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Quer encontrar um profissional de secretariado como você?

Você é amistoso? Qual a tendência em tratar os outros como parceiros potenciais.

Absoluta certeza que ao explorar o título já pensou: Mas que arrogante!

Não, nada disso. Longe de mim ser um indivíduo arrogante, porque prego união e conhecer o próximo sem paradigmas, sem logo marcas, sem legendas. Me interessa, o ser.

E é neste contexto que vamos ao artigo, com sede de nos tornarmos sempre mais generalistas - especialistas. E falo isto com convicção absoluta: não há neste mundo profissional mais propenso a desenvolver habilidades e competências não exigidas e ministradas na faculdade, como nós.

Porque falamos disto? Pelo cenário que dispomos hoje, temos duas possibilidades de vida por aqui:

1) Ser adaptável, modificável, contemporâneo, receptor e excelente comunicador-multiplicador;
2)Não ser nada disto e ainda, nos dispor a não mudar o contexto e o macroambiente;

Só para ajudar na definição do item 2, segue:

Microambiente, é a união das variáveis internas que são controláveis e as externas que não são controláveis, ambas afetando o modus operandi da empresa. Neste caso, estão incluídos os recursos humanos, recursos financeiros, área de produção e/ou operações, localização, fornecedores, intermediários, concorrência, marketing e etc.

Macroambiente vai além do controle da empresa, encontrando-se no mundo das variáveis. Para a empresa, cabe apenas a adaptação. O macroambiente representa oportunidades e ameaças para empresa.

Tendo em vista nossas elucidações acima, somos ou não somos agentes, dentro da organização, atuantes no macroambiente? Ex.: Quem por vezes atende o cliente final ou marca reunião com clientes ou parceiros. Logo, somos!

Se somos este fator influente, necessariamente trazemos a premissa de que nossos relacionamentos, conexões e capacidades devem estar alinhadas com cordialidade e não hostilidade. Sim, somos personagens que temos como comportamentos originais a dedicação e o asssitir, daí uma frase de Albert Einstein que referenda o título de hoje: “O universo é um lugar amistoso?”

De cara, se ratificar a afirmação, nossa tendência será tratar os outros como parceiros potenciais. Saberemos aqui que o mundo é um local onde temos a contrapartida verdadeira, os relacionamentos saudáveis, lideranças humildes, parceiros empáticos e ao final, constata-se que nossos contatos e relacionamentos são concretos e de perfeitos ganha-ganha (Um tipo corriqueiro de negociação onde ambos, elegem o intermediário e o bom senso como prioritário. Todos ganham).

Quantas das suas relações são baseadas em bom senso e equidade? Primeiro, que o que é bom senso para mim pode não o ser para o outro e, equidade é justiça ou pelo menos, sugestão daquela. Voltamos ao ponto de discussão, alegando que os relacionamentos, principalmente os corporativos, nem sempre são pautados na frase de Einstein, pois não se vê com frequência comportamentos amistosos nesses locais. Houve quem dissesse um dia: “venho aqui para trabalhar e não para fazer amigos”. Correta colocação, mas, fazer amigos não tem o mesmo significado de ser amistoso, este, bem mais abrangente que a relação íntima de se construir uma amizade, requer a análise de alguns eficientes comportamentos por nós, secretários, demonstrados e realizados ao longo dos anos. Precisamos validá-los novamente.

Somos capazes de agir, pensar e conduzir nossos relacionamentos como se o universo fosse basicamente um lugar amistoso e como se a vida estivesse de fato do nosso lado?


1,2,3….. Com certeza respondido!

Temos um problema por aqui: Nem todos estão preparados para olhar o viver com os olhos de um “confiador de vidas”. Confiar na vida requer otimismo e capacidade de desenvolver seus trabalhos e atributos, não contando com fatores externos, de outro modo, sendo aquele cara que confia em negociar com o guerrilheiro armado, em suas terras, munido apenas de uma ferramenta: acreditar e confiar no outro ser humano. Isso soa como frequente para você profissional de secretariado? Estudante de secretariado?

Talvez eu receba mais respostas negativas a positivas, porque com estudo e andanças que faço, há um certo desconforto com os comportamentos nada amistosos em nossa área, que fazem as pessoas questionarem sobre o futuro da profissão de secretariado, e aí, podemos então disseminar que, o secretariado só precisa do secretariado para sobreviver. Quando levanto este ponto, não me refiro a contratações ou salários, mas tão somente uma classe que, por vezes, intenta a coletividade, mas não a pratica efetivamente. Nem sempre podemos confiar em um profissional de secretariado, sendo profissional de secretariado, pois fica evidente, em alguns casos, que não estamos estabelecendo parcerias, mas tão somente páreos, e neste sentido, não há podium, mas perdas concretas para um movimento de lealdade entre profissionais.

Sair do status de assoberbado ser para a magnanimidade do todo.

Um dia, em uma palestra, discutíamos sobre comportamentos do profissional de secretariado e, em um dado momento, questionou-se sobre comportamento duvidoso de outros colegas, de mesma empresa, inclusive, considerando como pergunta e debate entre os presentes. Após o levantamento da questão, o assunto tomou uma proporção homérica a ponto de ter que findá-la com assertividade. Resultado final: Todos, exatamente todos os presentes, tinham ou já tiveram problemas com outros profissionais de secretariado, sejam pares, sejam pools ou ainda, com outros secretários que mantinham contato corporativo.

Somos, então, classe segregada ou interligadas numa ampla teia de seres humanos e outros seres vivos?

Ao ponto que chegamos, vamos pensar em reenquadrar o nosso panorama: da hostilidade a cordialidade. Devemos nos manter exercitando nossas metas de relacionamento, partindo de casa, trabalho, comunidade para a humanidade, aumentado nossas margens e possibilidades em relação ao outro. A melhor maneira de mudar o jogo é mudar a moldura. Essa, inclusive, foi uma das minhas respostas na minha palestra.

Todos nós, profissionais de secretariado, estamos extremamente comprometidos com o outro, com nossa classe, com nossos executivos, com outros colegas, e com aqueles a quem você deve ajudar e pedir ajuda. Somos assim, “FACILITADORES”, como muitos ainda gostam de nos apresentar, mas para mim, em desuso. Somos aqueles que revertem o ponto de fusão e orientadores de processos, com gestão e combustão para que funcione, solucione e consequente ação seja efetivada.


E para isto a responsabilidade equivale a PODER, no sentido de capacidade, para atender às nossas mais profundas necessidades de classe. Assumimos nossas posturas, abandonamos culpas, exercemos liderança em ecossistema, e isso, nos recomenda uma análise interna, para posterior, seja feita a externa: Você quer encontrar um secretário como você?

Me conte!

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