Secretariado Executivo: o Bom Samaritano, a empatia e a união

O que você não seguiria no ano que está se aproximando?

Em mãos, um pré projeto de plano. Um não, temos muitos!

Projetos pessoais e profissionais, estão enfileirados, prontos, e alguns ainda em esboço, consequência de um ano bem vivido, ou ao revés, de desenvolvimento, de criação e de aprendizado. Não acostumei a dizer que meu ano ou certo momento foi ruim, uso a expressão “de muito aprendizado”.

Duas coisas: a primeira, que para eu considerar algo ruim ou que afete negativamente, deve ser de grande vulto e, segundo, que eu não utilizo certos termos, palavras ou linguagens, e com isso, faço um degrau menos difícil de se ultrapassar.

E para o Secretariado Executivo, com foi o cenário?

O mais legal e bacana: uma série de pessoas envolvidas com o assunto, sejam da comunidade, sejam de outras profissões ou os próprios secretários e estudantes. Foi uma fusão, muitos eventos, muitos congressos, inúmeras discussões, novas personalidades, pioneirismo, talentos e uma chuva de conquistas para o reconhecimento e pertencimento da classe, sendo esta, ainda com profissionais não não formados pelo curso. Eu, inclusive! (assunto para um artigo ainda no forno)

Para mim, o grande diferencial do Secretariado é poder somar profissionais que não são formados em seu curso específico, mas, que faz disto uma arte ímpar, de dedicação, de soma e de compartilhamento. Estes, e muitos outros, fazem do profissional de secretariado o Bom Samaritano.

Porque Bom Samaritano?

Quem conhece a parábola, mata a charada!

Sim, vimos e falamos que 2017 foi emancipador da profissão, seja por promovê-la muitas vezes e em muitas situações, seja porque trouxe a cara e a coragem de quem quer e demonstra verdadeira solidez ao que está acontecendo. Os movimentos e manobras estão com uma gama sem números de possibilidades e, desta forma demonstra muita personalidade e vigor ao que acontece. Mas será que tudo o que acontece é realmente bom e produto de algo mais inclinado ao futuro, ao desenvolvimento da carreira e claro ao, não engessamento das consciências já inseridas neste contexto?

Temos que refletir ao que está sendo jogado a até “arrotado” ao mercado. O não engolir e ser um formador de opinião cabe (E DEVE!) a todos. Entender a dinâmica da comunicação e do estabelecimento de intelectualidade deve ser levado em consideração. Que tipo de patrimônio intelectual o Secretariado quer? Que vertente queremos seguir? Qual escolha temos ou, do contrário, o que temos que engolir, por falta de opção? Para finalizar este entendimento, precisamos nos posicionar, dizer, falar, discutir e mostrar que temos muito mais a compartilhar que meras histórias de homens desgraçados em sua própria sorte. Ser e mostrar que o medíocre, não é nosso caminho!

E quando falamos em mediocridade, temos que levar em consideração o que o Bom Samaritano nos trouxe como construção: Utilizar de compaixão, de ajuda, de reconhecimento e de renovação de alma.

Mas em que sentido?

Quando estamos dispostos a realmente mudar a faixa vibracional, conseguimos ter, mais de uma ferramenta em mãos, como exemplo, lealdade, fidelidade e aglutinação dos propósitos que vemos como engrandecedores de nossa profissão. Ou seja, praticar alguns pilares que a parábola nos conduz, já é conector com nossos anseios e com propriedade, a capacidade de transformar o que não é mais válido. Como uma catapulta, que só arremessa aquilo que VOCÊ lá insere.

Se está disposto a catalisar a catapulta do Bom Samaritano, podemos levar em consideração:

*Utilizando compaixão em seus próximos passos, saberá o quão valioso é seu desejo de vitória em um e para um grupo. Estar alinhado e conectado ao que o mundo precisa, lhe trará qual parte sua pode ser parte do todo. A teoria é linda, mas a prática solidifica sua imagem. Se, de alguma forma suas moléculas de bondade não são utilizadas quando necessário, vale dobrar a dose da generosidade e não da malandragem. Sorriso amarelo e tapinha nas costas, são intituladores de má influência. Vá em frente com a compaixão e seja parte de uma sociedade de profissionais de secretariado que se contenta com muito, e muito, diz respeito ao seu profissional, e não, ao tipo de clube, sociedade ou grêmio que você frequenta. 

*Esteja à frente de suas crenças e de seus talentos, não se esmere no outro. Bato nesta tecla, porque, me parece que este tipo de pessoa / profissional são verdadeiros parasitas espirituais. Isso porque a pessoa, que por vezes se diz detentora de algumas capacidades, não cansa de seguir seus passos para, de alguma forma, quase ser você. Péssimo isto para a pessoa sofredora, e para nós, que somos quase que perseguidos por aquela voraz vontade de estar em seu lugar. Isso, já mencionado em outros textos é desperdício de talento. A pessoa prefere saber o porque e como você faz, ao invés de focar no que PODERIA fazer melhor em prol do todo. Vale aqui uma ressalva: o secretariado precisa de pessoas que inovem, e que saiam da zona de conforto do que o outro pode lhe oferecer. Inove e ouse, antes de olhar o que o outro está fazendo.

*Por fim, ajuda, reconhecimento e renovação de alma: Nos próximos meses, precisamos estar voltados aos planejamentos para o nosso novo ano e vale, vale muito incluir algumas práticas em nosso dia a dia: Ajudando quem precisa, independente de sua origem, cargo ou profissão; reconhecer incapacidades e pedir ajuda ou ainda reconhecer a ajuda anônima e primária que nos são ofertadas no dia a dia; ter reconhecimento, já é um canal positivo às nossas organizações, e claro, nós secretários, somos parte deste movimento, e precisamos sim, reconhecer quem nos ajuda; não menos importante, a renovação da alma, que não vem de sua igreja, centro ou sinagoga, mas tão somente de você! Renovar a alma é intrínseco e quer dizer refazer algumas lições de casa, ter mais amadurecimento e entendimento do que são relações em uma empresa. Deixe seus pés descalços e ofereça seus sapatos ao colega, sem fazer alusão ao que você acredita ou considera justo. Ainda que seja injusto, seja igual para os desiguais.

Neste entendimento, vamos abordar mais duas palavras: uma, usada em demasia, sendo banalizada, tendo créditos do que não é, mas que todos acreditam que seja, a toda poderosa, empatia.

Ao final, faço um comparativo entre a empatia e união.

Objeto de muita comoção, quando falamos em empatia, já nos é lançado do alto uma fagulha rosa e fofa, com chuva de margaridinhas… aí ficamos com empatia. Fofos e cheios de amor transbordando. E por aqui começam minha divagações sobre este termo. Sim, divagações porque, ao certo, eu nunca senti empatia e, até desafio alguém que já a tenha sentido. Tudo isso porque escutamos aos quatro ventos que devemos ter empatia, e que é importante ter empatia, e que a empatia muda conceitos entre outras afirmações positivas de livros baratos de auto ajuda.

Uma das mais concretas concepções que li sobre empatia foi “Tomar como seus os olhos do outro”. Com isso, evidente que a sagrada empatia requer alguns critérios para ser utilizada ou ainda, sentida. E não é tão fácil assim! Quando falamos neste quesito, podemos levar em consideração os valores que temos, nossa educação bem como, nossa receptividade em relação aos acontecimentos negativos ou positivos em nossa vida. Empatia não é necessária se não for vivenciada à flor da pele. Por isso, considere esta palavra em suas mirabolantes descrições e utilize simpatia, isto ajuda, e muito. O ato de ser simpático traz afinidade moral, similitude no sentir e no pensar e aproxima duas ou mais pessoas. E a empatia, complementando, deve ter afeto, sentimento, busca pela real situação ali escarnada. Exemplificando, não adianta me dizer que tem empatia pelo colega ao lado se, ao menor sinal de deslize daquele, você não o capacita, muito pelo contrário, o inferioriza.

E como escrevi acima, o comparativo, também finalizador do último artigo do ano, é sobre como a possibilidade de ter união, sentimento de time, de agregar ao grupo, ser estimulante para pessoas, afasta toda e qualquer necessidade de empatia.

A falta de capacidade para as pessoas de hoje é a ausência de união, tendo em vista uma equivocada interpretação sobre ego, consciência e personalidade. Vimos por debaldes vezes as pessoas em suas redes sociais utilizar a expressão ego inflado, sem, nem ao menos, entender sobre o que estão falando. Ego, nada mais é do que tentar controlar nosso inconsciente a partir de nossas experiências, sendo assim, se falamos em pessoas que nos impressionam por sua altivez, é, mera desconstrução de sua realidade em relação todo.

Logo união deve ser a palavra de ordem, de capacitação, de construção para nosso secretariado de futuro, de visão e de perspectiva mais aflorada ao sucesso de uma comunidade de mais unidade e vivificada pelas bases naturais da humanidade, seja ela, ser humano que fez sociedade e gera uma polarização dos nossos possíveis desencontros.

Ao final, não venho desejar um 2018 incrível, pois para isto acontecer, temos que setar para uma atitude de credo e adaptabilidade para o que é incrível, pois o que é para mim, não é para você! Anos incríveis são construídos de muita atitude, de muito trabalho, de foco em SEUS objetivos e claro, de uma realidade alinhada às capacidades, que é fator preponderante de escolha do eu.

Eu desejo aos profissionais de secretariado, a incrível possibilidade de união ao longo de uma jornada inicial, revigorante e com certeza frutífera para aqueles que terão disposição para tentar, dentro de suas impossibilidades, ser realmente incrível para os outros e para a união.

As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.

Avalie este artigo:
(0)
Tags: assistente executivo atitudes carreira desenvolvimento de pessoas o bom samaritano secretária secretariado secretário