O político da vez

Reflexão quanto à vida cotidiana e à forma como gerenciamos pessoas e oportunidades. O posicionamento quanto a como o dia de hoje refletirá no amanhã, nas pessoas ligadas a nós, provocando impactos e consequências. Estamos aptos a sermos o político/gestor/diretor "da vez"?

Em cada ano eleitoral, as expectativas de possíveis melhorias em obras de infraestrutura e nos projetos sociais existentes são menores, e criar projetos para setores ou causas desfavorecidas foge da excitação de serem aceitas e, ainda, iniciados o mais breve possível. Não acreditamos mais em qualquer um que proponha mudanças positivas para o país. Passam as eleições, e chega o dia da posse; nada excitante.

Se você fosse o político da vez...

  • ...quais os planos esboçados, em detalhe, contando começo, meio e fim?
  • ...qual seria sua equipe para cada projeto?
  • ...qual a sua capacidade de lidar com conflitos de interesse?
  • ...teria capacidade para perdoar aos inimigos passados que fizeram muitos estragos? E como prosseguiria, permitindo aos inimigos fazer parte de seu governo, como, por exemplo, o falecido ex-presidente Nelson Mandela?
  • ... entenderia resiliência, na prática?
  • ...teria macrovisão, know-how, feeling de finanças e de administração?

Quanto à justiça, caberia pensar se foi honesto consigo, com seu semelhante (fosse ele um desconhecido, fosse um parente, fosse um amigo, ou fosse até um inimigo). Será que traiu amigos, namorada, esposa, chefia?

Caberiam interrogações sobre os projetos concluídos. Você saberia apresentar um projeto de vida ou sonho concluído com êxito? Se não teve algo terminado, pelo menos consegue justificar que as barreiras foram maiores do que as forças e as estratégias possíveis para o êxito? 

Todos desejam bons governos e, assim, usufruir dos benefícios quando este governo for justo, coerente e prático, mas a boa gestão inicia com nossas vidas, nosso lar, nossa carreira, com erros e acertos, tornando nosso próprio caminho um exemplo aos demais. Os questionamentos feitos são de aplicações do dia a dia e, quando conseguimos detalhá-las, percebemos o quanto precisamos nos aperfeiçoar, e ainda sermos mais humildes para reconhecermos a necessidade de ajuda alheia. 

Os inimigos surgem, mas são males necessários. E podem ser convertidos em amigos caso possamos compreender o motivo das diferenças e divisões ou, quando não houver conciliação com os inimigos, tampouco sabedoria e simplicidade para continuar, mesmo na companhia destes. Um pequeno ato de injustça, hoje, será a grande corrupção da Petrobrás amanhã... Assim como a traição, as desconfianças e a perda de credibilidade. Projetos de vida são modelos sinalizadores de nossa aptidão para chegarmos, ou não, ao topo - sermos honestos conosco ao reconhecer os fracassos pessoais e ao fazermos planos de contornos, melhorias. Daí surge a equipe, a família e os amigos para nos ajudar a refazermos a rota com alterações no planejamento.

Um bom governo começa em nossos corações/mentes e nas ações práticas de cada um. A equipe precisará ser motivada. Por isso, há de haver uma política dosada, e as lições aprendidas ajudarão na concretização dos projetos de vida ou nos políticos. Portanto, o político da vez...

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Tags: articulação política flexibilidade gerenciar gestão governança pessoal influência política na prática político políticos na empresa resiliência

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