O maior desafio do profissional de meio ambiente

Rompimento de barragens, vazamento de agrotóxicos, derramamento de óleo, desmatamento, acidentes radioativos, esses são só alguns dos acidentes que os profissionais de meio ambiente e sustentabilidade são capazes de impedir, e com isso diminuir riscos e evitar perdas financeiras nas empresas, sem contar os prejuízos ao meio ambiente. Voltado para o desenvolvimento econômico sustentável, o profissional de meio ambiente busca, mediante aplicações das tecnologias disponíveis respeitando sempre os limites dos recursos naturais, solucionar problemas concretos de prevenção e remediação (atividade corretiva) diante das diversas ações antrópicas. Mas lidar com a imaturidade empresarial ainda é o maior desafio do profissional da área ambiental.

Com uma formação diferenciada, o engenheiro, gestor ou qualquer profissional que se dedique à área ambiental, atua no mercado a fim de buscar minimizar os efeitos negativos das atividades humanas sobre o Meio Ambiente, ou seja, o principal objetivo deste profissional é promover um equilíbrio entre as atividades antrópicas e os recursos presentes na natureza. Podemos dizer que “A principal função do Profissional Ambiental é preservar a qualidade da água, do ar e do solo e buscar medidas mitigadoras quando o dano ambiental não pode ser evitado. Para isso ele planeja, coordena e administra redes de distribuição de água e estações de tratamento de esgoto, supervisiona a coleta e o descarte dos resíduos, avalia o impacto de grandes obras sobre o meio ambiente para prevenir danos, atua na prevenção contra a poluição causada por indústrias. Em agências de meio ambiente e em polos industriais, controla, previne e trata a poluição atmosférica. Pode, ainda, monitorar o ambiente marinho e costeiro, atuando na prevenção e no controle de erosões em praias. De modo geral, tanto no âmbito público como privado, sua atuação visa atender aos objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente e das demandas que o mercado de trabalho exige.”

Tão grande quanto a descrição da profissião é a problemática na sua atuação, na maioria das vezes.

A profissão é ainda relativamente nova, e apesar de ser considerada uma das mais promissoras do futuro com a crescente onda de consciência ecológica, muitos profissionais ainda encontram grande dificuldade em conseguir seu espaço no mercado do trabalho.

Os motivos são inúmeros quer seja pelas barreiras impostas pela política e economia brasileira, quer pelas limitações e falta de conhecimento das empresas. É comum acontecer: mesmo com um plano de preservação e prevenção e uma gestão de riscos criteriosa, perfeito, o profissional não conseguir implantar suas ideias e projetos.

Pesquisas recentes têm apontado como o maior desafio do profissional da área ambiental, a desinformação do próprio contratante. Os sinais de despreparo da empresa podem variar, mas costumam girar em torno alguns eixos principais.

O primeiro é a insegurança. Essa é uma fragilidade que aparece principalmente em empresas que contratam um profissional ambiental somente para cumprir requisitos legais ou de contratos com terceiros. A falta de conhecimento e o fato de terem sido “obrigados” a constratar um novo profissional ou consultoria as deixam inseguras e pouco receptivas a qualquer inovação mesmo que esta venha a trazer melhorias.

O segundo é a confiança. “Empresas imaturas muitas vezes se consideram infalíveis, e precisam mostrar isso o tempo todo. Para isso, elas definitivamente não se dispõem à mudanças, escondem falhas e não reconhecem quando estão errados”.

O que tenho observado é que nenhuma dessas atitudes está necessariamente vinculada ao porte ou tempo de funcionamento da empresa. Embora pequenas empresas e com menos tempo de operação sejam mais suscetíveis a esse tipo de armadilha, o comportamento também pode aparecer em empresas que já cumulam anos de experiência. E esse é o pior dos casos, quando a imaturidade não é falta de “quilômetros rodados”, mas sim um traço da “personalidade da empresa”. “Se a empresa continuar infantil apesar da idade, infelizmente há pouco a fazer”.

Pois bem, mesmo que ainda o quadro atual seja considerado desfavorável e o Profissional Ambiental encontre algumas dificuldades em sua carreira, o saldo da profissão é bastante positivo. Em um cenário de recorrentes desastres ambientais e escassez de recursos naturais, um profissional capacitado para lidar com os impactos ambientais e promover o desenvolvimento sustentável se mostra cada vez mais importante e indispensável para o futuro da sociedade, cabendo ao mesmo provar o seu valor e, paralelamente, conquistar espaço através do diferencial e relevância do seu trabalho.

Artigo por: Renata Pifer
Consultora, Mentora e Palestrante em Gestão Ambiental e Estratégias Sustentáveis, Executive and Business Coach. Consultora e Analista Comportamental e Trainer.

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Tags: carreira, consultor ambiental, desafio profissional, desenvolvimento profissional, engenheiro ambiental, gestor ambiental, profissional de meio ambiente

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