A quarta revolução industrial e a terceira revolução tecnológica

Uma rápida análise sobre os motivos que levam as tecnologias a serem vistas como aquele fenômeno que aumenta as desigualdades e aprofundam os contrastes sociais, gerando mais ricos e mais pobres de forma inversamente proporcional

Ainda que seja lá no final, é necessário que os benefícios das inovações tecnológicas chegem à toda sociedade, indistintamente.

É fato notório que as inovações vem impactando a vida das sociedades em todas as partes do mundo, podendo esses impactos serem sentidos em diversos benefícios em pro da humanidade, como é o caso dos avanços nos diagnósticos prévios de doenças e um tempo hábil para oinício do tratamento da mesma, aumentando, assim, as chances de cura ou menor sequelas nos seus acometidos.

Quantos aos aspectos de mobilidade, comunicabilidade e operablidade emnegócios online os efeitos dessas inovações/renovaçoes são ainda mais perceptíveis, haja vista o e-comerce de produtos e serviçosdas mais variadas natureza.

Vestuários e, principalmente, alimentos são dois dos setores que não deixam quaisquer sombra de dúvidas sobre os ganhos sociais geral que a inclusão e o avanço da tecnologia produz sobre a vida humana, no país e no mundo.

Não obstante a velocidade das mudanças e seus impactos, não houve, ainda, um olhar ou um pensar sobre o que fazer com a população que fica fora desses ganhos, quando, teoricamente a economia global, assim como as de cada nação, se concentra na porção, intelecutalmente preparada, para qualquer nível de atividade, da população, enquanto uma outra imensa porção sequer são vista pelas estatísticas quanto a sua capacidade produtiva que, diga-se de passagem, é próximo mesmo de zero.

Mas, são seres humanos mundiais que, assim como todos, precisam ter suas necessidades básicas atendidas - aqueles necessidades percebidas por Maslow em sua teorias das hierarquias das necessidades humanas.

Uma possível solução viável pode passar pelo incentivo à empreendimentos de sobrevivência de caráter individual voltada parao setor de serviços, profissionalizando desde aqueles que chamamos de flanelinhas, fazendo um longo passeio pelas mais diversas atividades do tipo cultura de rua, chão de fábrica, uma gama depequenas atividades nas quais as novas tecnologias possam chegar, nos seus estágios experimental - as novidades - ou fechando ciclos - aquelas cuja vida útil estivessem chegando ao fim.

Note-se que, comparativamente aos impactos sobre a distribuição da renda, os avanços tecnológicos agravam o processo por dois meios mais notáveis, num olhar panorâmico: a própria capacitação dos indivíduos - formações específicas e cursos caros e, intelectualmente avançados e, a redução de postos de trabalhos para o exercício das várias atividades dos seguimentos que implementam as novas tecnologias nos seus processos produtivos.

Devo, a propósito, deixar claro que não devemos frear nem temer osavanços tecnológicos. Do contrário, teoricamente, precisaríamos controlar a taxa de natalidade mundial, haja visto que já há uma imensa taxa de mortalidade, dado um conjunto de causas, no país.

Longe da crítica vazia, a preocupação é com a ociosidade de um imenso contingente que, embora esteja em idade laboral e com saúde para tal, encontram-se total ou parcialmente desqualificada não apenas pela carência de saber, conhecimentos. Por isso, principalmente mas, pela falta de visão pública para desenvolver o espírito empreendedor desse contingente, capacitando-os qualitativamente e oferecer-lhes um mercado livre e capaz de absorver as demandas desses empreendedores individuais em suas comunidades e cidades de origem.

Acredito que o entendimento, quando damos qualificação específica para pessoas desenvolverem suas vidas, empreendendo individualmente, é que estamos visando maior dinamismo econômico, circulação de produtos e serviços, atendimento à demandas reprimidas, de porte individual, a diminuição de pagamento de benefícios sociais público como o bolsa família, por exemplo, a confiabilidade no prestador do serviço por parte do contratane, o que resultaria, em boa parte, na baixa do abssenteísmo por razões particulares e uma infinidade de benefícios, sendo um dos principais deles a ocupação da mão de obra excluída pela foça dos recursos tecnológicos empregados nas corporações.

Há outros impactos positivos que poderiam ser sentidos, como por exemplo, o aumento da autoestima coletiva, haveria espaço para uma possível diminuição da criminalidade e violência social e esse sentimento poderia dar vida a vários outras atividades lúdicas que atenderiam as comunidades no aspecto diversão pois, os ingredientes necessários estariasm presentes.

Finalmente, teríamos menos gastos com atendimentos de emergências nos postos de saúde, ocorrências policiais, aumento na arrecadação municipal e uma melhor e mais humanizada organização da sociedade como um todo.

 

 


Aloísio Pereira Costa
Aposentado
Estudante de Administração
Universidade de Maringá - UNICESUMAR

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Tags: autoestima coletiva espírito empreendedor revolução industrial e tecnológica