Mulheres executivas: evitem os erros masculinos

O aumento da presença e participação feminina no mundo corporativo é visível não apenas no crescente número de posições ocupadas por mulheres, como também nos altos níveis hierárquicos que elas têm conquistando nas últimas décadas.
Mas este processo exige um alerta:
Mulheres! Não copiem o fracassado modelo masculino da busca do sucesso à qualquer custo. Especialmente priorizando a carreira profissional em detrimento dos demais papéis que são determinantes no equilíbrio da vida pessoal.

Historicamente o início da presença feminina nas corporações está localizada em 1873, com o surgimento da máquina de escrever. Elas já demonstravam maior competência em lidar com novas tecnologias. Basta registrar que o termo “datilógrafa” é feminino.
A segunda invenção que abriu espaço para a competência feminina foi o telefone, criado em 1876.

Segundo Thomas A. Watson, assistente do inventor Alexander Graham Bell, “o telefone podia paralisar os homens mais eloquentes, mas as mulheres eram muito mais fluentes e se mostraram valiosas nas comunicações telefônicas”.

Nesta mesma época muitas secretárias tinham um vocabulário mais amplo que alguns dos rudes empresários que elas assessoravam, o que lhes permitia fazer correções na correspondência e pronunciamentos dos mesmos.

O aumento da longevidade vem demonstrando, a cada dia, de que para fazer uma carreira brilhante no mundo do trabalho, não é necessário pagar o preço de uma vida pessoal estraçalhada.

O que já vem ocorrendo com os homens desde muito tempo, agora começa também surgir no universo feminino.

A comprovação deste quadro é reforçada, em tese recente, da Profa. Dra. Vanessa Cepello da FGV, sobre o envelhecimento das mulheres executivas.

Tendo entrevistado uma significativa amostragem de mulheres executivas na faixa entre 40 e 60 anos, além de várias já aposentadas, constatou as mesmas dificuldades em equilibrar sua vida profissional, com os papéis de esposa, mãe, dona de casa, vida social, individual e cuidados físicos.

No caso das mulheres aposentadas emergem também os desafios de se reinventar para esta nova etapa de vida.

Em muitos casos, já separadas, buscam resgatar uma impossível relação com os filhos, agora já adultos com sua própria estrutura familiar.

Segundo pesquisa do Fundo de População das Nações Unidas, para cada 100 mulheres com 60 anos ou mais, existem 84 homens. E para 100 mulheres com 80 ou mais, apenas 61 homens.

Com base nos dados do IBGE, a tese de Vanessa Cepello, constatou que no Brasil, no ano de 2012, 51,3% da população era composta por mulheres. Uma projeção para 2150 é de que para 100 idosas, vão haver 76 idosos. E, que embora nasçam mais homens, as mulheres vivem, em média, 7 anos mais que os homens

Outro dado interessante é de que nas instituições de longa permanência, o número de mulheres é muito maior do que de homens. Comprovando as informações anteriores.
Vale lembrar Clarice Lispector, em seu livro “Correio para mulheres”, relançado recentemente, ao se dirigir às mulheres nos anos 50 e 60, “...a questão toda está aí: você deve imitar você mesma. O que quer dizer: seu trabalho é o de descobrir no próprio rosto que seria se fosse mais atraente, mais pessoal, mais inconfundível. Quando você ‘cria’ seu rosto, tendo como base você mesma, sua alegria é de descoberta, de desabrochamento.”

Para as leitoras fica nossa provocação, além das descobertas de Vanessa Cepello e Clarice Lispector.

Assuma seus compromissos com a qualidade de vida do seu futuro. Isto é indelegável.

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