Ecossistema da consciência: Você sabe o que é isso?

Profissional de Secretariado: Como este assunto pode modificar as configurações na tomada de decisões.

Sabe quando pensamos em pessoas que querem mudar o mundo? Em nossa cabeça logo aparecerão flashes de pessoas que mudaram o conceito de mundo e de onde poderiam um dia chegar: Mandela, Albert Einstein, Mao Tse Tung, Freud, Sociólogo Betinho, Ayrton Senna e Jesus.

Para estes nomes, acima pontuados, temos muitas definições do que é mudança de mundo: Esportes, Psicologia, Saúde, Ciências e até sobre as nações. Claro que, a partir de uma visão sistêmica, estas pessoas, em suas pequenas atitudes e sustentações agiram, criaram, trabalharam e pensaram no todo. Nenhum garantiu sigilo ou tiveram a pretensão de guardar para si, não compartilhar, preterir, cercear a possibilidade do não servir o mundo, ou, certa parte do mundo.

E aí que trago o assunto de hoje!

Atualmente, as pessoas vivem certo esgotamento em relação aos seus empregos, trabalhos, ocupações e a busca de almejar algo melhor.

E o que é algo melhor? Mediante seu trabalho, as pessoas estão conseguindo deixar algo melhor ao mundo?

Nestes sistemas, que envolvem processos de mudanças, de tomada de consciência, de pensar no bem estar comum no processo de tomada de decisão, de estarmos globalmente conectados, e mais importante e crucial: EXPANSÃO DOS NOSSOS NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA PARA A REALIDADE, temos que estar com olhos e mente abertos para adaptação, respeitabilidade e para noção de coletivo.

Por ecossistema entendemos: inclusão dos seres vivos e o ambiente, com suas características físico-químicas e as inter-relações entre ambos, logo, se eu falo de ecossistema da consciência, esta última se traduz no conceito de sentimento ou conhecimento que permite ao ser humano vivenciar, experimentar ou compreender aspectos ou a totalidade de seu mundo interior. Logo, temos como compreensão do termo o entender, compreender, vivenciar o ambiente e suas inter-relações.

Se falarmos em esgotamento de pessoas e seus locais de trabalho e, a esta, unirmos o conjunto de atributos que formam este ecossistema, trazemos aquilo que hoje é muito tendencioso atualmente, pois, temos organizações falidas de capital humano, profissionais assoberbados pelas suas tarefas, lideres enclausurados em números e resultados. Os grandes executivos vivem em um tom de pressão tão violento, que muitos, não se dão conta do nível do stress que estão, e do quanto isso os adoentam. Rudolf Wötzel, que ocupava um alto cargo no conceituado banco de investimentos Lehman Brothers, mudou completamente sua vida quando foi diagnosticado com a síndrome de Burnout, quadro causado pelo esgotamento profissional de acúmulo de tarefas, cobranças excessivas, perfeccionismo e foco exclusivo no trabalho. “Não compartilho minhas experiências para criar um mundo de desistências, mas um mundo onde as pessoas possam encarar o que fazem todos os dias”. Ele, após este colapso, mudou-se para as montanhas, onde reinventou um pequeno comércio e goza de dias calmos, com qualidade e com a natureza à disposição.

Numa sociedade cada vez mais insana, imediatista e com líderes questionáveis comandando empresas e órgãos públicos, estar satisfeito com o trabalho é algo muito sonhado, mas nem sempre conseguido pelas pessoas. E as razões são as mais diversas.

Fato é que o ambiente profissional influencia diretamente no modo de vida do indivíduo. Não estou falando sobre o dinheiro que se ganha trabalhando, mas sobre suas relações, seu tempo, sua saúde e sua mente. Em muitos casos, a grana que se ganha no emprego é gasta para pagar os remédios que o corpo precisa por já não aguentar mais tanta pressão.

Com todo o exposto, aparece como uma das possibilidades de ajuda, conexão ou ainda, saída de emergência o ecossistema da consciência. Alguns consultores de comportamento e até, área de Recursos Humanos de grandes organizações inclinam-se para este novo olhar de pensar em tomada de decisões como se fosse seu próprio bem estar, ou em trocadilho, é de suma importância o agente que dirige, gerencia e decide, a partir de agora ter um direcionamento com menos ego e mais eco.

Quer entender isso?

É comum ver em todas as linhas da organização, vertical e horizontal, pessoas com ego em alta. Ego, todos temos e, ainda, é muito importante ter este alinhamento interno, esses diálogos internos, mas, de forma alguma, ele pode se sobressair em relação ao outro, ao próximo. Por quê? Por que isto em demasia torna-se orgulho, usar o ego com arma de respaldo e não, ferramenta de desenvolvimento. O seu interno, necessariamente exterioriza, ainda que você não enxergue, é assim que funciona. Pessoas, orientadas ou não, conseguem ver seu ego elevado. Precisamos zelar por isto. E quando o ego destes tomadores de decisão é elevado e, seu time, simplesmente passa despercebido por aquele? Como ficamos? Certamente quem sofre a maior perda é a empresa, pois, organizações que não conseguem vislumbrar o seus profissionais tendem a ter pessoas menos comprometidas, menos motivadas, mais aproveitadoras e com tendência a mesmice, ou ainda, atuar no papel do famoso “estou ganhando o meu”. Com este comportamento e mentalidade, perdemos talento, perdemos produtividade, perdemos pessoas boas que não se enquadram naqueles padrões, e perdemos financeiramente, pois turnover, é dinheiro fora do orçamento.

O profissional de secretariado entra neste perfil?

Sim, há profissionais de altíssimo nível atuando em grandes e pequenas empresas que, possuem poder decisório e de gestão. Com isso, a tônica é a mesma.

Precisamos introduzir o ecossistema da consciência em nossos padrões de comportamento, ampliando nosso contexto de liderança, nos aproximando dos níveis envolvidos no job de nosso executivo, questionando os comportamentos apresentados em profissionais doentes de ego, e também, doentes pelo esgotamento que nossa profissão traz. O nosso esgotamento é muito parecido com dos nossos diretores ou CEO´s, pois temos este escopo de gestão – resultados, orientados pela organização, bem como do próprio executivo. DEVEMOS tirar com ênfase o egocentrismo para nosso próprio bem estar. É de dentro para fora. Se, por um acaso seu ego é elevado, o todo está sentindo isto, sem dúvidas.

E como incorporar e desenvolver este ecossistema da consciência?

Na verdade, isto é praticamente o que aprendemos (presumo que todos aprendemos) lá atrás na escola, com nossos pais, avós, levando nossos filhos nas pracinhas, ou em parques. Quando levo meu filho para brincar em locais com mais crianças, ele sabe que deve esperar a vez do escorrega. Quando estou na fila da padaria, entendo a demanda do atendente. Se vou ao cartório, entendo o prioritário. Ou seja, tomar suas decisões atirando os despojos do egocentrismo e, inserindo no dia a dia o ecossistema da consciência.

Para nossos escritórios, nossas empresas e, a gama de profissionais que nos relacionamos, é mister termos a consciência de relacionamento evidenciada como grande facilitador de nossas rotinas e todo o conjunto de aspectos que nos norteia. O maior detalhe utilizado para nós são as pessoas, e por elas, devemos tomar o ecossistema da consciência: um contexto de liderança, reforçado pelas diretrizes do outro, sentindo e buscando o bem estar coletivo e agregando técnica a isto.

Como proceder na inserção desta consciência?

Lembre-se que, consciência não armazena informações e sofre estímulos internos e externos, ou seja, quanto mais detalhes, informações, pessoas, contextos, leituras você se abastecer, maior será sua consciência. Um barato isso, não?!

Para finalizar o texto, aumentando a coragem e criando, desde já, este novo hábito de desenvolver um consciência que envolva um ambiente e pessoas, deixo a declaração do executivo da Lehman Brother, que, diagnosticado com a síndrome de Burnout, fez a análise de seus valores:


“Sucesso é rir regularmente e várias vezes, ganhando o respeito das pessoas inteligentes e a admiração das crianças. Ganhando o reconhecimento de críticos honestos e suportando a traição dos falsos amigos. Admirar a beleza, encontrar o melhor nos outros. Deixar o mundo um pouco melhor, seja através de uma criança saudável, um pequeno jardim ou uma pequena contribuição para tornar a sociedade melhor. 
Saber que a vida de pelo menos outra pessoa foi mais fácil porque você viveu.
Isso significa que você não viveu em vão.”

 

 



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Tags: administração aprimoramento assistente executivo carreira consciência desenvolvimento pessoal secretária secretariado

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