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O jogo da Baleia Azul: O que ele têm à nos ensinar ?

Uma multidão de zumbis que procuram um sentido para a vida e só encontram o lixo para jogá-la. Adolescentes que olham para as suas referências, pais e mestres e não encontram valores que possam sustentar uma vida com propósito.

O jogo da baleia azul  expõe uma perversa face da sociedade que sabe o preço de tudo, mas infelizmente o valor de quase nada.

Essa absurda inversão de valores vivida hoje, expõem as mórbidas entranhas de um dolorido vazio existencial enterrado em coisas que são mais valorizadas que as pessoas.

Uma geração que vem desaprendendo o significado de ser útil embebida pelo prazer de ser servida. Uma multidão de zumbis que procuram um sentido para a vida e só encontram a lixeira para jogá-la. Adolescentes que olham para as suas referências, pais e mestres e não encontram valores que possam sustentar uma vida com propósito.

Como Coach de Processo de Valorização tenho visto executivos, profissionais liberais e empreendedores sem clareza dos seus valores. Quando os têm vendem barato por acreditar que seja a única forma de sobreviver, vivendo vidas empobrecidas distantes dos seus valores.

Esse jogo da baleia azul tem alarmado as autoridades e a sociedade, com o número de suicídios e auto mutilação de crianças.

O jornalista Júlio Boll, da Gazeta do Povo se infiltrou num desses grupos fechados que incentivam esse macabro “o jogo da baleia azul” com o objetivo de entender melhor esse fenômeno. Ali encontrou uma geração de sedentos por afeto, vários agentes do mal que querem levar os nossos filhos à morte, mas também um grupo de anjos que entram nestas comunidades secretas para tentar persuadir os jogadores a sair dela.

As entrevistas e estudos de alguns relatos alertam que não são somente adolescentes depressivos que estão expostos. Mas qualquer pessoa atraída pela curiosidade pode ser vítima de estratégias de lavagem cerebral. Estão cada vez mais sofisticadas as ferramentas de manipulação mental, baseadas nas mais recentes descobertas da neurociência que também são usadas usadas a serviço do mal.

Não se engane achando que só crianças estão expostas a essas poderosas ferramentas de sequestro mental. O número de suicídios tem aumentado de forma expressiva em todas as faixas etárias, tendo a depressão como a principal causa.

A Organização Mundial da Saúde projeta que até 2020 a depressão será a doença mais grave no mundo. O Brasil é o 8º país onde mais se comete suicidio no mundo e quase 10% da população sofre de depressão.

Como se sabe, no jogo da baleia azul são 50 desafios cuidadosamente pensados para induzir a mentalidade da banalização da vida. Entre eles está a exposição à violência dos jogadores que são desafiados a assistirem longas horas de filmes sanguinários, enfraquecidos pela abstinência alimentar e automutilação.

Estudiosos listam mais de 27 ganchos ou gatilhos mentais, muito deles utilizados em propagandas que induzem ao consumo. Técnicas desconhecidas por grande parte da população que sofre a sua influência de forma subliminar, são agora utilizadas com maestria por esses agentes da morte.

Talvez esse episódios sirvam para alertar a população, o quanto estão as nossas mentes expostas a técnicas cada vez mais sofisticadas de persuasão.

Tenho visto um grande sedentarismo mental que tem facilitado o trabalho de marqueteiros e agentes do mal. Ao ler alguns relatos fiquei pensando o que poderia fazer para dar a minha contribuição e ajudar essa geração de abandonados afetivos a não caírem nessas armadilhas que não podem ser subestimadas.

Pensei se o mal pode criar 50 desafios capazes de induzir pessoas a desvalorizar a vida ao ponto de levá-la ao suicídio. O bem pode criar 50 desafios que no final nos leve a valorizar a vida dando a ela um belo sentido.

O que podemos fazer ?

Pensei: se o mal pode criar 50 desafios capazes de induzir pessoas a desvalorizar a vida ao ponto de levá-las ao suicídio, o bem também pode criar 50 desafios que, no final, nos leve a valorizar a vida dando a ela um belo sentido.

Que tal criamos 50 desafios que possam, no final, celebrar a vida e não a morte ? O que você acha dessa proposta ?

Se você tiver alguma sugestão, apoio ou comentário, mande um e-mail para darcio@webcontatos.com.br ou pelo site www.webcontatos.com.br para podermos manter contato e juntos trabalharmos pela valorização da vida.

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Tags: 50 desafios coach coaching desafio jogobaleiaazul morte suicidio vida

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