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QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

     A Qualidade de Vida no trabalho é uma conseqüência da compreensão comprometida e abrangente das condições de vida no trabalho, incluindo aspectos como bem-estar social, saúde, segurança e capacitação sendo uma poderosa arma de competitividade do mercado, melhorando o desempenho e a produtividade além do aumento da confiabilidade do cliente. Mezzomo (2001, p.73) define Qualidade como sendo “um conjunto de propriedades de um serviço (produto) que o torna adequado à missão de uma organização (empresa) concebida como resposta às necessidades e legítimas expectativas de seus clientes”. A Qualidade é complexa, sendo a busca permanente da auto-superação e do contínuo aperfeiçoamento englobando além dos serviços, produtos e pessoas, um Planejamento pré-estabelecido não se limitando apenas aos avanços tecnológicos, mas a recursos humanos capacitados, treinados , liderados, motivados e conscientes de suas responsabilidades, exigindo comprometimento dos mesmos nas alterações da cultura organizacional e, com isso, participação efetiva do trabalhador favorecido pelo Empowerment que fortalece a equipe com atribuições de autonomia e total responsabilidade para desempenhar seu trabalho visando a excelência da organização. A busca incessante da Qualidade pelas organizações contemporâneas como estratégia de sobrevivência no mercado provoca muitas vezes um esquecimento do principal: seus colaboradores, sua vida e felicidade.
     Qualidade de Vida no trabalho evidencia os colaboradores como detentores de merecida importância pela Instituição que envolvidos em diversos níveis, são abordados como parceiros e, não mais como recursos humanos, mas integrando indivíduos à organização de forma harmoniosa, mantendo sua integridade física e mental, valorizando-o literalmente como pessoa, considerando fatores psicológicos, políticos, econômicos e sociais do trabalhador. No mundo do trabalho ocorreram inúmeras mudanças não só no processo produtivo devido inovações tecnológicas, mas no impacto causado na saúde do trabalhador tanto na esfera física como psíquica. Em documento da Comisión de las Comunidades Europeas, enfermidades consideradas emergentes, como o estresse, a depressão ou a ansiedade, assim como a violência no trabalho, o assédio e a intimidação, são responsáveis por 18% dos problemas de saúde associados ao trabalho, uma quarta parte dos quais implica em duas semanas ou mais de ausência no ambiente da organização.
     Os estudos sobre as patologias do trabalho sempre foram focados para o setor produtivo/industrial, só recentemente as pesquisas incluem outras áreas como a saúde, educação e esportes visando entre vários interesses , os econômicos e mercadológicos porque inúmeros objetivos organizacionais são alcançados quando os trabalhadores são saudáveis ocorrendo queda nos níveis de absenteísmo, das licenças médicas, acidentes de trabalho, aposentadorias por doença, entre outros. O pensamento clássico da Medicina Ocupacional entendia a saúde do trabalhador basicamente relacionada ao ambiente físico, cujo contato com agentes químicos, físicos e biológicos propiciava acidentes e enfermidades típicas pela especificidade da profissão; atualmente a visão é mais ampla, sendo o trabalho sujeito a inúmeros condicionantes, estando as condições de trabalho e sua patologias estreitamente relacionadas. O interesse de alguns pesquisadores no estresse, relaciona-se com situações de esgotamento pessoal que vindo causar interferência na vida do indivíduo, pode ou não comprometer a relação homem-trabalho.

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