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Líder rapadura: nada mole, mas muito doce

Pessoas não são robôs, não são rebanho e nem marionetes. Para ser líder precisamos absorver esta sentença. Como ninguém é igual e a liderança parte da relação de um único ser com um coletivo, a atuação do líder precisa ser baseada no estudo e entendimento do coletivo de trabalho que o mesmo possui.

     A liderança é um dos assuntos mais debatidos e difundidos dentro da administração de empresas. Mesmo que você não estude administração ou não trabalhe em uma corporação que leve administração a sério, você já deve ter ouvido essa palavra várias vezes e talvez até sendo usada da maneira errada. A liderança consiste em mobilizar pessoas para realização de objetivos, sejam eles organizacionais ou não, e essa mobilização não ocorre dentro de um prisma burocrático ou coercitivo, mas sim dentro de um prisma de admiração e amor do liderado pelo seu líder. O líder tem o poder de influenciar e emocionar pessoas para que as mesmas trabalhem por prazer e admiração, independente do quanto ganham ou da função/cargo que ocupam. Não preciso dizer que onde existe amor e admiração vai existir muito mais entusiasmo e vontade. E onde tem vontade e entusiasmo, tem pessoas que trabalham mais e melhor, que atingem com maior rapidez as metas estabelecidas, que atendem ao cliente com um sorriso largo no rosto e que divulgam a empresa onde trabalham de maneira comovente.

      Assim, elevam margem de lucro, aumentam a percepção de qualidade que o cliente externo tem da empresa e divulgam a marca sem necessidade de bonificação. Existe felicidade em empresa que tem líder [ownnnnnn]. Por tudo que foi falado, fica claro que liderança é muito importante para uma organização, seja ela uma escola, uma cooperativa, uma igreja ou o seu lar doce lar. Como faço para ser líder? Qual o tipo ideal de líder? Posso nascer líder? Onde os líderes vivem? O que pensam? Como agem? Todas essas perguntas vão ser respondidas AGORA no próximo parágrafo deste ótimo artigo do administradores.com.br [rsrs].

     Não nascemos líderes: nos tornamos líderes ao longo de um processo de aprendizado acadêmico, emocional e prático. Você até pode possuir uma ou outra característica de liderança, até porque todos nós temos, mas ser líder mesmo, só aprendendo. Vários autores definem inúmeros tipos de líderes: autoritário [leia-se alminha sebosa], liberal, democrático, emergencial, indeciso e blá, blá, blá. Porém, meus amores, o que o entendimento prático nos leva a concluir é que a melhor forma de liderar é sendo um líder SITUACIONAL.

      O líder situacional, como o próprio nome sugere, é um líder que se adapta às diversas situações, processos, tarefas, metas, colaboradores e tudo o mais que a empresa o ofereça como capital de trabalho. E esse líder se adapta por um motivo bastante óbvio: NADA E NINGUÉM SÃO IGUAIS. Se eu lidero pessoas, eu preciso entender que pessoas são diferentes, possuem ideias, religião, raça, orientação sexual, formação acadêmica, educação familiar e tudo mais que você pensar de maneira única e particular.

      Pessoas não são robôs, não são rebanho e nem marionetes. Para ser líder precisamos absorver esta sentença. Como ninguém é igual e a liderança parte da relação de um único ser com um coletivo, a atuação do líder precisa ser baseada no estudo e entendimento do coletivo de trabalho que o mesmo possui. Eu gosto de definir o líder situacional como uma RAPADURA. A rapadura é um doce tipicamente nordestino, muito nutritivo e saudável, de sabor super doce, porém muito firme. É preciso ter bons dentes para mordê-la. Não se quebra facilmente uma rapadura e ao mesmo tempo não tem como esquecer do seu sabor doce e marcante. O líder situacional precisa ser exatamente assim: doce com os seus funcionários [leia-se educado, gentil, respeitoso, harmônico...], porém nada frágil. Precisa ser forte [leia-se firme em suas decisões, defensor de metas claras e objetivas, defensor da sua equipe de trabalho e da empresa onde lidera].

        A força e doçura de um líder situacional não machuca, não desestimula e nem destrói uma boa equipe. Muito pelo contrário: traz efeitos benéficos à saúde organizacional da empresa e da equipe. Assim como a rapadura, que é doce e benéfica à saúde, a liderança situacional alimenta sua equipe com bons sentimentos e a mantém forte, mas não a torna inchada de mimo, prepotência e arrogância. A liderança situacional nos apresenta ao maravilhoso mundo do ato de ponderar e do meio termo, onde é possível ser vários líderes em um só, afinal, se nossos liderados são complexos e ricos em suas origens, por que a liderança precisa ser simples e pobre, definida em um único conceito raso? Sejamos mais rapadura e menos doce enlatado que usa a mesma fórmula e só muda o rótulo. A saúde das nossas empresas e nossos funcionários agradecem a essa doçura.

 
 
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