Como Será 2018?

O ano de 2017 foi bastante difícil e de grandes desafios que serviram de aprendizado e reflexões profundas. Podemos dizer que algumas sequelas deixadas por esse período ainda vão se arrastar por algum tempo, especialmente na esfera política, econômica e na produção. Mas como será 2018?

O ano de 2017 foi bastante difícil e de grandes desafios que serviram de aprendizado e reflexões profundas. Podemos dizer que algumas sequelas deixadas por esse período ainda vão se arrastar por algum tempo, especialmente na esfera política, econômica e na produção.

Mas como será 2018? Entender o novo cenário é essencial para a tomada de decisões e planejar as ações em torno daquilo que se demonstra como fortes tendências econômicas, sociais e empresariais.

O Cenário Político-Econômico será volátil
Todos os especialistas afirmam que o cenário político que se desenha em torno das eleições presidenciais é que vai determinar as expectativas e rumos de atividades econômicas e financeiras, e, consequentemente, o ritmo das empresas e as oportunidades de emprego.
As reformas prometidas pelo governo no sistema tributário e previdenciário também terão papel importante neste desenho de como será 2018 pela perspectiva dos investidores e empresários.
Porém, podemos esperar um ano bastante “volátil” devido às incertezas geradas ao futuro do país em decorrência do andamento das estratégias eleitorais. Tudo indica que as eleições não serão tão comuns, mas sim, uma guerra.
Em um cenário incerto e com grande volatilidade os investimentos como câmbio e bolsa podem ter oscilação ainda maior, o que requer sangue frio para investir, especialmente se considerarmos o grande poder que as redes sociais têm de criar boataria e desinformação, causando ainda mais receio no pequeno investidor ou naqueles mais conservadores. É importante filtrar as informações para não tomar posições e atitudes reativas, mudando a estratégia de investimento ao ritmo dos boatos e notícias.

O ano da virada?
Tudo indica que 2018 será melhor que 2017 em relação à economia e oportunidades de negócios, mas, a retomada do crescimento e a saída da crise será lenta e com números cautelosos. Considerando o cenário negativo que estamos vivendo, podemos acreditar que a evolução será positiva e aumentará o nível de entusiasmo e confiança nos empresários e trabalhadores, mas nada comparado com os bons momentos vividos em 2012 e 2013. Os economistas dizem que o ano de 2018 será parecido com o ano de 2010, quando vivemos um momento positivo da economia, mas sem grandes saltos.
Tradicionalmente, em anos eleitorais e Copa do Mundo a economia tende a ter algum aquecimento, o que pode ajudar, mas entendemos que o empresariado e o profissionais não deve contar apenas com esses fatores e esperarem as mudanças. Devem ser protagonistas de ações mais efetivas em direção ao futuro e aos resultados sustentáveis.

Os Indicadores do Brasil em 2018
Segundo a pesquisa do Boletim Focus, uma publicação semanal na qual o Banco Central reúne as projeções de cerca de 100 economistas para os principais indicadores do País, pode haver mais espaço para queda de juros no País. Os especialistas projetam que a Selic deve cair mais no próximo ano, para 6,75% ao ano. Atualmente, a taxa está em 7% ao ano.
As expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) também melhoraram. Acredita-se que esse número estará na casa dos 2,5% a 2,7%, que é bem melhor que 2017 que deve fechar abaixo do 1%.
O cenário para inflação também é favorável para os consumidores e mostra que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pode fechar 2018 abaixo de 4%.
No começo de 2017 cerca de 14,2 milhões de brasileiros estavam fora do mercado de trabalho formal, o que representava 13,7% da população. Pesquisas mais recentes mostram que o número diminuiu e o terceiro trimestre de 2017 fechou com a taxa de desemprego na casa dos 12,4% - a menor do ano, representando cerca de 12,7 milhões de brasileiros sem trabalho formal. Apesar do número ainda ser muito alto, demonstra um ritmo de melhoria que deve continuar em 2018.
Alguns economistas dizem que o ano de 2018 deve terminar com a taxa de desemprego entre 8,5% e 9%.
A retomada dos empregos sempre gera duas situações típicas: Um cuidado muito grande ao contratar, ou seja, as empresas são ainda mais exigentes em relação ao perfil, formação e experiência do candidato e também propostas de salários menores que a média paga antes da crise, visto que provavelmente as empresas encontrarão pessoas à procura de empregos dispostas a receber relativamente menos do que recebiam quando estavam empregadas.

Mas tudo isso requer protagonismo
Não se sabe ao certo, mas sabemos que o futuro não será a repetição do passado! E também não podemos ser vítimas dos cenários políticos e situações econômicas, esperando as coisas melhorarem para que surjam oportunidades. Isso é ser um expectador das mudanças! Então, para ter sucesso nem 2018 é preciso agir desde já e isso é uma decisão. Escolha ser diferente a cada dia e desenvolver-se constantemente. Parece uma frase clichê, mas, realmente, o “seu” futuro é você quem faz.

Marcelo de Elias – Universidade da Mudança (curadoria de conteúdo)

Saiba mais sobre o autor no site http://marcelodeelias.com.br/!

*Texto originalmente publicado em: http://universidadedamudanca.com/como-sera-2018/

 

 

 

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