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Condenados têm é que trabalhar

O país vem errando e transformando, quero crer, em degraus para acertos

Se contarmos tão-somente com a chegada da Corte, o Brasil está na adolescência. Afinal, completou apenas 209 anos, o que na história de nação é muito pouco.

Recém-saídos da fase engatinhar – representada pelas crises políticas internas (República, duas ditaduras, dois governos populistas, entremeados por um que foi interrompido, outro populista interrompido também e agora um que tenta se firmar), crises econômicas, fiscais, financeiras, e, agora com o advento das mudanças bruscas e frequentes, desemprego constante e a crise ética/moral, que escancaram o que poucos sabiam no passado recente.

O país vem errando e transformando, quero crer, em degraus para acertos. Melhores, que no passado recente, estamos. Não há mais às escondidas. A evasão da privacidade é a moda.

Porém, o que preocupa mais alguns poucos é que o ensino prepara para um mundo que não existe, a seca muda o perfil de cidades atingidas e não atingidas, a fome pode ocorrer, a prevenção não encontra ressonância na saúde e agora acham que a solução é a construção de presídios.

Os “alguns” também indicam que os condenados das lava jatos têm mais é que trabalhar como “cuidadores”, “mediadores de especiais”, “professores”, “médicos”, “enfermeiros”, ajudar as tartarugas que desovam e não conseguem retornar ao mar…

Enfim, vamos acabar com a farra nas prisões para corruptos e corruptores, que hoje se apresentam abatidos, doentinhos e velhinhos, transformadas em colônia de férias, anos antes de prescrições e outras protelações. Dá um tempo!

Ah, quem sabe também condenado por corrupção no país adolescente não imita – o que mais fizemos em todas as áreas, sem sucesso por não levarmos em conta que cada país é único – seriamente Francis Bacon, que, por volta de 1600, preso por aceitar propina, pagou a multa estipulada e daí mudou radicalmente de vida e tornou-se um emérito filósofo? Quem sabe não temos alguns escondidos entre corruptos e corruptores?

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