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Por que medir o ROI pode mudar a sua carreira?

Quando deixarmos de temer os números; apresentarmos o ROI de comunicação e formos parte do processo mostraremos nossa competitividade mercadológica

No artigo anterior iniciei dizendo como é grande o desafio que os profissionais de comunicação corporativa têm para mostrar e provar que são parte de uma área estratégica e não apenas uma ferramenta útil para todos os setores de uma empresa. Quando posicionada de forma estratégica é capaz de mudar o modo como os processos são executados e implantar novas ideias e novas práticas. Quando vista como ferramental, viabiliza que estratégias de outros setores sejam conduzidas de forma sistêmica, ‘apagando incêndios’, executando ações de forma isolada e nem sempre alcançando os resultados (que são parte de um todo) esperados.

Sabe-se que para demonstrar que se trata de uma área estratégica é preciso definir métricas; avaliar e mensurar resultados de comunicação (não apenas os de relacionamento com a imprensa); quantificar o ROI (retorno sobre investimento) de comunicação; executá-la de forma integrada e não isolada (integração das comunicações mercadológica, institucional, interna, externa); planejar, coordenar, organizar e controlar as ações de comunicação de modo a comprovar que os investimentos em comunicação são tão fundamentais quanto qualquer outro investimento estratégico que a empresa faça. Afinal, como diz Peter Drucker, “sem mensuração não se pode administrar”.

Mas quem pode corroborar tudo isso junto as empresas? Em um mundo acadêmico que leciona as frentes de comunicação de forma independente: Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade, Propaganda e Marketing, Rádio e TV; graduando profissionais em habilitações específicas, muitas vezes com certo preconceito em relação às outras especialidades e sem uma visão integrada, sistêmica e gerencial da área, torna-se cada vez mais desafiante mudar o olhar que as outras áreas têm da comunicação, quando os próprios profissionais possuem uma visão torpe.

Cabe ao profissional que quer atuar na área, mostrar-se eclético, se graduar em um dos cursos de Comunicação mencionados acima, buscar uma especialização em um curso de Administração de Empresas ou vice-versa. É importante também buscar informações, ferramentas e cursos sobre gestão de negócios, gestão de pessoas, liderança e empreendedorismo. E, o mais importante, aplicar todas estas informações e conhecimentos acadêmicos no dia a dia de trabalho, conseguir trabalhar em equipe, fazer uma interlocução com as demais áreas da empresa, se desvencilhar dos estereótipos de que o jornalista só escreve, o RP é só do cerimonial e o publicitário só pensa em prêmios e por aí vai... O profissional de comunicação deve possuir ousadia, iniciativa, habilidade em negociação e em vendas.

Enfim, quando conseguiremos visualizar profissionais de comunicação mais completos que consigam integrar conhecimentos e saibam liderar, gerir, vender e serem empreendedores? Quando deixarmos de temer os números; apresentarmos o ROI de comunicação; mostrarmos que sermos acionados para aumentar vendas e amenizar crises de imagem com ‘o bonde andando’ nos inibe enquanto profissionais e não nos permite alcançarmos resultados extraordinários.

Quando formos parte do processo, podemos evitar que crises aconteçam ou amenizá-las por meio de metodologias específicas; podemos sim contribuir para o aumento das vendas, quando planejarmos em conjunto com a equipe de vendas formas e estratégias de alcançar o objetivo e, ao final, podemos apresentar resultados concretos de como valeu a pena investir na área e em ações propostas por ela.

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Tags: carreira comunicação estratégia investimento mercado

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