Longevidade amplia demandas no mercado brasileiro

As previsões do IBGE são de que no ano de 2050 a expectativa média de vida do brasileiro terá se alterado, dos atuais 75 anos, para 81 anos de vida. Ou seja, a população acima dos 60 anos, que atualmente é de 22,9 milhões de pessoas – 11,3% do total de habitantes – vai saltar para 88,6 milhões, o que deverá representar 39,2% de toda a população do país.

Estes dados nos permitem realizar inúmeras análises, especulações, desafios, mas, também avaliar oportunidades.

Olhado apenas na perspectiva da questão previdenciária é evidente que todas as pessoas que se encontram hoje na “meia-idade”, devem se preparar para o desafio de equilibrar qualidade de vida e finanças pessoais, projetando expectativas de uma vida mais longeva.

Para tanto, basta verificar o que já ocorre hoje, com os paises que enfrentam o envelhecimento da sua população, em paralelo com uma acentuada redução dos índices de natalidade.

Também as estruturas familiares deverão ser impactadas por este novo quadro de mudanças. O que tem sido chamado de geração 4x2x1 – quatro avós, dois pais e um filho/neto – vai exigir rever muitos dos processos educacionais, relacionamentos e cultura familiar.

Como lidar com várias gerações, convivendo simultâneamente, será uma das tantas questões a ser trabalhada.

Por outro lado, quando analisamos estas informações, na perspectiva das oportunidades que surgem para um mercado consumidor, fica evidente quase podem prever demandas novas, que ainda não são atendidas. Ou, até mesmo nem sequer cogitadas pelas empresas de produtos e serviços.
A pesquisa feita pelo SPC – Serviço de Proteção ao Crédito – indica que 45% das pessoas com idade acima de 60 anos, sentem falta de serviços e mercadorias adequados às suas necessidades.

E entre os ítens mais mencionados estão, roupas (20%); celulares com letras e teclados maiores (12%) ; locais de lazer como bares e restaurantes (9%); e atividades de turismo (7%).

Estas demandas devem ser vistas como uma excelente oportunidade se levarmos em conta que 64% dos idosos consultados é protagonista e tem autonomia em relação às suas decisões financeiras.

Em 2013, os rendimentos das pessoas acima de 60 anos, no Brasil, somaram R$. 446 bilhões, ou seja, 21% da massa de ganhos da população economicamente ativa. Dados estes colhidos pelo instituto de Pesquisas Data Popular.

Novamente vale um olhar para os paises que já oferecem uma razoável experiência, além de produtos e serviços para idosos, como Japão, Europa e América do Norte.

Estas iniciativas atendem aos mais diversos níveis de fragilidade – cuidadores/ serviços domiciliares/ centros dia/ centros de teleassistência/ aplicativos/ novos modelos de moradia/ aplicativos para lembrar a hora de tomar remédios / redes sociais de conexão afetivas ou de relacionamentos / música / noticiário / conteúdos motivacionais ou de auto-estima.

Para idosos independentes e ativos: serviços de transporte/ academias para atividades físicas/ turismo/ programas culturais/ clubes/ centros de convivência/ programas de educação permanente/ moda/ beleza, etc.
Enfim, vale registrar que, num momento em que a crise estimula muitas pessoas a empreender – seja por necessidade, criatividade ou até mesmo na busca de realizar uma iniciativa acalentada por longo tempo – eis um elenco de oportunidades.

E estes pioneiros podem surgir nas mais diferentes etapas da vida, não apenas entre os jovens. Mas também aqueles que se encontram em uma etapa mais avançada da vida.

Este artigo é apenas uma crônica que visa provocar a criatividade nas formas de atender este universo crescente no mundo atual.

 

 

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