Afinal, ano novo de novo

A questão é que entra ano e sai ano, muitos de nossos objetivos vão ficando para trás, sejam eles nossos objetivos de vida pessoal; objetivos de vida familiar; profissional; entre outros tantos

Aproximando o final do ano, muita gente deve estar pensando e falando: Hum, como este ano passou depressa! E, certamente, no ano anterior já deve ter tido a mesma sensação; algo, talvez, repetido em outros mais.

A questão é que entra ano e sai ano, muitos de nossos objetivos vão ficando para trás, sejam eles nossos objetivos de vida pessoal; objetivos de vida familiar; profissional; entre outros tantos.

Essa percepção de uma certa frustração é que nos permite ao final de cada novo ano, nos darmos uma pausa para uma auto avaliação e refletirmos sobre o que foi possível realizar e buscar justificativas para as coisas que não fizemos.

Nesse momento nos damos a oportunidade, ora em conversa com amigos, nas várias reuniões de confraternização, ou nas discussões familiares, de fazermos uma análise dos fatos que marcaram nosso ano e de voltarmos as atenções para nós mesmos, visando identificar pontos positivos ou negativos de nossas ações desenvolvidas no ano que se finda.

Refletimos sobre as oportunidades que tivemos, as que deixamos passar, as ameaças que nos atormentaram e nos roubaram as energias, e, buscamos, com tudo isso, explicações para o sucesso ou fracasso de objetivos alcançados ou não.

Sem nos darmos conta colocamos em prática um poderosa ferramenta de desenvolvimento individual que é o auto feedback. Entretanto, a sensação é de que o ano passou rápido demais e pouco foi feito em termos efetivos, para o nosso crescimento ou para o alcance daqueles objetivos traçados na virada anterior.

A sensação de um certo dever não cumprido muitas das vezes nos remete a uma frustração, que de uma certa forma, vira o combustível ou o insumo para novas promessas para o ano seguinte. Ou seja, fazer o que não foi feito, enquanto poderíamos estar fazendo mais. Indo além. Sair da zona de conforto. Crescer, ousar, mudar o rumo de nossas vidas.

Todas essas ações não são nada além de atitudes individuais geridas por nós, lideradas por nós. Planejar as ações de nosso dia a dia, para realizarmos, de fato, os objetivos e desafios que nos propomos, ano após ano, requer muito compromisso e muito comprometimento.

Não podemos nem devemos ser nossos próprios sabotadores. Já temos inimigos demasiadamente fortes; um leão a cada dia que precisamos matar, para seguirmos em frente. Não dá para sentarmos em cima de nossas dificuldades e nos acomodarmos em nossas potencialidades, pois estas deixaram de ser mais rápido do que podemos imaginar.

A grande vantagem de estarmos a frente em uma corrida é sabermos exatamente o que temos pela frente e o que podemos fazer para chegar onde desejamos. A nossa maior desvantagem é que todos os outros nos perseguem, seguem nosso caminho, percebem nossos movimentos e se preparam para nos ultrapassar no primeiro momento em que desviarmos nosso foco.

Atitude, foco e comprometimento. Nosso combustível e nossa força para as lutas diárias.

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