A liderança coercitiva e o êxodo corporativo

O exercício demasiado da liderança coercitiva resulta em retaliação de talentos e êxodo corporativo desenfreado.

Diante do conceito pouco colaborativo de chefia, tem-se observado o despontar, ou talvez a “evolução” do termo, como sendo um estilo de liderança que, para muitos, é o herdeiro do modelo de liderança autocrática: a liderança coercitiva.

A liderança coercitiva é característica pelo regimento do líder, cujo perfil não traz consigo a fomentação de uma cultura parametrizada pela busca da colaboração espontânea de sua equipe.

Nesse modelo de liderança, a força e o poder, pouco inspiram, e são vistos pelos liderados como elementos limitadores de talento, autoestima e, porque não dizer, satisfação profissional.

É inquestionável que esse estilo é mais eficaz em tempos de crise. Se você tem uma equipe problemática e necessita de uma alternativa mais radical quando todas as outras fracassaram, esse modelo se torna, em última instância, um modelo útil e
bastante válido.

Porém, o uso demasiado dessa filosofia, pode acarretar em traumas severos à equipe, podendo vir a mutilá-la e na pior das hipóteses, ocasionar uma espécie de êxodo corporativo. O que simplificadamente quer dizer que seus melhores colaboradores irão para empresas ou ambientes que proporcionem um clima organizacional favorável a excelência e ao bem-estar deles, talvez para os seus próprios concorrentes.

O exercício demasiado da liderança coercitiva resulta em retaliação de talentos e êxodo corporativo desenfreado.

Dessa forma esse êxodo acaba sendo paradoxal para esse modelo particular de liderança, pois sua força e poder, acabam por enfraquecer as engrenagens colaborativas do processo, e além de fragilizar o capital humano, gerando desconforto e descontentamento, acabam se tornando verdadeiros campos minados para o talento, para a produtividade e para a criatividade dos liderados.

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Tags: liderança