Em busca de um propósito

Você já conhece o seu propósito? Consegue incorporar e realizar este propósito no seu dia a dia?

Em busca de um propósito

Qual o seu propósito?

Outro dia, participei de um treinamento de liderança onde o palestrante e CEO da empresa fazia esta pergunta. Após a interrogação, acredito que o grupo em sua totalidade parou para pensar sobre o tema. Alguns surpresos, outros ocos de início, reflexão, silêncio, olhos fixos e de maneira geral aparentando tentar refrescar e buscar em suas memórias a resposta.

Tinham pessoas mais familiarizadas e confortáveis com o tema e outras pensando pela primeira vez a respeito. Depois que passaram alguns longos minutos de chacoalho nos cérebros presentes, o palestrante prosseguiu dizendo que os dias mais importantes da vida dele foram: o dia em que nasceu e o dia em que descobriu por que.

Fiquei fascinada por aquela afirmação que era de uma simplicidade e complexidade ao mesmo tempo. Era o tal de propósito ou missão. Mesmo tendo uma ideia de qual seria, nenhum dos presentes assim pego de surpresa parecia ser capaz de verbalizar, redigir ou compartilhar o seu.

Isso leva tempo, autoconhecimento, interesse, reflexão e exercícios. Pode ser uma descoberta individual e solitária regada a muito olhar para dentro e meditação. Como também pode ser um encontro coletivo, um insight que surge de um processo de coaching, da conversa com um amigo, de feedback de pares, chefes e subordinados, de uma ou muitas sessões de terapia e tantas outras possibilidades.

Existe resposta correta?

Creio que não. Existe resposta individual, personalizada, única e exclusiva como cada ser humano.

Com base apenas nesta pequena amostra de pessoas e também parando para pensar naqueles com quem eu convivo pessoal e profissionalmente, conclui que com raríssimas exceções e independente do tamanho do grupo o impacto da pergunta seria exatamente o mesmo.

Quantas pessoas seguem no estilo “Deixa a vida me levar, vida leva eu”? (trecho da música de Zeca Pagodinho). E vivem anos, às vezes a vida toda no piloto automático, fazendo as coisas sem saber por quê. Porque você faz o que você faz? Alguém mandou. Meu pai queria que eu fosse veterinário. Foi o que apareceu. Não tive oportunidades. Preciso pagar minhas contas. O país está em crise. Sempre foi assim. Estou acostumado. Ganho bem. Faço bem o meu trabalho. As pessoas me respeitam...

Sim, tudo é válido e ninguém deve ser julgado pelas suas escolhas. Todos tem as suas ambições, sonhos, crenças, motivações, valores, consequências e o seu livre arbítrio. Mas, ainda assim não dá nem um “pinguinho” de vontade de descobrir porque você nasceu?

"Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso.
Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências."

A tendência é chegar e ficar na zona de conforto, porque parece mais seguro do que ampliar novos horizontes sejam eles pessoais ou profissionais. Mas, ficando nessa situação podemos perder anos de alegria, saúde física e mental, conexão e mais fluidez no dia a dia e em nossos trabalhos. Independente de crença ou religião, descobrir nosso propósito, missão, ou como preferirmos carinhosamente chamar e conquistar pode ser transformador.

“Escolha um trabalho que você ama e você nunca terá que trabalhar um dia sequer na vida.”

Desta maneira, a semana inteira pode ficar melhor e não só o final de semana. Saber por que existe e realizar o propósito trás realização, aumenta o comprometimento, melhora o humor, disposição e o indivíduo como um todo. Então que venham as segundas, terças ou quartas que estamos prontos.

“Você voa, e faz o seu caminho. Encontre a direção que lhe dê alegria. Mova-se para a estrela que toque sinos em seu coração. Você deve ser o fator decisivo, ninguém mais!”

 

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