Claro que assuntos relevantes e de grande impacto na empresa, não interessando se isto influenciava diretamente na produtividade das demais colegas.

Isto é divertido?

Nem por um segundo! Isto é falta de espírito de time, ou ainda, falta de respeito. Para mim, incompetência original ao cargo.

Outro caso, outro profissional de alto padrão, tinha a seguinte postura: Ao trocar e-mails com outras secretárias, esquecia-se, completamente (esquecimento crônico) em mencionar as palavras “por gentileza, pode me ajudar ou por favor”. E era um gatinho branco, querendo carinho, perto de outros profissionais. Fechamento da conta: Era um cão ao lidar com colegas de profissão, mas muito mansa e dedicada quando se tratava de profissionais verticalmente superiores. Costumo chamar este tipo de profissional de desconfiguração do sistema. Sim, porque infelizmente não tem encaixe, sincronia, além de difícil relacionamento com alguns tipos de pessoas. Faz o mais do mesmo, sempre na mesma consonância. Mas foi engraçado, porque, ao final de todos os problemas que ela desenvolveu, descobriu que tornou-se meramente operacional. Reservava sala, abria porta, e lá se foi mais uma que perdemos, por falta de competência holística.

Estes “causos” aqui foram para iniciar um discussão que vejo muito atualmente. Ouvimos muitas reclamações de secretárias apáticas, sem doçura, sem companheirismo e também, deixando de ser divertir com seu trabalho. Ou seja, sendo o que não devem ser. Ainda que nossa rotina, ou nosso executivo não estejam bem, seremos referência do todo que é uma organização, e desta forma, jamais deveremos ter esta postura.

Tá, e a diversão entra onde?

Sim ela começa com nossa postura em relação à vida. Isto porque nosso hábito, nossas perspectivas, nossa visão, assim que acordamos, será o direcionamento exatamente de como será nosso dia. Trata-se de algo endógeno, e isto não é difícil ou impraticável, pelo contrário, é um hábito e pode ser desenvolvido. Quando estamos em equilíbrio com boas coisas e bons propósitos, fatidicamente o retorno não será diferente deste. Logo, a concepção aqui é, divertir-se é intrínseco, e não sair espalhando bolinhas de sabão ao céu.

A dificuldade em se divertir, está em que?

Às vezes não valorizamos o menor sentido, mas tão somente, algo que esperamos acontecer, para então começar a fazer sentido. Erramos, e para isto, precisamos sempre estar prontos, não almejando um fim, mas sim o caminho todo. Quando descobrimos nossa essência profissional, certamente estamos com todas as ferramentas para nos divertir. Seja em uma situação mais arraigada como aquela em que levamos facilmente em nossa especialidade, teremos de fato, a competência de ser aquele que se diverte e que, não somente, carrega o fardo de trabalhar. Precisamos ter um nível de maturidade saudável, para assim, enxergar essas possibilidades bem expostas, mas nem sempre, vistas. O famoso, “levanta, vai e faz...

Algo que muitos assistentes se esmeram, mas, nada necessário para nosso dia a dia enquanto profissionais: Resiliência.

Desculpem-me as apegadas a este conceito, mas, a meu ver, muito mal aplicado. Este conceito de recobrar sua forma original, ou ainda, restabelecer-se a uma situação adversa, é tão intrínseco a sua postura profissional, que o desenvolvimento desta característica é errônea, e com foco no artigo, não é nada divertido uma pessoa eternamente resiliente. Desfocado o pautar-se nesta característica. Se sou sempre resiliente, é porque não estou cuidando do antes de acontecer? Do antes de ser resiliente?

Ok Cora, legal! Mas me diga, se não há resiliência, o que é então, preponderante para nosso crescimento?

Digo com todas as letras: Seja um profissional de alta performance, que, em todos os seus predicados, coloca ação, prevê os impactos, trabalha conflitos e entende cada personalidade de cada executivo. Se você precisa de resiliência para trabalhar com uma personalidade de negócios, leia-se, executivo, você não deve ser uma assistente executiva, e claro, não deve ser nada divertida. A busca por um nível profissional de alto impacto na organização, fará de você referência de secretariado, referência do seu executivo, e, certamente, alguém que torna-se -a referência do geral, pois, conheço mais assistentes divertidas do que tristes ou descontentes. Todos os profissionais que tem a função como combustível de vida, nunca e dificilmente, terão reclamações ou indignações para tratar, logo, não há que se falar em desenvolver resiliencia. Deixemos esta palavra para as facetas bem mais complexas de nossas vidas, neste sentido, as pessoais.

Não vejo relação entre diversão, resiliencia e profissional de secretariado?

Pois bem aqui concluo: se encaro meu trabalho com mais humor, se me divirto, se consigo ter o famoso “jogo de cintura”, tenho muitas ferramentas à mão que, certamente, não me farão resiliente. São assuntos, ou ainda acontecimentos que devem ser pautados, resolvidos ou aniquilados por um trabalho de comportamento flexível e adaptável àquela realidade. Se adotamos o comportamento de errar e ser resiliente, errar e ser resiliente, vamos de encontro à banalização desta habilidade que nos ensina a passar por momentos sérios e, por vezes, trágicos.

Logo, desenvolva e acredite nisto para o momento mais crucial de sua vida, e neste sentido, saberá com veemência de que momento falo.

Sendo assim, divirta-se, colabore, acredite, explore o bom humor em sua melhor forma.
Sendo assim, cuide, releve, vigie, adote critérios para que a resiliencia seja sua ultima escolha, quiçá, riscá-la de seu dicionário corporativo.

Secretariado nunca será BOM!
DEVE ser a entrega do ÓTIMO! Alta performance e resultados inesperados, isto sim, é o secretariado que buscamos aqui.

 

 

 

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