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O meu vizinho trabalha menos do que eu?

Por que acreditamos que o colega, o outro setor, a outra área, enfim, que “o outro” trabalha menos do que nós? Será que isso é verdade? Quais os impactos dessa crença na nossa carreira e felicidade?

     Uma das curiosidades que mais observo no meu dia a dia de gestão de pessoas é essa crença de que o colega, o outro setor, a outra área, enfim, “o outro” trabalha menos do que nós.
     Por que essa sensação é tão recorrente na mente humana? Vou tentar ser sintética e elencar alguns pontos para que você analise e reflita.
     Temos a destrutiva mania de comparação. Aprendemos a olhar os outros e a estabelecer parâmetros com base em suposições. Muitas vezes, nem sabemos os fatos reais, mas lá está a nossa cabeça tomando como certo algo que apenas imaginamos ser.
     A comparação é um dos caminhos mais rápidos para a infelicidade. É importante lembrar que cada um é o autor da sua própria história. Cada um tem sua vivência, suas experiências, seu modelo mental. O que ganhamos alimentando ilusões de sermos melhores ou piores do que o outro? A resposta é frustração, sofrimento e até doenças.
Portanto, não se compare a ninguém. Construa o seu caminho de sucesso!
     Não conhecemos de fato o trabalho do vizinho. Nós imaginamos as suas atribuições, podemos até ter o conhecimento formal delas, mas não sabemos o seu dia a dia. Da mesma forma, temos a tendência de supervalorizar a nossa atividade, taxando-a como mais penosa ou mais importante do que a do outro.
     A responsabilidade de distribuir as atribuições aos setores é sua? Se não é, de que adianta ficar nessa comparação? Concentre-se em fazer bem o seu trabalho. Se a responsabilidade é sua, então dimensione o trabalho com base dados concretos e conhecimento técnico. Não tome decisões no achismo, pois isso, além de não se reverter em produtividade, ainda desmotiva o grupo.
     Sabe aquela história de que a grama do vizinho é sempre mais verde? Pois é... É por aí... Seguindo no raciocínio, vemos aquela pessoa bem sucedida, arrumada, com alguns bens materiais que nos enchem os olhos, e logo pensamos que ela teve sorte, que a vida para ela foi fácil, que ela sim é que tem vida boa, que é feliz.
     Quanta ilusão! Mais uma vez, nossa cabeça constrói pensamentos com base em suposições, e logo os tomamos como verdades absolutas. Repetindo: cada um é o autor da sua história. Quanto antes você entender isso, antes também conquistará o sucesso pretendido. Lembrando que sucesso é algo muito individual, depende dos referenciais de cada pessoa.
     O fato é que todos nós temos problemas, desafios, felicidades, tristezas, lágrimas, sorrisos... Não perca seu tempo com comparações. Construa a sua história. Se alguém está, sob o seu ponto de vista, melhor do que você, inspire-se nessa pessoa, aprenda com ela. Mas não caia no atraso do sentimento da inveja ou da competição, pois o aparente prazer de “fazer justiça com as próprias mãos” logo se transforma em uma considerável queda pessoal.
     Resumindo: coloque seu foco em você e não no outro. Faça o seu plantio, pois você só irá colher o que tiver plantado. Quanto ao outro, que seja muito feliz, pois um mundo com pessoas felizes é sempre o melhor lugar para se viver.

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Tags: comportamento gestão de pessoas motivação

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