E se eu tropeçar e cair...

Difícil estar entre a cruz e a espada, em momento em que dois fatores importantes precisam ser selecionados entre um ou outro.

Uma música que, de tempos em tempos, ouço tem em seu verso: "E se eu tropeçar e cair, e se eu perder meus passos e fizer de todos nós idiotas? O amor continuará se o meu caminhar se tornar um engatinhar?". 

Na carreira, em geral, o crescimento está atrelado a conhecimento somado às experiências, conexo com a capacidade de suportar pressões diversas. Isso pode tornar uma pessoa demasiadamente autoconfiante, multitarefas e multicomplexa. A rotina para manter o pódio torna a atualização  curricular um complemento obrigatório, absorvendo o tempo das demais atividades de lazer ou familiar.

Suportar uma área da vida pode ser fácil, como, nesta abordagem, a carreira/trabalho, mas o equilibrio entre diversas responsabilidades exige muito mais, considerando estabilidade em todas, e nada do modelo "empurrando com a barriga ou da forma que der". Fico a duvidar dos modelos de sucesso de carreira profissional... De fato são modelos? Devemos considerar a simples questão de outras estruturas ficarem abaladas, como o relacionamento familiar.

Geralmente, o topo requer abdicações, e muitos optam  por abdicar a família pelo fator de ela também necessitar de um tempo precioso para se manter estruturada. Contudo, a diferença está na carreira a lhe trazer benefícios imediatos, como reconhecimento (status) e salários acima da média. A família não gera reconhecimento, e muito menos retorno financeiro, mas preenche o homem (humanidade) de maneira diferente dos discursos mercadológicos (o modelo de fé atual da sociedade).

Eu fico planejando e aplicando diversas formas de equilibrar carreira e família, de modo que todos sejam bem regulados, e não haja exiguidades, definindo as prioridades num estado de super estrese ou calamidade pessoal (não me refiro à crise financeira). O que devo abraçar e o que devo largar? Eu opto por abraçar a família, mas será que os discursos dos empresários e do mercado quanto a situação de funcionários outrora produtivos e, por motivos de doenças psicossomáticas ou outras adquiridas no trabalho, passando não a serem produtivos, serão verdadeiros ou piedosos, quanto a ajuda-los a saírem de suas respectivas crises sem ocasionar demissão? Portanto, não tenho resposta, considerando a visão (empresa/funcionário) para este verso:  "E se eu tropeçar e cair, e se eu perder meus passos e fizer de todos nós idiotas? O amor (compaixão/misericórdia) continuará se o meu caminhar se tornar um engatinhar?", DC Talk, "What if I stumble". 

"A soberba precede a destruição, e a altivez do espírito precede a queda." Provérbios 16.18

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois ele supre aos seus amados enquanto dormem." Salmos 127.1,2

Quando bem cuidada, a família sempre estará ao seu lado. O trabalho exaustivo, em prol de benefícios materiais exuberantes, não vale a pena, não paga sua saúde, tampouco garante longevidade e paz de alma/espírito.

 

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Tags: cair decisão estresse família opção optar stress trabalho tropeçar tropeço

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