2018: ano de fortes emoções e decisões

Considerando o cenário que se desenha para o país ao longo deste ano, este que lhes escreve fará aqui alguns apontamentos acerca de um 2018 que promete ser de fortes emoções e decisões.

2018 começa com as costumeiras resoluções e expectativas dos que sempre perseveram um ano novo melhor do que o ano que passou.

Em vista disso, e considerando o cenário que se desenha para o país ao longo deste ano, este que lhes escreve fará aqui alguns apontamentos acerca de um 2018 que promete ser de fortes emoções e decisões.

No plano político, ceteris paribus, o fator-chave para definir a temperatura do processo eleitoral que desembocará nas urnas em outubro será a condenação em segunda instância e a respectiva inelegibilidade do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, Messias das esquerdas brasileiras e considerado, à luz do que ficou evidenciado pela Operação Lava Jato, um dos cabeças da corrupção sistêmica que se instalou na máquina pública neste século.

Caso Lula se torne inelegível, a guerra política assumirá uma fervura menor, ficando a disputa à Presidência da República entre candidatos de centro e de direita. Caso contrário, a guerra política contará com os “exércitos” de Lula a pleno vapor, polarizando os embates eleitorais entre os Messias de esquerda (Lula) e de direita (Jair Messias Bolsonaro).

A análise política acima pode parecer simplista demais aos olhos da Ciência Política. Contudo, os esforços de doutrinação social empreendidos durante 13 anos de administrações lulopetistas contribuíram para a instauração de uma lógica maniqueísta no imaginário do brasileiro, segundo a qual só existiriam para o eleitorado duas opções: “nós” ou “eles”. E mudar isso requer uma revolução cultural que demanda, pelo menos, uma geração (isto é, entre 15 e 20 anos) para expurgar o receituário marxista-leninista do inconsciente coletivo nacional.

No plano econômico, permanecerá um cenário de baixo crescimento econômico e inflação sob controle a curto prazo, podendo retornar a um cenário de estagflação a médio prazo, caso as reformas estruturantes faltantes não sejam implementadas de maneira profunda. São elas: reforma do aparelho do Estado, reforma do sistema previdenciário, reforma tributária e reforma do sistema político.

No caso da reforma trabalhista já implementada, os seus efeitos sobre o mercado de trabalho formal serão residuais até que o país disponha de menor presença do Estado e, por conseguinte, de maior presença das forças de mercado na economia, o que, somado a uma necessária estabilidade política e à segurança jurídica, permitirá a atração de investimentos de longo prazo e o desenvolvimento em bases sustentáveis de emprego e renda para a população.

Por fim, não podemos ignorar a importância de um bom tomador de decisões estar sempre desenvolvendo novas competências pessoais e profissionais e atualizando as competências já existentes. Em outras palavras, devemos nos manter em contínuo aprimoramento individual. Afinal de contas, quem efetivamente contribui para o país se tornar grande e próspero é cada um de seus cidadãos, um universo de quase 210 milhões de brasileiros que produzem cerca de R$ 6,5 trilhões em riquezas e que não se desanima com a elevada carga tributária, com a corrupção e com o patrimonialismo que ousam ofuscar o brilho do povo brasileiro.

Um forte abraço a todos e que 2018 seja muito melhor que 2017. Fiquem com Deus!

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