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Universo do trabalho exige reinvenções permanentes

No que se refere às relações de trabalho já é possível observar que as novas gerações não têm mais como um valor importante estabelecer uma relação de longo tempo com uma empresa

O impacto das mudanças atuais, em todos os aspectos das nossas vidas, tem merecido intensos estudos, análises, discussões e comentários. De forma especial as questões ligadas ao mundo da tecnologia, inteligência artificial, robotização e as comunicações virtuais.

Também a globalização é de longa data merecedora de atenções pelos seus impactos na geografia dos países, fluxos migratórios, mercados, vida corporativa e também nas estruturas familiares e seus membros.

Mais recentemente o tema ligado a gênero vem gerando acalorados debates, acusações mútuas, preconceitos e até atos de violência.
Mas o que desejo provocar com este artigo são reflexões sobre dois aspectos que também estão surgindo de forma muito veloz no mundo do trabalho.

Refiro-me as novas relações de trabalho, e as mudanças na legislação previdenciária, que devem exigir das novas gerações, uma visão muito diferente do que tiveram seus pais e antecedentes.

No que se refere às relações de trabalho já é possível observar que as novas gerações não têm mais como um valor importante estabelecer uma relação de longo tempo com uma empresa.

Ou seja, manifestam claramente que administrar a carreira é assunto individual e da responsabilidade do próprio indivíduo. Estão menos preocupados com adotar um “sobrenome” corporativo para a vida toda. Nem mesmo apenas até sua aposentadoria.

Fica também muito claro que esta geração deverá encarar o processo de aprendizagem como algo permanente. Considerando ainda que esta renovação constante – tanto pessoal como profissional - não depende mais, com exclusividade, das instituições de educação formal. E muito menos das empresas.

Deverão considerar, adicionalmente, a participação em grupos de pesquisa e estudos, leitura permanente, autocrítica, confrontação de ideias e modelos, autodesenvolvimento e maior equilíbrio nos vários papéis que vive – tais como profissional/familiar/afetivo/social/educacional/espiritual e individual -.
Os desafios no campo da previdência também se mostram radicais.
Permanecer na vida ativa por muito mais tempo já é hoje uma realidade em muitas culturas. E, paralelamente, cada um deverá criar identidades profissionais, tanto de forma simultânea ao percurso do trabalho como também considerando projetos de vida que assegurem um futuro, com qualidade.

O aumento dos índices de longevidade vai requerer também radicais mudanças nos hábitos e costumes nas áreas, tanto financeira como de cuidados físicos e com a saúde.

Claramente a dependência de algum sistema público de previdência já se mostra obsoleto e crítico hoje.

Em relação ao futuro, caberá cada um criar reservas, patrimônio e gestão financeira de forma muito preventiva. Paralelamente está também deixando de existir o conceito de que “os filhos cuidarão de nós na velhice”.
Claramente temos que educar filhos para que assumam seus papéis de autonomia e responsabilidade com seu próprio futuro.

Na área da saúde, além de estar mais atento a este tema, desde muito cedo, também uma postura preventiva requer a contratação de um plano médico/hospitalar, que possa cobrir as despesas que tendem a se tornar bem maiores com o passar do tempo e da vida.

Enfim, estas são apenas algumas provocações para que, você leitor, que está na maia-idade, comece a se preparar para um futuro mais longo e com qualidade de vida plena.

 

 

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