Novo blended learning: imersivo em todas as direções

Um dos pontos de destaque do novo blended learning está na possibilidade de realizar parte do processo de aprendizado em um ambiente imersivo.

Novo blended learning: imersivo em todas as direções

Efeitos positivos da imersão em um sistema de treinamento personalizado

(*) Por Pierre-Jean Quetant 

Fora a parceria do digital com o presencial, um dos pontos de destaque do novo blended learning está na possibilidade de realizar parte do processo de aprendizado em um ambiente imersivo. A experiência se torna mais rica, pois os conhecimentos são assimilados em um contexto muito próximo do mundo corporativo real, representando seus desafios com fidelidade. Há diversas formas de explorar essa possibilidade, como o uso de elementos lúdicos para uma compreensão mais fácil (o que se entende por “gamificação”, que cria no caminho para a certificação uma sensação de “passar de fase” a cada conteúdo e aplicação aprendidos) e a própria tecnologia imersiva (vídeos 360, realidade virtual, realidade aumentada, hologramas etc.), que traz elementos do treinamento para o mundo real, influenciando na proximidade com a rotina em um cenário familiar.

Os colaboradores têm uma situação mais próxima do que é visto no dia a dia de trabalho e podem desenvolver suas competências na prática, ainda nos momentos de estudo. Por ser uma alternativa que foge dos exercícios de fixação tradicionais e contribui de forma prática com a evolução dos alunos, há um engajamento maior nas aulas e isso influencia positivamente na qualidade do aprendizado, pois eles têm o “controle” da situação. O papel do multiplicador também ganha novos contornos: ele deixa de ser apenas um propagador do conteúdo e passa a ser o mediador da imersão, orientando as ações dos aprendizes e incentivando as interações entre eles.

A exposição dos profissionais a um problema que pareça possível à realidade deles abre espaço para que habilidades sejam desenvolvidas ou, até mesmo, descobertas. Os cenários podem variar conforme a direção tomada a partir da ementa do curso.
Algumas possibilidades:

• Uma sequência de eventualidades rotineiras que podem ser previstas, a fim de avaliar a capacidade de se resolver problemas em série;

• Decisões que podem resultar em mudanças de grandes proporções em uma empresa (o que pode exigir uma autoavaliação e, se necessário, mudança de comportamento para lidar com a situação e desenvolver o aprimoramento da postura de liderança), capacidade analítica para tomar a decisão correta e relacionamento interpessoal para lidar com os colaboradores e fortalecer o networking interno;

• Lidar com a implantação de um novo processo na rotina da empresa – adaptação a um novo cenário, incentivo à criatividade no planejamento de sua evolução.

Principais pontos de impacto do aspecto imersivo no novo blended learning

Seguindo o modelo do texto anterior da série, “O Novo Blended Learning – colaborativo, mesmo à distância”, listamos abaixo os principais detalhes sobre a imersão como parte do treinamento.

ROI
Um blended learning imersivo faz com que a curva de desenvolvimento seja reduzida. Até mesmo os pormenores que exigem uma teorização mais específica podem ser compreendidos na prática, durante a imersão, complementando os estudos realizados por outros meios.

Com os estudos mais tradicionais complementando os exercícios imersivos, o profissional tem um amadurecimento de aprendizado, pois o padrão de estudar, decorar e internalizar para aplicar um conhecimento na prática somente no expediente é quebrado. O treinamento imersivo antecipa a preparação para situações específicas e o colaborador leva um tempo menor para aplicar as soluções que aprendeu.

Engajamento
A aproximação da realidade que faz parte do treinamento de imersão no novo blended learning é mais atrativa para colaboradores e, por isso, gera mais engajamento. O cenário de aprendizado faz mais sentido para ele, que aprende a lidar com algo do seu dia a dia de trabalho em uma atividade que objetiva se aproximar disso. Percebendo a aplicabilidade da imersão, o profissional reconhece a utilidade do conteúdo e passa a ser mais comprometido com os estudos.

Rapidez
O tempo é aproveitado mais em atividades práticas do que em explicações. O que pode ser aprendido durante a realização não precisa tomar grande parte da explicação descritiva, enquanto aspectos mais teóricos e/ou técnicos podem ser apresentados de forma introdutória, com o seu funcionamento visto em tempo real. Se houver dúvidas durante o processo, o profissional pode realizar a atividade de outra forma durante a imersão ou, se julgar necessário, reforçar a internalização de alguns detalhes por meio de estudos no formato mais tradicional, mas sem depender de explicações em excesso sempre que a viabilidade do aprendizado na prática for comprovada.

Individualidade

A navegação na plataforma não precisa, necessariamente, estar atrelada aos horários das aulas. Cada um pode realizar o acesso e trabalhar suas competências em particular, quando e como bem entender. Nesse ponto, a figura do multiplicador que assume o papel de mediador da imersão é muito importante, para orientar de modo que todos aproveitem a interação uns com os outros, aplicando as aptidões que foram aprimoradas individualmente.

Transversalidade
Uma forma de aprender que é engajadora e desafia os alunos em um ambiente muito próximo do que se espera em um cenário real de trabalho instiga o desenvolvimento das capacidades. Isso é muito importante para a prática do saber técnico, com a evolução de aptidões “menores”, mais específicas, que fazem parte de uma grande competência geral.

Há também, na transversalidade, a questão da diferença entre formas variadas de estudos e práticas de fixação de aprendizado, além da percepção do momento para aplicar cada um deles. Um quiz é diferente de um exercício, por exemplo – enquanto o primeiro elabora o conhecimento, o segundo é mais focado em desenvolver competências.

Um treinamento imersivo, pensado a partir do conceito do novo blended learning e totalmente personalizado, expande as possibilidades de aprendizado e aperfeiçoamento. É o que nós, da Learning Tribes, oferecemos.

(*) Pierre-Jean Quetant – Atua como Country Manager Learning Tribes Brasil. Formado como Administrador de empresas pela Grenoble Ecole de Management e como Tecnólogo em Eletrônica e Informática Industrial, pela Université Jean Monnet Saint-Etienne. Quetant já passou por empresas como Neurograff Eletromedicina Ltda, Smart Cursos, EGG CRM Brasil, Uneequip (fundador), Wheelabrator Allevard, AGOMEZ LTDA, Sony Music Entertainment, PAUL HARTMANN AG.

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