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Uma volta ao mundo para viver emoções e sensações

Tempo para pensar e viver emoções. Um sabático diferente ao longo do globo terrestre. Experiência multi-cultural passando por 37 países. Importância de observar sem avaliar ou comparar. Realização de um sonho.

Quando você estiver iniciando a leitura desta coluna já estarei em alto-mar desfrutando de uma segunda volta ao mundo, com duração de 120 dias, cruzando cinco continentes, visitando 37 cidades de 26 diferentes países.

Antecipadamente informo que não está nos meus planos fazer “selfies” de cada parada, bem como mantê-los informados de eventuais pratos exóticos, que são próprios de um roteiro desta natureza.

E embora possa chamar este período de um “sabático”, para corresponder a um dos modismos próprios de muitos “gurus”, a viagem tem como finalidades a busca de emoções, sensações e um excelente processo reflexivo. Além, é claro, de ser um enriquecedor contato com culturas, as mais diversas.

Esclarecendo melhor, esta é apenas uma experiência individual que não visa qualquer tipo de exposição midiática, mas, simplesmente, um intenso viver, em toda a plenitude que o tempo, e os contatos permitirem.

Escolher um cruzeiro, com um navio cuja velocidade máxima pode chegar a 45 km/h já é por si só uma opção entre vôos intercontinentais que chegam, mais rapidamente, à aeroportos, todos muito similares. E, mais ainda, onde as pessoas são meros passageiros, que pouco se comunicam, e nem ao menos tem tempo para a troca de impressões e propósitos.

Uma viagem como esta permite inúmeros aprendizados. Afinal, são 2.800 passageiros e 900 tripulantes de 36 nacionalidades, culturas, idades e idiomas distintos.

Sem falar nas paradas, em portos onde nos confrontamos com pessoas, hábitos, valores e idiomas diferentes.

É claro que também esta convivência, especialmente em períodos mais longos de navegação, requer abertura para, entender e aceitar, as múltiplas diferenças encontradas dentro do próprio navio.

Recordo bem que, na volta do mundo anterior, nos confrontamos com agressões físicas entre passageiros de nacionalidades diferentes, especialmente porque ainda guardavam rancores históricos de guerras ou invasões. Casais que se separaram durante o longo percurso. Famílias que se preocupavam em manter seus filhos em contato com a escola que freqüentavam. Pessoas que morreram no percurso, além dos que foram expulsos do navio, pelo comandante, por seu comportamento inconveniente ou agressivo.

Afinal, o navio é considerado um “território”, com base na bandeira de sua origem, onde o comandante é a máxima autoridade, em todos os sentidos que isto possa significar.

Portanto, uma viagem como essa é um impactante processo de aprendizagem, convivência e tolerância com as mais profundas diferenças que possam caracterizar o ser humano.

Vale registrar ainda que também faz parte desta decisão,  a de usar uma alternativa marítima, algumas questões mais simples ou, até mesmo, aparentemente, prosaicas.

Um dos confortos é o fato de que o “hotel” anda com você, o que o desobriga de ter que refazer malas em todas as paradas. Excelente gastronomia, passeios, shows, palestras culturais sobre os países visitados, academia, visão de um mar sem fim, tempo para leitura e até a facilidade de não ter que levar consigo o passaporte em cada nova parada.

Vale ainda registrar que o custo é bem menor do que uma volta ao mundo via aérea.

Fica aqui meu especial convite para que analise esta, como uma das tantas alternartivas e formas de viajar, na busca de aprendizagem ou significados. E, adicionalmente, permite encontrar novos sentidos para a própria existência.

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Tags: emoções experiência multi-cultural sabático sonho volta ao mundo

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