Beleza Oculta - Reflexões sobre o novo filme do Will Smith

Ensinamentos profundos em alguns minutos

Will Smith é o tipo de pessoa que tudo que põe a mão vira ouro. Mas, em “Beleza Oculta” o ator e todo o elenco superaram qualquer expectativa. Por ser uma apaixonada por pessoas e acreditar que todos merecem ressignificar suas vidas, quero expor os pontos que mais me chamaram atenção no filme.

Sinceramente, é possível discorrer sobre cada diálogo, cena e momento impactante. Contudo, vou me ater a primeira fala de Howard (Will Smith) e que embasou todo o filme: “Qual é seu grande ‘por quê?’ Todos nós fazemos tudo porque queremos Amor, Tempo e tememos a Morte”. Você que é gestor, líder, empresário, reflita nesses aspectos de forma pessoal e macro. Se possível, compartilhe com seus funcionários.

1 - “What is your big Why?” (Qual é o seu grande por quê?)

Com certa frequência vemos questionamentos que antes eram pertinentes tornarem-se grandes clichês. Algo muito triste e que limita nossos pensamentos. Talvez, por isso, quando alguém pergunta a grande razão pela qual trabalhamos, estudamos ou vivemos respondemos com algo muito superficial. “Porque precisamos de dinheiro”, “para ter uma vida melhor”, “para dar o melhor para os filhos, pais etc”. Por mais natural que isso possa parecer, não é a resposta real. É como se olhássemos para uma árvore. Essas respostas são as folhas. A realidade está na raiz. Nas profundezas.

No filme, Howard motiva seus colaboradores a encontrarem o que os fazem trabalhar naquela agência, qual a razão que os levam a sair da cama.

Eu poderia terminar esse artigo aqui. Mas, vamos seguir. 

2 - Amor

Todos fazemos qualquer coisa porque queremos dar ou receber amor. Tudo que nos move é o amor.

Trabalhamos porque queremos o amor de quem nos rodeia. Brigamos com alguém porque amamos essa pessoa ou a ideia e buscamos o melhor.

Mesmo quando não cremos que exista amor, ali ele está. Nas negociações, nos conflitos, nos anúncios.

Para aprofundar mais esse ponto, gostaria de lhe trazer os quatro tipos de amor. Nascido no grego o amor recebe o nome de:

  • Eros: é amor físico, da atração, relação sexual. Pode parecer banal e vulgar, mas esse amor também é essencial. Sem sexo não há a próxima geração. Por mais que haja diversos meios de inseminação hoje, é necessário a atração, o desejo que gera a excitação e culmina em “matéria-prima” para o bebê;

  • Fileo: é o amor-amizade, fraternal, social.  Quem não gosta de ser aceito? Por mais que se negue a vontade de ter amigos, nós somos seres sociáveis e dependemos de convivência para evoluir.

  • Storge: é o amor conjugal, familiar, doméstico. Esse é oque une as famílias, que impulsiona a sacrifícios dos pais em prol dos filhos, por exemplo.

  • Ágape: é o amor que nasce em Deus e alcança aos seres humanos. É incondicional. Ou seja, não espera nada em troca. Também não tem prazo de validade.

Logo, podemos observar que nossas ações são impulsionadas por um desses “amores”.

3 - Tempo

“Passou rápido demais”, “Nossa! Já acabou janeiro!”, “Meu dia precisa de 48 horas”. Frases tradicionais ditas pela maioria das pessoas que ainda não notarem o presente que é ter tempo.

É muito interessante a perspectiva do filme quando nos põe contra a parede e pergunta o que estamos fazendo com o nosso tempo. Sempre acreditamos precisar de mais tempo para tudo. Mas, raramente aproveita-se o aqui e agora. A mente moderna vagueia entre o passado e futuro. Raramente está no hoje.

Você investiu tempo para ler este artigo. Valorize seu aprendizado.

4 - Morte

A única certeza da vida. Muito temida, por mais que se negue. As pessoas não caminham buscando a morte. Por mais inevitável que seja passar por ela sendo nosso nome escrito na certidão ou de quem amamos, queremos fugir desse tenebroso momento. Mas ele vem.

Mas, até hoje não nos deram um roteiro. Um manual de “como se comportar em cerimônias fúnebres”. É como se fossêmos bebês que querem andar. Aprende-se a cada dia. Muitas vezes as quedas acontecem, é inevitável. E doi. O ponto crítico é o que fazer com essa dor. Que lição tirar.

Será que o caro leitor já parou para avaliar o que tem feito enquanto ela não chega para você? E quando chegar, o que deixará como legado? Qual será a história que contarão a seu respeito?

Como coach, na maioria das sessões que faço, vejo pessoas que ainda não descobriram o grande propósito de suas vidas. Logo, não cumprem suas missões. É algo que devemos cuidar, porque “A vida é um espetáculo imperdível” (Augusto Cury).

Quero encerrar este artigo que, admito, não é nada gerencial ou administrativo - é humano - fazendo perguntas pontuais:

  • O que te tira de casa todas as manhãs?

  • Quem você ama e o que tem feito por esse amor?

  • Como está gerenciando seu comportamento em relação ao tempo que tem hoje?

  • Quando você morrer, qual será o seu legado?

Caro leitor, se eu pudesse te dar um conselho, diria para você se programar essa semana para assistir a esse maravilhoso filme. Saiba que terá que rever outras vezes, pois a mensagem é profunda demais para ser vista apenas umas vez e apagada depois. Te garanto que valerá cada segundo.

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