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Para quem você quer gerar lucro?

A frequente dúvida entre escolher uma carreira corporativa ou assumir uma carreira empreendedora tem impactos positivos e negativos na vida do profissional. O que realmente deve-se levar em consideração é qual o seu perfil, seus propósitos reais e intenções. Pois não existe certo ou errado, mas sim perfil adequado para uma ou outra situação.

Já há algum tempo nas empresas que passo realizando minhas consultorias em Diagnóstico Organizacional, sempre me deparo com comentários do tipo “me dedico intensamente para gerar lucro ao proprietário da empresa”. Em organizações mais simples, pois foco o meu trabalho no micro, pequeno e médio negócio. Já me deparei com comentários trazendo os seguintes dizeres “eu só enriqueço o patrão enquanto eu continuo na mesma situação”. 

Ao vivenciar com intensidade essa realidade me propus a escrever esse texto, realidade essa que inclusive inspirou o título, afinal, se alguém se propõem a ser colaborador de uma empresa, ela não está ali de fato para gerar lucro para a empresa e por consequência para o dono dela? Obviamente a reflexão que esse texto propõe é sobre a grande dúvida do brasileiro de seguir uma carreira corporativa ou empreendedora. 

Sem a realização de uma mentoria ou um trabalho de coaching, pode-se afirmar de maneira superficial que se o incomodo em “gerar lucro para o patrão” for constante, acarretando em frustrações diárias com reflexos em outras áreas da vida, essa pessoa tenderá ao sucesso, pelo menos emocional, seguindo uma carreira empreendedora, afinal ela gerará lucro para ela mesma, excluindo o incomodo do “patrão” da sua realidade. 

Porém, novas angustias surgirão, como por exemplo a começar pela definição de qual será o negócio, produto ou serviço. Aonde a empresa funcionará, será em casa por meio de um home office, aluguel de uma sala ou vale partir para uma loja comercial? E a relação de custos versus investimento? 

Pode-se chegar também ao ponto da necessidade de contratação, momento em que esse empreendedor precisará de pessoas como ele foi um dia, responsáveis para que a empresa dele tenha lucro e consequentemente ele também tenha lucro. 

Antes de chegar a esse ponto é muito provável que ele precise superar desafios relacionados a gestão e profissionalização de micro, pequenas e médias empresas. Desafios tais como, saber o regime de tributação, se vai ser Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido, ou seja, realização de um planejamento tributário. Assim como o cuidado com a identidade visual da empresa, definição das ferramentas financeiras para controle de caixa, criar um site, busca de fornecedores, composição de preços, entre vários outros desafios e decisões relacionadas a gestão de empresas desse perfil. 

Por fim, vale ressaltar que a maior angústia que as pessoas que decidem por uma carreira empreendedora enfrentam, sem a menor dúvida, é a instabilidade financeira, principalmente nos primeiros anos do negócio. Pois, analisando por esse ponto de vista, se a escolha for por uma carreira corporativa, independente da realidade da empresa, se der lucro ou prejuízo a remuneração pelo trabalho realizado estará garantida. 

Entenda bem, não ha que se discutir se um é melhor que o outro, a carreira corporativa tem seus pontos positivos e negativos, assim como a carreira empreendedora. A verdadeira análise que precisa ser feita é em qual das carreiras você se sentirá melhor. Se for corporativa, sim, você estará gerando lucro para alguém, mas recebendo os honorários combinados para isso. Entretanto, se não quer gerar lucro para outra pessoa, seja empreendedor e assuma os ônus e bônus desta carreira. 


Por Diogo Cruz

Mestre em Sistema de Informação e Gestão do Conhecimento | Administrador com Habilitação em Comércio Exterior
Consultor do Grupo Atus | Coordenador do Capacita Vetor Norte
Professor de Pós-Graduação
www.grupoatus.com.br | www.capacitavetornorte.com.br
contato@grupoatus.com.br

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Tags: carreira corporativo empreendedorismo empresas negócios