A continuação da crônica de uma tragédia anunciada

Quando não se sabe aonde quer chegar, qualquer caminho serve.

Uma das lições que mais são ensinadas nos cursos de Planejamento e Gestão Estratégica é a de que qualquer caminho serve se não sabemos aonde queremos chegar. Parece um conto de Lewis Carroll, mas é tão verdadeiro quanto dois mais dois são quatro. E isso vale tanto para a realidade de uma empresa, quanto para a vida das pessoas e os destinos de uma sociedade.

No caso concreto tupiniquim, a falta de um rumo e de um propósito bem definido nas mentes e corações dos brasileiros contribuíram para que chegássemos a este estado de deterioração por que passam as instituições nacionais. Saíram os militares do poder em 1985, cujos valores se alicerçavam em questões como honra, dever, amor à pátria e visão de futuro, entraram civis alinhados com práticas corruptivas e disruptivas do Estado brasileiro, apesar dos avanços trazidos pela Constituição Federal de 1988 nos campos da democracia e dos direitos humanos.

Quando um país carece durante muito tempo de lideranças baseadas em preceitos morais e éticos e de uma visão de futuro que contribua para a construção da autonomia de seus concidadãos, criando uma consciência coletiva acerca da responsabilidade de cada um pelo seu próprio sucesso e o do todo, a tendência é o aparelhamento das instituições do Estado e o seu robustecimento como forma de exercer controle sobre as liberdades individuais e inibir o livre arbítrio do cidadão. 

Como consequência do disposto acima, o Estado se maximiza e o indivíduo se apequena e se submete àquele, seja por ignorância, seja pelo simples medo de represálias. E uma vez alcançadas essas condições, as corporações se apropriam do Estado e instauram uma tirania, favorecendo parceiros, perseguindo adversários e oprimindo toda a sociedade. Foi o que ocorreu nos regimes nazifascistas e na extinta URSS, é o que está acontecendo nas ditaduras latino-americanas, como Cuba e Venezuela, e, ceteris paribus, será o que acontecerá com nosso país a médio prazo. 

Este texto não tem a intenção de incitar quaisquer terrorismos, caros leitores. Trata-se de uma análise desprovida de paixões, à luz dos fatos e dados obtidos da nossa própria realidade. Basta pensarmos nas inúmeras distorções de valores por que passa o nosso país, indo ao encontro das disposições apresentadas por Lênin para a tomada e perpetuação no poder na Rússia conhecidas como “Decálogo de Lênin” (os seguidores da seita lulopetista, conforme descritos por Palocci, tentarão dissimular a autoria dos escritos e as pretensões da esquerda brasileira com base nesse decálogo): 

1. A tentativa de grupos de cunho político-ideológico de confundirem e deturparem o sistema de valores de nossas crianças e jovens, tal como estamos presenciando com essas inúmeras “exposições artísticas” que fazem apologia ao satanismo, à pedofilia e à zoofilia;
2. A infiltração e controle de veículos de comunicação de massa, escolas e universidades públicas por militantes, além da presença ostensiva e do patrulhamento ideológico promovido por MAVs (militâncias em ambientes virtuais) na Internet e nas redes sociais;
3. A divisão ideológica da população em grupos antagônicos, conforme critérios de raça, gênero, religião e orientação política, ignorando a igualdade de todos segundo a Constituição e promovendo enfrentamentos sociais baseados na lógica maniqueísta do “nós contra eles”;
4. Nossos políticos falam exaustivamente em democracia e em Estado de Direito, porém defendem privilégios para si próprios e os seus e apoiam projetos de perpetuação no poder sem nenhum escrúpulo;
5. O sistemático esbanjamento de dinheiro público com privilégios de corporações, grupos políticos e castas instaladas no aparelho do Estado, produzindo ineficiências sistêmicas que comprometem o bem-estar social e a competitividade nacional;
6. O descrédito da imagem do País, especialmente no exterior, provocado pelo péssimo exemplo moral de nossos representantes e pelas acusações de golpe e retrocesso democrático promovidas por pessoas e grupos expropriados do poder por tentarem fazer o que acusam;
7. A promoção de greves, muitas vezes com o uso da intimidação e da força contra trabalhadores, em setores econômicos vitais do País;
8. A promoção e defesa de distúrbios sociais e a articulação política realizada por setores influentes da sociedade para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9. A derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes, além da infiltração de pessoas alinhadas com projetos totalitários de poder em diversos partidos políticos; e
10. O desarmamento da população civil, sob a alegação de reduzir a violência, impedindo a resistência contra criminosos, milicianos e grupos alinhados com projetos de perpetuação no poder. Nesse contexto, temos o Estatuto do Desarmamento, que, apesar da ampla rejeição popular por referendo, foi imposto na marra em 2003. Enquanto isso, organizações criminosas se armam cada vez mais, a incidência de crimes só aumenta e a população se vê refém e acovardada diante de tal situação.

Diante do exposto, e se nada for feito pela população de bem que não aceita e não se submete a assistencialismo, que acredita na sua capacidade transformadora dos rumos deste Brasil e que não possui bandido de estimação, ficaremos à mercê desse projeto totalitário que vem sendo construído nos bastidores do poder com o suporte de setores econômicos, de membros da mídia mainstream e da classe artística e intelectual e sob os olhares oportunistas de milicianos infiltrados em movimentos sociais e de oligarcas ligados ao narcotráfico, à pornografia e pedofilia e aos jogos de azar.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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Tags: Administração Brasil cidadania Estado estratégia poder sociedade

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