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Habilidade para gerenciar conflitos

RESUMO O artigo trata da falha na comunicação dentro das organizações como fator preponderante de descontentamento profissional gerando ansiedade, angústia, suspeita e desagrado no ambiente de trabalho levando o funcionário a perder o entusiasmo pelos seus afazeres e ativar um descontentamento que por vezes torna-se danoso ao indivíduo e organização.

Habilidade para gerenciar conflitos

Maria Cristina Meloni Guarido 1 
Daniel Guarido Junior 2

O que fazer quando por falta de comunicação adequada e descaso com o funcionário se provoca a perda da capacidade produtiva de um colaborador que se pressupõe competente.

Na contemporaneidade com o desenvolvimento das organizações, um fato de elevada importância ficou (em algumas instituições) relegada a segundos e terceiros planos, ou seja, a não preocupação concreta com os fatores intrínsecos do homem, ligados ao ambiente do trabalho uma vez que para Herzberg, tais fatores envolvem sentimentos de crescimento individual, de reconhecimento profissional e necessidades de auto-realização. O que se percebe é que ainda existem gestores que fazem dessa exigência do mundo capitalista motivo para a não preocupação com a satisfação ou o descontentamento do trabalhador.


Conduzir pessoas é mesmo uma tarefa densamente desafiadora. Ser líder, além das exigências do próprio negócio e a instigante busca por resultados, deve-se cuidar para que o ambiente de trabalho seja benéfico, positivo e adequado à obtenção desses resultados.


A partir de uma pressuposição analítica, trabalho é todo espaço onde os elementos humanos se organizam para uma experiência harmônica, respeitosa e social. Diante dessa conjuntura pode-se dizer que o ambiente de trabalho deve ser espaço privilegiado de vida onde se trocam conhecimentos e experiências. Carece ser ponderado sob a visão apreciativa do lugar, irrompendo com o protótipo que separa o trabalhador da “casta superior”, ou seja, aquele a quem se autodenomina “autoridade superior” que acredita ter o direito de dispor da vida do seu funcionário como assim bem o desejar, todavia se esquecendo do cliente interno, ou seja: os funcionários, que são aqueles que dão vida a todo empreendimento.


O funcionário necessita conhecer o caminho a cursar para sua elevação profissional dentro da organização e o que a instituição oferece quais os caminhos para o alcance das perspectivas pessoais, assim como há que se projetar a probabilidade de elevação profissional o que provoca o sentimento de pertencimento à organização. Para tanto, é necessário harmonizar e intensificar o desenvolvimento de um clima organizacional adequado entre trabalhador e superior, a fim de melhoria de relacionamento e diminuição de conflitos. Trabalhar sem perspectiva e sem garantias leva a uma preocupação que envolve não somente o sustento, o provimento de bens materiais e atendimento às necessidades da família, uma vez que: “O trabalho, ocupa um espaço significativo nas relações humanas, corrobora a construção da identidade própria do sujeito, oferece contribuição singular para a sua construção social e a reapropriação de seu destino e participa da construção da emancipação do homem, de sua liberdade e autonomia, de sua dignidade como ser humano”. (PEREIRA, 2016)


É sabido que pessoas que tiveram privações ou que sofreram decepção no ambiente de trabalho ficam mais suscetíveis às intransigências do ambiente. Vivem muito mais hesitantes, mais descrentes e, consequentemente perdem a confiança nas pessoas. Acreditamos que a causa principal de tal comportamento é a falha na comunicação das informações relativas a decisões, regras ou regulamentos, o que consequentemente agrava a situação. É um desrespeito fazer comunicação de situações que envolvem a vida profissional do funcionário por outro meio que não seja o “cara a cara”, pois somente assim é que eventuais distorções sobre o real motivo da tomada de decisão pode ser amplamente discutida.


Tais distorções e falhas de comunicação na organização podem ser fonte de ansiedade, angústia, suspeita e desagrado no ambiente de trabalho o que leva o funcionário a perder o entusiasmo pelos seus afazeres e ativar um descontentamento que por vezes torna-se danoso ao indivíduo. O que, infelizmente ainda vemos com certa frequência, são chefes opressores que sentem prazer em estar demonstrando sua “autoridade”, o que se percebe é que sentem prazer em maltratar psicologicamente seus subordinados, isso em nome de um “suposto” objetivo organizacional.


Valorizar o capital humano é ser ético e ética é o que mais estamos precisando, na verdade, difundir atitudes que motivem e valorizem o colaborador são conceitos simples que sempre fazem a diferença, pois o bom profissional é aquele que ama o que faz e dá tudo de si para que a sua organização cresça e se desenvolva cada vez mais. Atitudes como envolver o colaborador na laboração de novas ideias a fim de aprimorar a eficiência e eficácia do trabalho, são fatores que motivam que dão aquele “famoso” sentimento de pertencimento à organização e promovem ao colaborador a sensação, o sentimento de que são valorizados por sua contribuição, ou seja, são contribuições bem vindas. Se você é líder, pense nisso antes de tomar uma decisão, que se não for discutida com seu funcionário poderá provocar o pior dos males organizacional, que é a descrença de que nessa organização não importa o quanto se dedique ... nada tem valor.


REFERENCIA
PEREIRA, André Marcelo Lima. Ambiente, relações de trabalho e psicopatologias: estudo da saúde do trabalhador. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais para obtenção do título de Mestre em Ciências Ambientais. Disponível em: http://universidadebrasil.edu.br/portal/wp-content/uploads/2016/11/Ambiente-rela%C3%A7%C3%B5es-de-trabalho-e-psicopatologias-estudo-da-sa%C3%BAde-do-trabalhador.pdf. Acesso em 30 jan 2018

1. Dra em administração, professor de graduação e pos-graduação

2. Administrador e  Economista, professor de graduação e pos-graduação

RESUMO
O artigo trata da falha na comunicação dentro das organizações como fator preponderante de descontentamento profissional gerando ansiedade, angústia, suspeita e desagrado no ambiente de trabalho levando o funcionário a perder o entusiasmo pelos seus afazeres e ativar um descontentamento que por vezes torna-se danoso ao indivíduo e organização.

 

 

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